16 de outubro de 2013

Saltar fora

Hoje, li uma crónica deliciosa datada de Novembro de 2010 mas, como sou e serei sempre defensora da teoria “para bom entendedor meia palavra basta”, abro uma excepção e não vou partilhar (à descarada) o link da mesma.

E porquê? Porque o meu farmacêutico favorito ainda lê este blog e pode fazer uma interpretação da crónica diferente da minha e julgar-me por isso e ainda acabo na esquadra a responder a um inquérito digno de uma bela série televisiva e… Dispenso!

14 de outubro de 2013

Nasci, Sonhei, Cresci e Amei – Artur Garcia

Foi deus que dar-me quis
O doce que encontrei
Na vida que me fez feliz
Nasci, sonhei, cresci e amei
Nasci fui criança e sonhei
E à sombra de amor
Foi que cresci e me criei
Sonhei, sonho irreal
Em que era o rei
Que fez do bem seu ideal
Cresci fiz castelos no ar
Desejei ter amor
Tudo corri para te encontrar
Amei, quando te vi
E agora sei qual a razão
Porque nasci

Música: João Andrade Santos; Letra: Mª Manuela Teles Santos

Para o Sebastião…

E também para a Carolina e o Bruno que perdem hoje o direito ao uso do nome próprio para passarem a ser apenas a “mamã” e o “papá”! Piscar de olho

12 de outubro de 2013

Round 2

Não gosto muito, ou melhor, não gosto nada de assumir que não lhe dou descanso. Andar sempre a exigir mais e mais dele não fica bem, não é lógico, e eu não gosto de admitir que o faço. Até porque ele já andava a dar-me avisos subtis mas eu, gaja, não quis ver (burra!) e agora ele deixou-me ficar mal, falhou-me...

Só assim eu sirvo de cobaia para ensaiar a marcha nupcial, tenho as atenções todas para mim e reinicio o sistema (nervoso) que decidiu, pura e simplesmente, meter férias. E não consigo deixar de ouvir o Marco (o próximo cavalheiro a ingressar no clube dos casados) a perguntar-me “Mas tiveste algum stress no trabalho? Andas preocupada com alguma coisa?”...

10 de outubro de 2013

Galinha

“galinha 

s. f. e s. f. pl.

1. Fêmea do galo.

2. [Popular] Coisa muito boa ou muito fácil.

3. Má sorte. = AZAR, DESDITA, INFELICIDADE

4. [Figurado] Pessoa achacada, doentia, descorada.

5. Pessoa que faz muito espalhafato a falar.

6. [Brasil] Mulher devassa.” by Priberam

 

E a mim que me ocorre tanta definição tão menos simpática!

6 de outubro de 2013

Marcas

Conclusão brilhante da minha manhã como doméstica:

Eu até posso tirar de lá o preto, com mais ou menos dificuldade (não é importante), mas a marca já não sai! Triste

Que é como quem diz que a minha mansão está aromatizada em modo lixívia, que o meu pai tinha razão e que eu continuo a odiar paredes de estuque.

3 de outubro de 2013

Orgulho

A minha falta de auto-estima e auto-confiança sempre me tramaram na hora de sentir orgulho nas diversas conquistas que fiz... Ter acabado o cursinho nunca me pareceu um grande feito (apesar de ter sido a única da família directa a fazê-lo). Andar montada no meu “cavalo” branco (leia-se “Renault Clio”), apesar de me deixar muito feliz, também não soa a nada extraordinário. Conquistar a independência e viver sozinha pareceu-me sempre algo importante apenas para mim (talvez porque o papá se recusa a aceitar que tem esta filha com mau feitio que não pactua com as idiotices de ter uma ralação só porque fica bem mostrar alguém ao lado e faz parte daquilo que a sociedade, ainda, espera de uma jovem).

Mas quando toca a sentir-me orgulhosa pelas conquistas daqueles que me rodeiam parece-me sempre que sou das primeiras na fila.

Hoje, li o meu nome nos agradecimentos de uma tese/dissertação/relatório de estágio e, passados tantos anos desde que essas coisas efetivamente fizeram sentido (e o mais comum era agradecer-se à tuna toda para não arranjar chatices), nunca pensei que isso voltasse a acontecer.

A verdade é que, mesmo que o meu nome não estivesse lá (e eu não sabia que ia estar), foi uma leitura que me impressionou e convenceu. Senti-me num daqueles rios de ideias subtilmente encadeadas, onde tudo aparece no sítio certo e na medida adequada, sem grandes floreios, com frontalidade e humildade para reconhecer erros e a inteligência para os tornar aprendizagens relevantes e realçar aspetos positivos. Senti-me feliz por pensar que foi um trabalho muito bem conseguido e que vem defender a minha teoria de “há coisas que não se medem ao metro”.

Ainda há miúdas assim, que nascem em décadas diferentes da minha mas que me vão convencendo com o passar do tempo (e das borgas), que não desistem de mim e conseguem que eu não desista delas, com quem não consegui partilhar nem metade da caminhada (mas fiquei a assistir de perto)... Ou então, há apenas uma miúda assim, que foi minha colega no mestrado em ensino da Matemática, que me fez ler um “testamento” sobre o papel da calculadora gráfica (logo eu que sou meio alérgica à tecnologia) e eu estou muito orgulhosa porque ela conseguiu, ela venceu o preconceito da imaturidade Sorriso

2 de outubro de 2013

Farmácia

Diz-se que ontem foi noite de fados na Faculdade de Farmácia. Diz-se que os santos da casa não faz milagres. Eu sei que, há uma carrada de anos atrás, de cada vez que a Grande Noite do Fado virava prioridade lá em casa eu fazia uma birra de todo o tamanho porque tinha que ouvir “aquilo” (para não usar nenhum adjectivo idiota que possa ter pensado naquela altura). Sabe-se que eu ontem me diverti imenso, num serão calminho, à minha medida, e conheci os fados quase todos. Eu sei que gosto de fado!

Diz-se que amanhã é noite de tunas na Faculdade de Farmácia. Diz-se que as tunas da casa (A Feminina e a TAFUL) vão estar presentes com mais duas tunas convidadas (a TUIST e a Barítuna). Eu sei que, quer chova ou não, amanhã à noite o meu destino não deve ser outro. Sabe-se que há cerveja, musiquitas e as expectativas estão demasiado elevadas. Eu sei que gosto de tunas!

Assim se comemora o Dia Mundial da Música… Em excelente companhia!