5 de novembro de 2017

Um ano de nós

Há coisas que me ultrapassam…

Nos últimos minutos, estive a fazer scroll aqui pelo blog em busca de algo que não existe, em busca de evidências da mudança que invadiu a minha vida neste último ano… E nada!

Hoje é dia de festa. Hoje fazemos um ano de nós. Hoje estamos de parabéns; pela nossa simplicidade, pelo descomplicanço, pela disponibilidade quase sempre imediata, pelo código postal ou simplesmente pela vontade comum, que nos damos ao trabalho de concretizar, de estarmos juntos.

“Ele era apenas um programador, ela era apenas uma pseudo-cientista de dados, aquilo que os uniu ninguém consegue explicar!” seria uma excelente forma de despertar a atenção para o nosso filme nada romântico. “Com eles traziam as suas almas gémeas e, a quatro, travavam as suas batalhas despropositadas com a vida”…

"The fantastic 4"

Parabéns para nós :)

3 de novembro de 2017

30 de setembro de 2017

Rentrée

Sem que faça muito sentido, já que cada vez mais as férias se fazem fora das épocas de pico para quem gosta verdadeiramente de viajar sem estourar o orçamento e o ir-e-vir está longe de terminar, chega agora ao fim o mês dos recomeços, do regresso às aulas e do regresso à rotina sem facilitismos .
Volta toda a gente à vida dita normal, e volta o trânsito, e o caos, e os espaços sobrelotados que estiveram tão bem durante os ditos meses de férias. E volto eu, depois de duas semanas de férias na Califórnia.

[Só não volto para aparelhos de âmbito tecnológico com bateria, quem diria.]

17 de agosto de 2017

Pessoas

Há pessoas que nós não escolhemos, simplesmente sentimos que elas vão invadindo a nossa vida, a pouco e pouco; há pessoas que nós não afastamos, simplesmente escolhem um caminho que não cruza com o nosso... Há pessoas que são esses dois tipos de pessoas, aquelas por quem não hesitaria em dar tudo e fazer todos os sacrifícios do planeta, aquelas cujas dificuldades me preocupam e que, de um momento para o outro, parecem inacessíveis, que seguem num qualquer mundo paralelo à espera que eu os vá resgatar... E eu, sou uma desistente, uma pessimista, de sorriso dissimulado e olhos tristes, e não tenho paciência.

6 de agosto de 2017

2 de agosto de 2017

Game over

E, de um momento para o outro, a vida dá 50500 tropeções e leva-te de volta e sítios muito manhosos…

Há já muito tempo, quando tinha os meus seis aninhos, houve um dia que ao voltar da escola encontrei a minha avó caída no chão, sem vida. Não foi porque a escada não tinha corrimão, ou porque o puxador da porta do sótão não aguentou a pressão e se partiu, foi porque estava destinado que assim fosse. E este tema tabu (ao longo de muitos anos e em muitas cabeças) teve impacto em mim e fez com que, desde que me conheço por gente, não soubesse lidar com mortes não naturais.

Esta semana, um amigo de um amigo meu, um dos poucos que ele fez questão que eu conhecesse, porque era mesmo importante, e que sempre conheci de sorriso rasgado, escolheu “terminar o jogo”. E isto gera em mim sentimentos muito, muito maus.

Não sei dizer se fico destroçada ou estupefacta. Uma parte de mim, fica presa nas brincadeiras, nas provocações em jeito de picardia, nas palhaçadas partilhadas e nas conversas sem sentido ou justificações desnecessárias; outra parte, mais racional, é desassossegada na constante busca por respostas (Onde é que ele tinha a cabeça!? Porque é que ele não meteu a mochila às costas e foi para a Tailândia!? Será que a miúda que ninguém consegue encontrar está grávida!?). E a minha revolta, que por si só já tem o tamanho do planeta terra, aumenta mais um bocadinho.