2 de março de 2017

Atormentada

Há alturas em que a nossa mente divaga, porque vive atormentada…
Há alturas em que simplesmente não somos nós, e preferimos estar sós…
Há alturas em que a mágoa nos consome, talvez seja fome.

Devia estar louca quando pensei emagrecer.

26 de fevereiro de 2017

Meia maratona de Cascais 2017

Hoje foi o dia! Hoje foi a aventura! Hoje foi brutal :)

Voltei a repetir a minha proeza de outros tempo, mas sem tempo, sem metas, sem desafios… Apenas e só, com o desejo de conseguir que quem me acompanhava nesta aventura chegasse também ao fim (já que a metade da minha laranja – aka a laranja inteira – a quem essa tarefa estava destinada se baldou).

Minto se disser que foi fácil, não foi. Apesar do ritmo simpático com que iniciámos a prova, estava claro para mim (até mesmo antes da partida) que o pior seria a segunda metade da mesma. E não me enganei. Porque muito mais do que as nossas pernas cansadas, os nossos músculos em sofrimento, o nosso corpo em burnout ou os nossos pulmões a saltarem pela boca, é preciso conhecer a nossa mente… e essa estava sem treino e em muito fraca forma.

Até aos 10 quilómetros, foi só mais um dia de corridinha, com o ritmo a que já nos habituámos, mas a partir daí era toda uma caminhada no desconhecido e isso não ajuda. Mas ri, pulei, brinquei, ri mais, apanhei sol, e sim, também me cansei (só que não foi o mais expressivo).


Os números falam por si. E nunca pensei que me sentisse tão contente e tão orgulhosa do meu pior resultado de sempre. Adorei fazer esta prova, neste registo.

Obrigada por não teres desistido de ti, por teres lutado contigo e com as tuas fraquezas, por te teres desafiado, por teres ido mais longe. E por me teres permitido (acho que nem tinhas outra hipótese) testemunhar isso tudo. Parabéns!

14 de fevereiro de 2017

Abrigo - Filipe Pinto


Porque há dias em que me bate uma saudade imensa das minhas músicas, ou de outras músicas com um tom de PODER mais avassalador. Porque gosto do suposto uníssono que coloca o coração a bater mais rápido, porque faz vibrar o meu ser e porque me faz feliz (mesmo que a felicidade seja tanta que acabe a transbordar pelos olhos).

9 de fevereiro de 2017

Constatações

“Pois naquele reino tão, mas tão distante, aquele que fica lá longe, longe, mas bué longe, ainda para lá de "nenhures", onde só entra quem tu queres... Onde estás tu, sentada num calhau, à sombra de um sobreiro, com uma mão dormente e gélida, por causa da Abadia de pressão que tens na mão, tão fria que se ouve daqui o "tilintar" dos teus dentes a cada trago que dás (ou será o ranger de dentes, por coisas que te incomodam!?)…

Continuando, ainda sentada num calhau, com uma sweat com capuz vermelha, umas calças de ganga à boca de sino (com adereços metálicos nas bainhas) e uns ténis cor de rosa e pretos (na volta para saíres do reino bué, bué longe, em caso de emergência... ou simplesmente por solicitarem a tua presença!).”

31 de janeiro de 2017

Chuva no Mar – Carminho feat. Marisa Monte

Coisas transformam-se em mim
É como chuva no mar
Se desmancha assim em
Ondas a me atravessar
Um corpo sopro no ar
Com um nome p’ra chamar
É só alguém batizar
Nome p’ra chamar de
Nuvem, vidraça, varal
Asa, desejo, quintal
O horizonte lá longe
Tudo o que o olho alcançar
E o que ninguém escutar
Te invade sem parar
Te transforma sem ninguém notar
Frases, vozes, cores
Ondas, frequências, sinais
O mundo é grande demais
Coisas transformam-se em mim
Por todo o mundo é assim

Isso nunca vai ter fim



25 de janeiro de 2017

Assim se escreve FUTURO

P e A, PA;

P e A, PA com um U, PAU;

P e A, PA, com um I e um O, PAIO.

Podiam ser palavras soltas, recordações de criança que aprende as primeiras letras, podiam ser saudades de realidades que já não são a minha… Só que não!

11 de janeiro de 2017

O reinado

“Era uma vez uma ex-princesa que vivia num reino muito estranho, pois nessa terra distante todos os aldeões viviam de cabeça baixa e ar soturno. A ex-princesa não podia ser excepção e quando sucumbia à tristeza chorava, chorava, chorava durante horas e as suas lágrimas chegavam a fazer covas no chão e formar riachos que começavam aos seus pés e seguiam imponentes pelos campos fora.

Nesse reino, viviam três cavaleiros destemidos, o Alto, o Baixo e o Domeio, também de cabeça baixa e ar soturno, mas que conheciam bem os poderes do sorriso da ex-princesa. Apesar de ser um segredo muito bem guardado, porque só era conhecido por quem ousava penetrar na floresta mais escondida e tenebrosa do reino, os três cavaleiros tinham alcançado a sabedoria e sabiam que o sorriso da ex-princesa, para além de ser lindo e maravilhoso, tinha propriedades medicinais e a capacidade de contagiar todos em seu redor.

O cavaleiro Domeio já tinha encontrado uma passagem secreta para fugir do reino e andava cansado demais para fazer o que quer que fosse com essa sabedoria. O cavaleiro Baixo achava que tudo era uma questão de tempo e o sorriso da ex-princesa iria despoletar por si só quando menos se esperasse, até porque gastava toda a sua energia a tentar seguir o rasto do Domeio para tentar a sua sorte num reino distante. Só o cavaleiro Alto se mantinha ali e tentava, a todo o custo, arrancar sorrisos à ex-princesa, na esperança de a salvar de todos os males do reino e voltar a viver num reino de pessoas felizes.”