29 de janeiro de 2026

Mãe vs Profissional

Era uma vez uma miúda gira que sonhava em ter uma carreira de sucesso e, para ela, isso significava ter todo o tempo para ouvir as pessoas que fosse gerir, tomar decisões e orientar processos e, depois de mandar as suas pessoas para o aconchego do lar, ter tempo para pôr a mão na massa e fazer as coisas acontecerem. Essa miúda cresceu e foi para o mundo real, corporativo, e os primeiros exemplos de chefia que teve eram um misto disso mesmo: homens atarefados em reuniões e a tomar decisões, que chegavam ao fim do dia com o trabalho por fazer, mas conseguiam orientar tudo quando ficavam sozinhos na empresa, uma ou duas horas depois de toda a gente ter dado o dia como terminado. Talvez por isso, o sonho dessa miúda de gerir pessoas morreu, mas a certeza que não é preciso ser chefe de ninguém para se ser bem sucedido continuou.

Durante o dia, na vida profissional que eu conheço (leia-se "na minha área"), as exigências são imensas. Os pedidos surgem de todos os lados, quase sempre sem que haja visibilidade sobre os mesmos, e a definição de prioridades é essencial. O dia-a-dia é passado em lufa lufa, em reuniões e em busca de respostas, que resolvem problemas do imediato mas não acrescentam valor nenhum e fazem com que os verdadeiros desafios de valor acrescentado fiquem em espera. E, por isso, uma hora de trabalho, depois de toda a gente se desligar, vale ouro.

Era uma vez uma miúda gira que sonhava em ter uma carreira de sucesso e, como tal, não queria ser mãe, porque sabia que as tais horas de trabalho, depois de toda a gente se desligar, iriam desaparecer. Essa miúda, a determinada altura, ouviu o relógio biológico dizer "ou és mãe agora ou já não és" e falou com o seu companheiro "não há nenhuma forma de, no primeiro ano, eu ser pai e tu seres mãe, mas se vamos fazer isto acontecer, quando eu voltar ao trabalho, tu vais fazer o papel de mãe (sair mais cedo do trabalho, ir buscar a criança à escola e orientar as coisas para o jantar) e eu vou fazer o papel de pai (trabalhar até tarde, pôr dinheiro em casa e dar banho à criancinha)". E foi com base neste pressuposto que nasceu uma Princesa linda de morrer, com um sorriso fofuchinho capaz de derreter até o calhau com olhos mais convicto.

A vida pregou uma partida a esta miúda (tal como a tantas outras) e a gigantesca mudança de vida que acontece com a chegada de um bebé ao mundo, veio rodeada por uma pandemia à escala mundial. Se pais e mãe batalham em descobrir os seus novos papéis, nesta nova fase da vida, quando têm todo o apoio do mundo e os amigos e família podem dar uma ajudinha, quando esse apoio não existe a coisa intensifica-se.

As crenças do que significa ser pai e ser mãe e da forma como fomos criados andam à flor da pele, a incerteza de que estamos a fazer um bom trabalho mina o nosso cérebro e tudo se torna mais difícil (porque pessoas cansadas nunca tomam as melhores decisões).

A miúda gira deu por si com uma criança no colo e um companheiro com crises de ansiedade, ao ponto de ter desmaios (certamente a questionar, em silêncio, o seu papel como pai e teimoso com uma mula sem querer procurar ajuda) e fritou da pipoca. Desistiu de tudo o que tinha conquistado até aí (independência, autonomia, distância de relações tóxicas, contexto geográfico... Já disse independência?) e regressou às origens, à procura da tal ajuda que não podia circular entre concelhos. Apesar dos alertas, do espanto e tudo mais, na altura tudo fez sentido, a criança era a prioridade e não há nada melhor do que poder contar com o colo dos avós e dos tios em vez do colo de estranhos (já para não falar do alívio que é saber que em caso de emergência se está a 5 minutos da criancinha, em vez de 50).

No mundo profissional, a proximidade das oportunidades faz imensa diferença. Se a pandemia trouxe a facilidade de trabalhar "a partir de qualquer lugar", para a miúda gira que queria estar perto das suas pessoas e atender aos seus pedidos trouxe uma realidade completamente desprovida de sentido e uma desconexão com o mundo laboral [que cocó é reconhecer estas coisas!]. Simultaneamente, a miúda gira que queria ser pai percebeu que aquela hora depois de todos se desligarem era essencial para uma mãe solo ouvir e atender às necessidades da sua criancinha (e quanto mais cedo essa hora começasse melhor). Portanto, aquilo que eram os ideais de uma carreira de sucesso foram por água abaixo.

E agora, temos uma miúda gira, que gosta de si ([mega conquista]) mas sente que tem que escolher entre uma coisa e a outra. Porque a exigência de ser uma mãe que ouve e atende é cansativa e as horas de ouro, que supostamente iriam existir depois da criança adormecer, são passadas a dormir numa tentativa complicada de reduzir o cansaço constante.

26 de janeiro de 2026

Sonhar é grátis

Olá, pessoas giras!!

Hoje foi dia de alargar horizontes, sem sair da mesa e da cadeira do escritório, mas a voar mesmo muito alto. Entre esta cadeira e este computador vive alguém com medo do sucesso e com medo da abundância, mas que andou a passear em Nova Iorque no seu fato Massimo Dutti, durante a hora de almoço (só porque sonhar é grátis).

Desde semp... Muito cedo, que me lembro de dizer que nunca ia ser mãe porque não queria ter que abdicar da minha carreira. E, embora identifique e reconheça todas as competências que uma mulher aperfeiçoa após a maternidade, continuo com sentimentos divergentes sobre a possibilidade de conjugar as duas coisas.

Como boicotar a maternidade estava a ser um peso grande demais para carregar, porque a pequena Princesa apesar de me ter escolhido para mãe, não pediu para nascer e não tinha que lidar com isso. Optei por boicotar a carreira, porque é mais fácil e simples ainda que não faça sentido nenhum.

Se eu me mantiver ali no modo mediano, não tenho tiques de vedeta, não me valorizo demais e sinto-me uma pessoa normal naquele que é agora o meu contexto quotidiano. E esta realidade é algo de muito assustador que acaba sempre comigo a dizer "estar aqui é o melhor para a Catarina mas não é o melhor para mim". Mas a verdade é que não posso colocar a minha vida em pausa até ela atingir a maioridade (apesar de eu acreditar que quando chegar ao 10º ano, ela vai querer para ela algo que não passa por esta escola secundária aqui).

Claro está, que se eu fosse trabalhar para outro código postal no mundo (e não no país), isso seria algo que acontecia naturalmente e a piquena lá ia estudar uma cultura diferente da nossa (sim, o pai dela ia espernear mas ia perceber que é alimento para a alma). E Nova Iorque soa imensamente bem neste contexto, que a empresa nova até tem lá escritório, mas o bom ordenado ainda não dava para suportar o custo de vida (e da educação) lá daquele lado.

Não quero mostrar ao mundo que, para se fazer diferente, só é preciso querer diferente. E eu quero diferente para mim, mas não quero tornar isso uma realidade.... Como é que eu vou explicar ao mundo que consigo ser válida a nível profissional, boa mãe e independente!? A aldeia que é precisa para criar uma criança não está pronta para lidar com isso!

Se gostava de ter o melhor dos dois mundo? Gostava. Se já estou mentalmente disponível? Acho que não. Mas... Há uma loira na minha vida a tentar mudar isso (se alguém quiser o número dela eu partilho, já que terapia de verdade é a melhor coisa que inventaram no mundo!).

Boa semana!!

25 de janeiro de 2026

Sempre a aprender

Mãe, estás a jogar outra vez!? Não gosto que estejas tanto tempo no telemóvel, nem gosto que estejas a jogar.

Porquê, coração?

Não faz bem. O jogo vai te deixar tonta da cabeça.

22 de janeiro de 2026

Lisboa e a chuva

Dia de trabalho em Lisboa.
Está de chuva.
E o meu cérebro pensa: "Lisboa e a chuva, outro fenômeno que não entendo".

Depois reparo na expressão que usei (foco no OUTRO) e fico a rir sozinha.

#istoeleveza

21 de janeiro de 2026

Incêndios Urbanos e não só

Era um lindo dia de manhã, de madrugada, em que deixei a piquena na escolinha e me preparei para ir até ao quartel, fazer um teste que tinha deixado pendente da noite anterior (fruto daquelas coisas bem combinadas e com a devida antecedência, mas que eu bati o pé porque tinha a Princesa comigo).

Era um lindo dia, frio, de sexta-feira. Seria o primeiro dia de uma nova aventura, sair do quartel com a turma de formação, ter formação fora e pernoitar fora de casa. E eu, como chefe de turma, fui chamada para identificar o material que iríamos levar.

Eis que, de repente, estou a ser chamada para a sala dos chefes, e recebo um valente sermão... Sobre pessoas que querem ser protagonistas, pessoas que se julgam melhor que as outras, pessoas que se querem destacar. Sobre pessoas que não têm noção de compromisso e não entendem que não podem desistir das coisas de um dia para o outro, porque isso impacta toda a turma. E muito mais disto.

Neste momento, toda a vontade que eu já não tinha para ir até Fanhões, morreu. E a loira da minha vida só me fez sentir que o que tinha começado como uma lufada de ar fresco, rapidamente se transformou num cenário de tortura. Mas, era uma formação que estava a meio, e lá me orientei para me fazer à estrada.

Ainda não tínhamos terminado o primeiro exercício da formação, e já este cenário estava a ter uma mudança radical com requintes de malvadez. Comentei que tinha estado a receber um sermão gigantesco e ouvi um "Alguém fez queixa de ti. Não gostava que o fizessem comigo, também não gostei que o fizessem contigo". E perdi o chão.

A cabeça viajou, o espírito colapsou e eu perdi-me de mim. Tentei colar todo o discurso que tinha ouvido em mim, e nas minhas atitudes, e, depois de anos e anos a lutar para reconhecer o meu valor próprio, estar alguém a pedir-me que me anulasse e ignorasse o meu valor, sem sequer me dizer o que efetivamente eu tinha feito e sem ouvir a minha versão da história, deitou-me por terra.

Cavalheiros, como bombeira sou 0, ainda que duvide muito que estejamos todos ao mesmo nível (e duvido também que a formação tenha feito alguma diferença nisso - a não ser quando aprendi que o bebé nasce dentro da placenta, andei enganada estes anos todos), mas estou muito longe de ser igual. Se eu gostava de ser uma cabeça de alho chocho rodeada de gomos de tangerina? Amava! Mas nunca seria a mesma coisa.

Nessa noite, pensei arrumar a tralha e vir embora. Agarrei-me à pouca força que ainda tinha e contive o grito de raiva "qual de vocês é que teve a lata de fazer queixa de mim mas não é crescidinho o suficiente para me enfrentar cara a cara!?". Claro está, que se já me tinham perdido antes (com um sermão que eu não entendia), o resto do fim de semana foi feito a mínimos olímpicos.

Sim, adorei ter chamas a rolar por cima da minha cabeça. Sim, adorei perceber a dinâmica dos procedimentos, é super fácil entender metade das coisas quando se conhecem os conceitos básicos como "ar quente sobe". Mas... Senti sempre que aquilo não era para mim. E mesmo que quisesse pensar que a ajuda que queria efetivamente dar, era na emergência médica, não preciso de ninguém a pisar a minha sanidade mental.

Uma pessoa pensa abdicar do seu tempo, para que outros possam ter mais qualidade de vida e é assim que nos tratam, com acusações infundadas que não seriam repetidas se eles não acreditassem nas mesmas. Zero que preciso disso para mim! Prefiro formar um grupo de auto-ajuda que fica em silêncio e sem telemóvel, várias vez por dia e por semana 😂

Estava a tentar provar o quê e a quem? Que há lugar para mim e para ser valorizada na vila, que também para mim fiz o certo ao voltar para a terrinha... Mas é mentira, mentira! E o aperto no peito que é ter que dizer ao meu sobrinho, vou desistir pelas mesmas razões que tu, pessoas a serem pessoas.

Estava a valer a pena? Teve muitos bons momentos, teve situações giras, teve experiências do caraças... Nas primeiras semanas. Nas últimas, deixou de ser uma coisa leve e passou a ser um frete, sem planeamento, com datas e obrigações que simplesmente apareciam do nada.

Se custa desistir? Horrores! Não me conheço por desistente, mas a minha teimosia não ganha à minha sanidade. Vou abraçar o meu afinal-ainda-não-é-desta "padrinho", vou agradecer ao Segundo Comandante (apenas pelos nossos momentos de regresso ao passado) e atribuir a culpa ao corpo e ao avançar da idade (se alguém espera de mim que vá comprar guerras nesta altura, estou fora).

Afinal, vou apenas mostrar que aprendi algo com eles... Primeiro eu, depois eu, a seguir eu e depois os outros!

12 de janeiro de 2026

Eu e o meu novo eu

Olá, pessoas giras!

O novo ano ainda agora começou e já vem carregadinho de desafios para pessoas crescidas...

Do lado do quartel, e da formação de bombeiros, veio um "temos que despachar isto e pôr tudo a mexer". Andámos a ter formação todas as noites e a fazer práticas de trauma como se não houvesse amanhã (e sim, fiquei traumatizada e não fui a única, e digam o que disserem mas eu sei que na vida real nada vai funcionar assim). Nem deu tempo para me endireitar dessa sessão de pancada, e já estávamos a mudar o registo para os Incêndios urbanos e andar com as garrafas de ar às costas (aventura que vai a meio e espera-se para a semana uma bela continuação do evento, em Fanhões, dentro de um contentor a arder...).

No meio desta brincadeira, ia ser uma pessoa crescida e fazer voluntariado nas mesas de voto, mas esse objetivo e a respectiva compensação monetária (que eu acho mesmo piada a esta coisa de ser paga para fazer voluntariado, quando comparam esse valor ao que eu efetivamente ganho) morreram na praia.

Eu, uma gaja crescida e com idade para ter juízo, mãe de uma quase jovem de 5 anos, ainda acredito que dá para tudo (só não acredito que não seja preciso fazer escolhas para que isso funcione pelo melhor). E cheguei a uma fase em que não sei se quer o que faz sentido escolher. Zero paciência para aquele que era o meu spot favorito, porque toda a gente acha que tem que andar meio mundo atrás de meio mundo. Zero paciência para pessoas que só querem fofocar (e isso baixa a minha vibração zen). Zero paciência para falar sobre as aventuras no quartel e fazerem me sentir que é algo ofensivo. Zero paciência para pessoas que não fazem por serem felizes mas depois querem vir desequilibrar a minha felicidade.

Posto isto, só me ocorre dizer que o cansaço não é, e nem será nunca, um bom conselheiro. Tenho dores em músculos que já não me lembrava de ter, tenho uma dívida gigante de horas à cama (porque sair para celebrar aniversários e ter que cumprir horários no quartel, não são atividades compatíveis).

MAS...

Há uma esperança gigante que depois da tormenta chegue a calma. Ficam a faltar apenas dois módulos de formação, passam a existir fins de semana mais calmos e o natural encadeamento da vida voltará a existir. Pensamento positivo.

De uma pessoa cansada para o mundo: Boa semana!

5 de janeiro de 2026

Obrigada, 2025!

Olá, 2025!

Chegou, finalmente, a hora de nos despedirmos, de fazer o tal do balanço anual daquilo que me proporcionaste ou que permitiste que eu me proporcionasse a mim mesma (cada um que leia o que quer).

Serás sempre o ano do novo T3, visto que foi o ano de me assumir no meu próprio espaço e começar a viver, mais do que sobreviver. Simultaneamente, foste também o ano de interiorizar o divórcio... Digam o que disserem, o reflexo do divórcio, da vida focada na individualidade a par com a maternidade e da pseudo solidão só chegou contigo (o ano anterior foi apenas de tentar manter a cabeça acima da água e tentar sobreviver, sem ceder aos instintos homicidas) e esse ano e pouco de atraso fez estragos simpáticos.

Noutra vertente, foste o ano do corpo entrar em histeria. O coitado percebeu que dar dicas e falar baixinho não ia resultar e começou a gritar para se fazer ouvir. Gritou que o sono fazia falta, gritou que o álcool fazia mal e gritou algo que só aprendi a ouvir bem mais tarde ("primeiro EU, depois EU, a seguir EU e depois o outro). Infelizmente, não é uma porta que fica fechada (ainda há uma bactéria para erradicar do estômago e um vírus nas partes íntimas) mas é um trabalho bem encaminhado.

Se tu fosses feito apenas de 6 meses, terias sido um ano negro e brutalmente aborrecido. Felizmente, este último semestre trouxe-me algo de mesmo muito bom. Algo que ao fim destes anos todos, de vida, eu já estava pronta para receber. E estes últimos 6 meses fizeram de ti um ano imensamente memorável.

A parte "chata" é que foram estes meses que te definiram, que mudaram o meu mundo (e até a minha vida) e que tornaram fácil identificar a tua palavra chave: TERAPIA. Eu nunca dei crédito à terapia, mas sempre senti que a medicação é apenas uma forma de esconder o verdadeiro problema, portanto, quando apareceu uma loira na minha vida disposta a mudar isso, com recurso ao humor, dei-lhe o benefício da dúvida. E foi o melhor que fiz!!

A forma como me vejo mudou, a forma como interajo com aqueles que me rodeiam mudou, portanto, a minha vida mudou! Agora, há relações que sei que serão eternas, mas com a certeza que os seus contornos serão bem diferentes e que os meus limites estarão bem à vista (super pronta para relações das quais não dá para fugir mas que podem muito bem passar sem serem alimentadas). Para o bom e para o mal, se quero ser a média das 5 pessoas com quem mais me relaciono, quero atrair pessoas de bem com a vida, de ânimo leve, sem recalcamentos e sem necessidade de me deitar abaixo a cada duas frases, quero pessoas que aplaudam os meus sucessos com sinceridade e sem interesse.

A maternidade ganhou novos contornos e foi pintada com laivos de arco-íris, sem necessidade de máscaras ou de óculos imaginários. Assumiu-se em pleno, sem amarguras, e com a certeza que uma mãe que descansa e dorme é 1000 vezes melhor mãe e que mais vale dar dez minutos de uma mãe plena e focada do que duas horas de uma mãe dispersa. Obrigada pela possibilidade de fazer diferente pela minha pequena (mesmo sem dar o devido uso à meia que coloquei junto à porta de casa para colocar o telemóvel).

Por fim, 2025, quero agradecer-te por me teres aberto a porta do "quero dar de volta à sociedade" (que também é um resultado indireto da terapia). A clareza de perceber que dificilmente vou conseguir trabalhar na vila com o retorno financeiro que tenho atualmente, não implica que não possa tentar de alguma forma fazer a diferença. E ainda que a formação de bombeiros seja uma gigante pedra no calcanhar de muita gente, que eu sinta que já teria desistido se não fossem tantas as vozes da discórdia (o meu eu mais sádico diz que tenho que me aguentar só para que não possa haver um único "eu bem te disse que não eras capaz"), obrigada por esta oportunidade de ser eu.

Chegámos ao fim comigo cansada e exausta e extenuada, porque no meio de tanta vida a acontecer decidi que ainda tinha tempo para trocar de empresa, a nível profissional, mas continuo a defender que mais vale arrepender-me das decisões, de mudança, que tomei já com os dois pés lá dentro (estou a roçar o final do primeiro mês e ainda não há bandeiras vermelhas de alerta, o saldo está positivo).

Obrigada, 2025, por tantas oportunidades de crescimento e desenvolvimento pessoal. Avisa o teu seguidor que a fasquia está alta (não são as expectativas porque o ano será o que eu fizer com ele), o meu melhor EU está a ser limado e aperfeiçoado, ele que venha cheio de coragem para me aturar!