A loira da minha vida pediu-me uma lista de afirmações que eu faço, para mim mesma, quase diariamente, para tentar identifica traumas que possam estar a sustentar ou boicotar esses desejos internos.
Eu não quero um homem que me sustente monetariamente e quero um homem que possa ser o meu ombro emocional (se souber cozinhar ainda melhor).
Vou beber um galão para acordar (continuo sem ver o pequeno-almoço como a primeira refeição do dia e apenas como um empurrão para começar o dia).
Eu posso fazer isto ao final do dia, que é rápido, porque ainda estou meio a dormir.
Eu não me importo de ir ao escritório duas vezes na semana em que não tenho a Catarina comigo, desde que na semana em que ela está comigo vá só uma.
Detesto ter que ir para Lisboa só por causa do trabalho (parece que me esqueço que é lá que tenho as conversas mais genuínas e interessantes).
O David ainda é um problema meu porque eu sou a mais estável a nível emocional / mental.
De cada vez que a Catarina me bate e me dá pontapés, penso que estou a criar uma delinquente e culpo-me só de pensar assim. A regulação emocional ainda é muito difícil (especialmente com cansaço envolvido ou situações em que a tenho que contrariar) e como eu sou a pessoa com quem se sente segura, calha-me a mim.
Eu não preciso que a minha mãe me ajude com as rotinas da Catarina (passar tempo com a neta parece ser das poucas coisas que ela faz com vontade e sem cobrança).
Ser mãe não é para mim, devia ter seguido as minhas convicções.
Eu ainda quero casar outra vez.
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