Aqui e agora
Há lugar para todas as maluqueiras...
20 de setembro de 2026
17 de setembro de 2026
3 de setembro de 2026
Feira de Agosto 2026
28 de agosto de 2026
Sobre saltar fora
Olá, pessoas giras!
12 de agosto de 2026
Noites de pagodinho
6 de agosto de 2026
Sobre a boina
Olá, pessoas giras!
Na semana passada, andei a panicar com o facto de ter "reprovado" na formação de incêndios florestais (o que não deixar de ser algo bastante interessante porque acabei por passar com 18.6, uma das minhas melhores notas).
Toda a situação idiota à volta deste processo de aparecer na plataforma como reprovada, gerou em mim um desconforto gigante e abriu-me os olhos para toda uma estrutura e uma forma de funcionar que não se alinha com os meus valores. Ou seja, quinta-feira informei um graduado, no sábado informei outro e na segunda-feira informei o terceiro toda a cadeia de comando que podia / devia estar a par deste tema. Ontem entrei na plataforma e verifiquei que a situação já está regularizada (acredito mesmo que deixaram passar os prazos para lançar as notas e, por defeito, a escola colocou-nos todos como reprovados, ainda que nem todos tenham dado conta). Hoje é outra vez quinta-feira (pasmem-se, ainda sei os dias da semana!) e eu continuo sem resposta, ninguém se dignou a responder nada, nem um simples ("foi um lapso na plataforma e vai ser resolvido").
Entretanto, enchi-me de coragem e ontem, depois de um dia no escritório em Lisboa, apareci no quartel para fazer umas horas de "estágio". Aquele "estar sem saber o que fazer", aquela espera sem saber se há serviço ou não, aquele sentimento gigante de ser uma tangerina no meio dos alhos chochos, aquele ambiente machista e aquela constatação do "dificilmente me vão ensinar alguma coisa, estão à espera que eu questione, tente desenrascar-me e aprenda assim" bateu-me com demasiada força.
Eu que sempre atribui um valor gigante a esta formação e a todo o percurso até colocar a boina na cabeça, neste momento penso gigantescamente diferente. A formação que eu considerava mais relevante, mostrou-me que, no fundo, não é ali que se aprende nada e, só por aí, já derrubou mais de metade dos meus sonhos, porque ninguém nasce ensinado, e se não for ali que aprendo algo que é completamente fora da minha realidade, vai ser onde!?
Depois, iniciou-se a fase de olhar à volta. Mais de 85% daquela gente está lá porque precisa do dinheiro e faz daquilo vida. Poucos são aqueles que estão ali porque acreditam na missão e abdicam do seu tempo livre por um bem maior e, desses, se não existisse uma recompensa monetária são poucos os que continuavam a aparecer.
Eu sou uma privilegiada e estou grata por isso. Tenho um bom emprego, na minha área, que paga decentemente, consegui que o trabalho ficasse naquele lugar próprio em que não me tira horas de sono e em que nem sempre concordo com os colegas ou com a chefia mas não me coloco em dinâmicas tóxicas ou "diz que disse" manhosos. Portanto, porque preciso fazer algo que contraria isto no meu tempo livre e por uma recompensa que não é em nada comparável!? A resposta correta é: não preciso!
Gostava de fazer dois machos felizes ao serem os meus padrinhos!? Gostava. Gostava de sentir aquele orgulho de chegar ao fim e colocar a boina na cabeça!? Gostava. Gostava de não desapontar as 20 pessoas que acreditaram em mim, sem que eu o fizesse, e que me ajudaram a chegar até aqui!? Gostava. Se sinto que é muito mais honesto e lógico desistir já, sem andar a roubar tempo às pessoas que nos tentam ensinar, sem avançar com processos burocráticos que não vão levar a lado nenhum, sem ser promovida e sem receber a boina!? Sim (é um sim duro, triste, mas honesto).
Se ando a trabalhar em mim, a descobrir quem sou, a fazer o meu próprio despertar e alinhar-me com o meu propósito, tenho zero necessidade arrastar isto e de me enfiar naquele ambiente corrosivo mais tempo.
Muito grata à alminha que atravessou a minha vida para que eu aprendesse a confiar e me abriu os olhos para um mundo em tons de arco íris (não tem que ser tudo preto e branco): "Salta fora" vai ser uma expressão que vou levar para a vida.
Boa semana!
4 de agosto de 2026
A minha energia 2026
Raiz: sob-ativo (-19%)
Sacro: aberto (38%)
Umbilical: sob-ativo (-12%)
Cardíaco: aberto (31%)
Laríngeo: aberto (12%)
Terceiro Olho: aberto (12%)
Coronário: sob-ativo (-6%)
Para mais tarde recordar... Daqui.
31 de julho de 2026
Outra vez os bombeiros
Olá, pessoas giras!
De manhã, foi partilhada a escala de serviço para os dias da feira e, os estagiários, foram incluídos sem que lhes fosse dado qualquer contexto sobre o serviço, sobre a inclusão na escala e sem que lhes fosse solicitada qualquer disponibilidade. Eu estava em modo laboral e nem vi tal missiva, entretanto, recebi um telefonema de uma colega minha da recruta a destilar veneno sobre o tema (que não podem pôr e dispor da vida das pessoas, que nem sabem se as pessoas têm planos, que não se preocuparam em pedir disponibilidade...) e entrei em modo ventilação, sem paciência, sendo que o único tema que me incomoda mesmo é a forma como as coisas (não) são comunicadas.
Fui para a minha reunião de revisão de desempenho de meio do ano (que ficará toda ela para um só post) e, no final, já tinha mais umas 20 mensagens sobre o tema e o meu sistema nervoso entrou em sobrecarga total. O tema bombeiros é complicado, nós não somos todos iguais, não estamos todos na mesma fase da vida, não temos todas as mesmas aspirações e nem reagimos todos da mesma forma.
Honestamente, estar escalada para o primeiro dia de feira a sério, das 20h de sexta às 8h de sábado, até me pareceu algo bastante fofinho. Eu não sou uma pessoa de manhãs, tinha a sorte de fazer um horário simpático mesmo com as velhotas a desmaiar em modo Tony Carreira. Era despachar o serviço e curtir os restantes dias da feira.
De tarde, caí na asneira de abrir a plataforma da formação (porque é mesmo um hábito meu de vez em quando ir lá ver o estado da nação) e recebi um gigantesco murro no estômago. Fui reprovada na formação de incêndios rurais que ocorreu em Março. Problema: desta vez eu fui capaz de ouvir o meu corpo, aquele revolver do estômago, aquele acelerar do coração, aquele desespero do modo de fuga ativo e as lágrimas a escorrerem pela cara.
Eu tenho, desde sempre, problemas com "não ser perfeita". Aquela pauta algures no 6º ano, com um quatro e o resto tudo cincos ainda hoje me persegue. Aquela sensação de não ser suficiente, ditada por um número, um dia, um momento, sempre foi algo que não soube interpretar. E voltei a sentir isso tudo ontem, mas num contexto mais manhoso e com requintes de malvadez.
Não há mal nenhum em chumbar, eu sei perfeitamente que é uma profissão exigente fisicamente e as circunstâncias da vida naquela altura eram completamente diferentes (estava a terminar uma semana de tratamento com Pylera e restrições alimentares), mal preparada a nível físico. Agora, esperarem até ao final da formação, sabendo que deixava de existir a possibilidade de repetir o módulo noutro sítio e sentirem que era a única forma de me manterem lá para terem o número mínimo de pessoas para levar a formação até ao fim, roça a falta de respeito e de consideração. Nem é frustrada por falhar, é revoltada por nem terem sido capazes de me dizer.
Simultaneamente, aquela sensação de fracasso, em que as mentes pequeninas que frequentaram a formação comigo, para ingressarem nos bombeiros, só com o objetivo de conhecerem mais fauna masculina, seguem em frente. Devia estar muito agradecida, é um favor que me fazem cortar-me as pernas porque eu também não seria capaz de desistir, e se é para ser comparada com este tipo de pessoas mais vale saltar fora. Não tenho perfil para bombeira porque me falta força física e humildade, ok, mas sejam homenzinhos para me assumir isso e me dizer isso na cara.
Boa semana!
23 de julho de 2026
As festas de Fernão Ferro
Olá, pessoas giras!!
Uma loira diferente entrou na minha vida. Accionou o meu gatilho "lá vou eu tentar outra vez ter uma amiga mulher para dar asneira daqui a 3 ou 4 semanas" mas dei lhe o benefício da dúvida. Acho que nos conhecemos minimamente no final de Junho, "colámos" no 11 e 12 de Julho, portanto, ainda está tudo dentro do prazo e não tenho desejos de revelar o meu lado besta ou calhau com olhos.
Eu vou ser sempre uma gaja de atos espontâneos e de surpresas simples e básicas, com o chip de quem tem "compromissos" ligado (quer sejam crianças, companheiros, piriquitos ou família), apelei à minha falta de noção e apareci onde não era esperada. [Sempre a viver a velha máxima do "faz aos outros o que gostavas que te fizessem a ti".]
O plano era conhecer um talho e jantar num lugar diferente, quando dei por mim tinham passado 3 horas, nada de jantar, e já tinha gargalhado tanto que a vontade de ir para casa era zero. Acabei na "feira" de Fernão Ferro, o mega acontecimento do ano da cidade.
Pessoas, eu sou de Grândola. Todo e qualquer evento que seja mais pequeno do que o nosso mercado mensal não tem a menor possibilidade de ser considerado uma feira, na loucura, chamem-lhe festa. Qualquer ajuntamento ou celebração pode ser uma festa, mas quem vive a feira de Grândola ganha uma certa incapacidade de chamar feira a qualquer mini evento.
Felizmente, foi uma das melhores festas de sempre (fez lembrar me as festas de Alvaiázere a que fui em tempos muito idos, quando ainda achava que as amizades das tunas - que não a minha - eram para a vida, em que fomos comprar rifas da quermesse, para ganhar o maior recipiente que houvesse para beber cerveja). Aquela magia de ir a um ajuntamento de gente, para comer e beber, com música por todo o lado e, cereja no topo do bolo, ninguém te conhece!
Portanto, foi um lembrete ativo que a feira de Grândola não vai ser fácil para mim, que é melhor começar já a trabalhar no tema, enquanto me permiti ser eu, rir com vontade, observar mais do que falar e conseguir estar comigo (só comigo) sem qualquer tipo de stress ou incómodo.
Mesmo com a viagem de uma hora até casa, para me dedicar ao descanso, fui feliz!
Sejam felizes por aí também!