Aqui e agora
Há lugar para todas as maluqueiras...
24 de outubro de 2026
13 de outubro de 2026
No mundo da fantasia
Na semana passada, estive no céu. Andei por lá de mão dada com o meu mentor, um loiro de cabelos cacheados, com uma túnica branca (daquelas da antiga Grécia) com cordões dourados e umas sandálias aladas nos pés. Encontrámos um grupo de 4 crianças a brincar e ele levou-me até uma delas, uma menina, meio loira, com o cabelo aos caracóis que me chamou de "mamã" (tinha mesmo muitas semelhanças com a Catarina mas não era ela) e à única pergunta que lhe fiz, mesmo antes de me dar um abraço apertado, respondeu "Se tu quiseres!".
Sempre fui uma sonhadora, sempre achei que os meu sonhos e pensamentos eram meus e sempre acreditei no poder da nossa imaginação como guia para as criações da nossa vida (mesmo as mais mundanas, como cozinhar uma refeição diferente).
Saí do céu e desci para o meu abismo, sozinha, para explorar o meu lado mais obscuro. Havia uma presença escondida debaixo da escada, um pedaço de mim, com medo de mim mesma, que pude acolher e encaixar de volta no seu lugar no meu ser, envolto num amor incondicional.
Dizem que quando alguém entra no processo da cura, da transformação para ficar mais próximo do seu verdadeiro eu, passa por uma fase de tristeza profunda e inexplicável, daquelas em que a apatia se instala porque há algo muito maior ou superior em jogo. E que o mais importante é acreditar que esse esforço vai dar frutos, que vai abrir a porta a uma vivência mais plena e harmoniosa. Sempre fui uma daquelas pessoas que tenta acelerar o relógio, que vive em função "da próxima aventura", que salta de uma ideia tonta para uma ideia maluca sem se dar o devido tempo para respirar, para assimilar, para ser.
Envolvi-me numa chama de cura, com a minha filha no colo, e chamei a minha família até mim. Um por um, foram entrando naquele local de amor, redenção e proteção. Tinha duas almas negras no meu núcleo e uma terceira que teve direito a um espaço só seu. Quando chamámos as suas crianças interiores para brincar, tive aquela sensação de estar num recreio da escola, rodeada de caras familiares. Na hora da despedida, houve abraços mais ou menos sentidos, mais ou menos apertados, mas todos calorosos e amorosos. Abracei a minha mãe de uma outra vida, aquela que naquele momento mais precisava de colo e seguimos o nosso caminho de compaixão, empatia e gratidão.
Sempre fui uma sonhadora e sempre achei que os sonhos são o espelho da alma. Não me recordo quanto tempo estive sem conseguir sonhar, sem conseguir ler, sem conseguir simplesmente estar... E reencontrei essa parte de mim. Estou feliz e em paz e muito mais em mim, mesmo que a imaginação rume para sítios demasiado distantes e fantasiosos.
1 de outubro de 2026
Promoççããããoooo
24 de setembro de 2026
Riu Chiclana 2026
- Gosto muito mais de praia do que de piscina.
- Piscina quer-se de água aquecida (não fiz mal a ninguém para passar frio).
- Estar num tudo incluído, não implica comer até rebentar, nem beber até desrespeitar os outros.
Bom fim de semana!!
20 de setembro de 2026
17 de setembro de 2026
3 de setembro de 2026
Feira de Agosto 2026
28 de agosto de 2026
Sobre saltar fora
Olá, pessoas giras!
12 de agosto de 2026
Noites de pagodinho
6 de agosto de 2026
Sobre a boina
Olá, pessoas giras!
Na semana passada, andei a panicar com o facto de ter "reprovado" na formação de incêndios florestais (o que não deixar de ser algo bastante interessante porque acabei por passar com 18.6, uma das minhas melhores notas).
Toda a situação idiota à volta deste processo de aparecer na plataforma como reprovada, gerou em mim um desconforto gigante e abriu-me os olhos para toda uma estrutura e uma forma de funcionar que não se alinha com os meus valores. Ou seja, quinta-feira informei um graduado, no sábado informei outro e na segunda-feira informei o terceiro toda a cadeia de comando que podia / devia estar a par deste tema. Ontem entrei na plataforma e verifiquei que a situação já está regularizada (acredito mesmo que deixaram passar os prazos para lançar as notas e, por defeito, a escola colocou-nos todos como reprovados, ainda que nem todos tenham dado conta). Hoje é outra vez quinta-feira (pasmem-se, ainda sei os dias da semana!) e eu continuo sem resposta, ninguém se dignou a responder nada, nem um simples ("foi um lapso na plataforma e vai ser resolvido").
Entretanto, enchi-me de coragem e ontem, depois de um dia no escritório em Lisboa, apareci no quartel para fazer umas horas de "estágio". Aquele "estar sem saber o que fazer", aquela espera sem saber se há serviço ou não, aquele sentimento gigante de ser uma tangerina no meio dos alhos chochos, aquele ambiente machista e aquela constatação do "dificilmente me vão ensinar alguma coisa, estão à espera que eu questione, tente desenrascar-me e aprenda assim" bateu-me com demasiada força.
Eu que sempre atribui um valor gigante a esta formação e a todo o percurso até colocar a boina na cabeça, neste momento penso gigantescamente diferente. A formação que eu considerava mais relevante, mostrou-me que, no fundo, não é ali que se aprende nada e, só por aí, já derrubou mais de metade dos meus sonhos, porque ninguém nasce ensinado, e se não for ali que aprendo algo que é completamente fora da minha realidade, vai ser onde!?
Depois, iniciou-se a fase de olhar à volta. Mais de 85% daquela gente está lá porque precisa do dinheiro e faz daquilo vida. Poucos são aqueles que estão ali porque acreditam na missão e abdicam do seu tempo livre por um bem maior e, desses, se não existisse uma recompensa monetária são poucos os que continuavam a aparecer.
Eu sou uma privilegiada e estou grata por isso. Tenho um bom emprego, na minha área, que paga decentemente, consegui que o trabalho ficasse naquele lugar próprio em que não me tira horas de sono e em que nem sempre concordo com os colegas ou com a chefia mas não me coloco em dinâmicas tóxicas ou "diz que disse" manhosos. Portanto, porque preciso fazer algo que contraria isto no meu tempo livre e por uma recompensa que não é em nada comparável!? A resposta correta é: não preciso!
Gostava de fazer dois machos felizes ao serem os meus padrinhos!? Gostava. Gostava de sentir aquele orgulho de chegar ao fim e colocar a boina na cabeça!? Gostava. Gostava de não desapontar as 20 pessoas que acreditaram em mim, sem que eu o fizesse, e que me ajudaram a chegar até aqui!? Gostava. Se sinto que é muito mais honesto e lógico desistir já, sem andar a roubar tempo às pessoas que nos tentam ensinar, sem avançar com processos burocráticos que não vão levar a lado nenhum, sem ser promovida e sem receber a boina!? Sim (é um sim duro, triste, mas honesto).
Se ando a trabalhar em mim, a descobrir quem sou, a fazer o meu próprio despertar e alinhar-me com o meu propósito, tenho zero necessidade arrastar isto e de me enfiar naquele ambiente corrosivo mais tempo.
Muito grata à alminha que atravessou a minha vida para que eu aprendesse a confiar e me abriu os olhos para um mundo em tons de arco íris (não tem que ser tudo preto e branco): "Salta fora" vai ser uma expressão que vou levar para a vida.
Boa semana!
