16 de abril de 2026

Sobrevivi

Olá, pessoas giras!

Ontem foi o dia em que eu não morri (porque não calhau, porque o meu corpo não quis e porque o meu espírito não estava preparado) e hoje é o dia em que, felizmente, estou cá para contar a história (ainda meio bananada mas não difere muito dos outros dias).

Agora, analisando os eventos do meu dia de ontem com o devido distanciamento, percebo a burrice da forma como (não) me cuidei. E os riscos gigantes que corri, sem ter a menor noção.

Ontem foi dia de almoçar sushi com dois colegas de trabalho e acompanhar a refeição com uma cerveja. Comi sushi, mergulhado em molho de soja, á vontade durante uma hora e meia. Ao contrário do meu normal, eles falavam e eu só ria e comia, e bebia também.

Sempre tive dificuldade em fazer a digestão ao comer este tipo de comida, portanto, não estranhei terem passado duas horas e ainda me sentir cheia. Mas a cabeça começou a latejar e a apertar e o meu pensamento focou no álcool (bolas, já nem aguento beber uma cerveja, como é que eu fiquei assim com tão pouco!?).

Comecei a sentir-me zonza e (acham mesmo que já chegava!?) fui beber um café, para ver se espevitava que ainda tinha que fazer a viagem de regresso. Comecei a sentir um incómodo nos pés e, em pleno escritório, descalcei me. Comecei a sentir calor e tirei uma camisola. Até que senti que tinha chegado ao meu limite do desconforto e decidi vir para casa.

Acidente na Ponte Vasco da Gama, tudo parado em cima do tabuleiro e, quando vou para arrancar, já não sinto os pés, só um formigueiro gigante. A cabeça, a latejar e em desespero, tomou conta das operações, enquanto eu conduzia em piloto automático sem sentir o que fazia, e pouco depois tinha os pés de volta e fiz a viagem em sofrimento com um desejo gigante de fechar os olhos.

Tenho a sensação que só quando cheguei a casa é que iniciei a digestão do almoço (só me lembrava do dia em que engolia a cápsula para filmar o meu interior e ela nem passou do estômago). Culpei uma paragem de digestão de tudo o que senti. Depois culpei a qualidade do sushi e, por fim, a possibilidade de uma intoxicação alimentar. Enrolei me em posição fetal, massajar a barriga, mas a dor de cabeça era tao forte que eu nem conseguia ficar quieta. E foi aí que o Tico e o Teco acordaram 2 segundos (com aquele emoji de quem tem uma ideia)... E se medisse a tensão? 149-92 e eu soube, naquele momento, que estes não tinham sido os valores mais altos do dia.

Recomecei a beber água em pequenos goles (que tinha parado com receio de dificultar a digestão), enquanto fazia exercício de respiração para potenciar o relaxamento, e depois lutei para dormir.

Não foi o fim de dia que eu esperava, o dia de hoje também não foi fácil, mas continuo cá para as curvas.

Maltinha, sal no sushi, sal no molho de soja, cerveja e café são uma mistura nada simpática para uma crise de hipertensão ou/e um quadro de desidratação. E, nestes cenários, deixem o carro parado que é lá que ele está bem!

Cuidem-se!
Boa semana!

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