28 de agosto de 2026

Sobre saltar fora

Olá, pessoas giras!

A missiva de hoje começa com uma nota de orgulho: eu e a minha mini me voltámos das férias com dois braços, duas pernas e sem cabeças partidas. Mas é importante dizer que nunca me senti tão feliz porque umas férias chegaram ao fim.

Ser mãe 24 horas por dia, de uma criança de 5 anos com energia e vibração em níveis olímpicos, é intenso (e nunca foi o meu sonho). Eu sou claramente a mãe que suporta, a mãe que acolhe, a mãe que providencia, mas duvido que alguma vez vá ser a mãe que brinca e faz palhaçadas (sem ser nos nossos momentos de acordar devagarinho).

Ir de férias sozinha com uma cria assim, para um espaço cheio de crianças, foi um ato de pura loucura! É muito giro, ela precisa de tempo só com a mãe, mas o simples facto de ter que reunir a tralha toda e a cria para coisas tão simples como ir ao wc, fazem destas experiências uma carta fora do baralho. Ainda assim, estou grata por ter conhecido uma Joana Banana (uma "tia" Nep) que me possibilitou uns momentos com o radar ligado em modo menos intenso, enquanto a piquena fazia atividades com outras crianças.

Ir de férias com uma cria assim e com a família toda, para um espaço mais "limitado", foi igualmente um tiro no pé. Dei por mim a fugir do hotel para uma Ludoteca local, onde acabei a tecer uma mantinha e a jogar ao quem é quem, porque entreter a cria é obrigação da mãe (já mencionei que a parte das brincadeiras não é para mim!?).

Das férias em modo mãe por completo, passámos para o regresso à vida laboral, já com o mega evento da vila no horizonte. Foram dois dias de viagens para o escritório pautados por um referral a um antigo colega, uma reunião no quartel de bradar aos céus e zero vontade para o mega evento (ou nem seria eu!).

A formação de bombeiros já entrou na reta final, e já se aceitam inscrições para o próximo ano. Fomos convocados para uma reunião de alinhamento (em pleno primeiro dia de feira), por haver documentação / assinaturas em falta e, como o justo paga pelo pecador, perdi uma hora e meia de vida para ver um formador fazer o trabalho dele (que devia ter sido feito antes da reunião) e espumar veneno. [Sim, sr. Formador, desculpe lá se tenho a papelada toda tratada e assinada e as avaliações todas preenchidas porque só precisam de me pedir uma vez.] Tudo para perceber que como houve dois colegas que não estiveram presentes e têm documentos por assinar, vai continuar tudo em águas de bacalhau. Mas pronto, "nos próximos dias" seremos promovidos, teremos uma boina na cabeça e só fica na aventura quem quiser mesmo.

Simultaneamente, chegou a altura de abandonar a vida louca. Há pequenos / grandes gatilhos que nos empurram nas mais diversas direcções, eu tenho a sorte (ou o azar) de acumular gatilhos destes a torto e a direito e chegou o momento de "saltar fora". A pessoa capaz que habita em mim diz que fez escolhas manhosas na vida para perseguir o que lhe trazia paz e a deixava tranquila, escolhas boas demais para deitar no primeiro caixote do lixo. Não foi fácil caminhar até aqui, aprender, aceitar e sentir orgulho do meu valor, organizar a minha casa, a minha vida e aprender a gostar de mim, sentir que preciso ser eu e estar bem para criar uma mini me plena... Portanto, não me vou encolher para caber, não me vou contentar com migalhas, vou escolher-me e acumular aprendizagens.

Primeiro eu, depois eu, na dúvida eu, a seguir a minha mini me (de preferência nos meus braços, sem youtube e a aprender que quem manda sou eu). E um peito aberto, não alcoolizado, para receber quem quiser mesmo entrar e fazer sala e ser feliz comigo. Estou pronta para a reentré.

Boa semana!

12 de agosto de 2026

Noites de pagodinho

"Algures no tempo e no espaço, numa festa noturna, houve um menina mascarada que se meteu com um menino igualmente mascarado (diria que se meteu com vários, mas isso também não interessa nada). Esse menino era conhecido de longa data e, quis o destino, que se encontrassem naquele noite, depois de anos sem se cruzarem.

Nessa noite (diz quem se lembra), deu-se o reinício de uma amizade adormecida pelo tempo (e pela geografia também).

Conversa puxa conversa, que isto de não se ver pessoas durante anos assim o exige, o menino e a menina foram ganhando confiança um no outro e tiveram grandes desabafos, desabafos esses que mostravam em palavras traços de corações feridos e fechados...

As conversas deram origem a cafés, a minis, a passeios e saídas juntos e aos poucos ambos os corações feridos, magoados e fechados começaram a abrir um pouco e a dar o benefício da dúvida."

6 de agosto de 2026

Sobre a boina

Olá, pessoas giras!

Se são daqueles que já estão fartos de me ouvir debater o tema dos bombeiros, podem dar já meia volta que isto hoje vai ser a doer.

Na semana passada, andei a panicar com o facto de ter "reprovado" na formação de incêndios florestais (o que não deixar de ser algo bastante interessante porque acabei por passar com 18.6, uma das minhas melhores notas).

Toda a situação idiota à volta deste processo de aparecer na plataforma como reprovada, gerou em mim um desconforto gigante e abriu-me os olhos para toda uma estrutura e uma forma de funcionar que não se alinha com os meus valores. Ou seja, quinta-feira informei um graduado, no sábado informei outro e na segunda-feira informei o terceiro  toda a cadeia de comando que podia / devia estar a par deste tema. Ontem entrei na plataforma e verifiquei que a situação já está regularizada (acredito mesmo que deixaram passar os prazos para lançar as notas e, por defeito, a escola colocou-nos todos como reprovados, ainda que nem todos tenham dado conta). Hoje é outra vez quinta-feira (pasmem-se, ainda sei os dias da semana!) e eu continuo sem resposta, ninguém se dignou a responder nada, nem um simples ("foi um lapso na plataforma e vai ser resolvido").

Entretanto, enchi-me de coragem e ontem, depois de um dia no escritório em Lisboa, apareci no quartel para fazer umas horas de "estágio". Aquele "estar sem saber o que fazer", aquela espera sem saber se há serviço ou não, aquele sentimento gigante de ser uma tangerina no meio dos alhos chochos, aquele ambiente machista e aquela constatação do "dificilmente me vão ensinar alguma coisa, estão à espera que eu questione, tente desenrascar-me e aprenda assim" bateu-me com demasiada força.

Eu que sempre atribui um valor gigante a esta formação e a todo o percurso até colocar a boina na cabeça, neste momento penso gigantescamente diferente. A formação que eu considerava mais relevante, mostrou-me que, no fundo, não é ali que se aprende nada e, só por aí, já derrubou mais de metade dos meus sonhos, porque ninguém nasce ensinado, e se não for ali que aprendo algo que é completamente fora da minha realidade, vai ser onde!?

Depois, iniciou-se a fase de olhar à volta. Mais de 85% daquela gente está lá porque precisa do dinheiro e faz daquilo vida. Poucos são aqueles que estão ali porque acreditam na missão e abdicam do seu tempo livre por um bem maior e, desses, se não existisse uma recompensa monetária são poucos os que continuavam a aparecer.

Eu sou uma privilegiada e estou grata por isso. Tenho um bom emprego, na minha área, que paga decentemente, consegui que o trabalho ficasse naquele lugar próprio em que não me tira horas de sono e em que nem sempre concordo com os colegas ou com a chefia mas não me coloco em dinâmicas tóxicas ou "diz que disse" manhosos. Portanto, porque preciso fazer algo que contraria isto no meu tempo livre e por uma recompensa que não é em nada comparável!? A resposta correta é: não preciso!

Gostava de fazer dois machos felizes ao serem os meus padrinhos!? Gostava. Gostava de sentir aquele orgulho de chegar ao fim e colocar a boina na cabeça!? Gostava. Gostava de não desapontar as 20 pessoas que acreditaram em mim, sem que eu o fizesse, e que me ajudaram a chegar até aqui!? Gostava. Se sinto que é muito mais honesto e lógico desistir já, sem andar a roubar tempo às pessoas que nos tentam ensinar, sem avançar com processos burocráticos que não vão levar a lado nenhum, sem ser promovida e sem receber a boina!? Sim (é um sim duro, triste, mas honesto).

Se ando a trabalhar em mim, a descobrir quem sou, a fazer o meu próprio despertar e alinhar-me com o meu propósito, tenho zero necessidade arrastar isto e de me enfiar naquele ambiente corrosivo mais tempo.

Muito grata à alminha que atravessou a minha vida para que eu aprendesse a confiar e me abriu os olhos para um mundo em tons de arco íris (não tem que ser tudo preto e branco): "Salta fora" vai ser uma expressão que vou levar para a vida.

Boa semana!

4 de agosto de 2026

A minha energia 2026

Nada como pesquisar eventos no blog e encontrar um post desta natureza como lembrete para rever o estado da nação (leia-se "o meu alinhamento energético).

Os meus resultados estão aqui:
Raiz:             sob-ativo  (-19%)
Sacro:             aberto  (38%)
Umbilical:     sob-ativo  (-12%)
Cardíaco:     aberto  (31%)
Laríngeo:     aberto  (12%)
Terceiro Olho:     aberto  (12%)
Coronário:     sob-ativo  (-6%)


O Chakra da Raiz é sobre ser fisicamente lá, e o sentimento em repouso nas situações. Se você tender a ser medroso ou nervoso, seu Chakra da Raiz é provavelmente sob-ativo. Você não se sentiria facilmente bem-vindo.

O Chakra Sacro é sobre o sentimento e a sexualidade. Quando está aberto, seus sentimentos fluem livremente, e se expressam sem você perceber que é sobre-emocional. Você está aberto à intimidade e você pode ser passional e vívido. Você não tem nenhum problema em tratar de sua sexualidade.

O Chakra Umbilical é sobre afirmar-se em um grupo. Quando é sob-ativo, você tende a ser passivo e indeciso. Você é provavelmente tímido e não tem o que você quer.

O Chakra do Cardíaco é sobre o amor, a bondade e a afeição. Quando está aberto, você é piedoso e amigável, e você trabalha em relacionamentos harmoniosos.

O Chakra da Laríngeo é sobre a auto-expressão e falar. Quando está aberto, você não tem nenhum problema expressar-se, e você pode se passar por um modo artístico.

O Chakra do Terceiro Olho é sobre a introspecção e o visualização. Quando está aberto, você tem uma boa intuição. Você tende a fantasiar.

O Chakra da Coronário é sobre a sabedoria e ser um com o mundo. Se for sob-ativo, você não está muito ciente da espiritualidade. Você provavelmente, é completamente rígido em seu pensar.

Para mais tarde recordar... Daqui.