31 de março de 2013

Boa Páscoa

A Páscoa nunca teve grande significado para mim… Não sei bem explicar porquê, mas talvez tenha sido o contexto alimentar (detesto borrego) mais do que o contexto religioso.

Como me dizem às vezes aqui por casa, não vivi tempo suficiente com a avó Isabel (a avó paterna) para aprender a dar valor a isso ou para ir à missa todos os domingos ou para passar férias num monte a fugir à frente (ou atrás) dos patos ou para tantas outras coisas! Poderá ser essa a explicação mas não me convence muito.

Este ano, a Páscoa ganhou um novo “sentido”, todo um novo brilho de quem deseja algo que não sabe se consegue alcançar (como é o caso da minha mãe).

A verdade é que ela tem umas ideias muito interessantes mas, na hora de as colocar em prática, consegue facilmente passar o testemunho – deve achar que eu sou dotada para os trabalhos manuais!

Portanto, eu esperneio, corto, dobro, colo e rio imenso, desenho, pinto e rio ainda mais, desisto e volto a tentar e, por fim, exibo o resultado final como se de um grande feito se tratasse Sorriso

coelho

25 de março de 2013

É mesmo!

Neste sábado que passou, ou melhor, na deslumbrante e chuvosa noite deste sábado que passou, fui muito feliz!

Os quilómetros que separavam o meu traje azul de outros trajes azuis (ainda que só os tenha visto na versão masculina) não eram assim tantos e, apesar de ter dado por mim outra vez sem companhia para embarcar nesta aventura (não sei como é que ainda estranho), decidi arriscar. A alternativa era esperar mais 15 dias mas não deu mesmo.

Valeu a pena! Sim, vocês têm razão, vale sempre a pena! As vossa acções reflectem as vossa palavras e fazem-me sempre sentir “em casa”, essa casa onde já não pertenço mas (sonhar é grátis!) onde nunca vou deixar de pertencer…

Adoro o vosso jeitinho para a Serenata Rural, sussurrada ao ouvido, e dou por mim a cantarolar o “Ai sim sou agricultor. Vivo de plantar o amor” enquanto me tento lembrar a vossa adaptação “encantadora” que faz rimar pacote com cullote Língua de fora Adoro a forma como interrompem os meus silêncios quando me falam de uma recepção ao caloiro de 2010, depois de me darem tempo para achar que alguém se enganou a arrumar os números (“não seria 2001?”). Adoro toda a conversa que temos para pôr em dia. Adoro a vossa excelente companhia. Adoro (ou talvez não) saber que vocês, os tunos, agora levam o vosso grelo para todo o lado Língua de fora

No Algarve, esse Algarve que vocês apresentam pelo país fora (mesmo que parte dessa apresentação tenha sotaque nortenho), ainda sou muito feliz!

21 de março de 2013

Discussões

Hoje, li algo que me soube divinalmente bem e, como acredito que no círculo de pessoas em que me movo existam poucas que leiam o que um pai de quatro criancinhas tem para escrever, não consegui resistir a partilhar… Simplesmente porque acho que explica muita coisa Piscar de olho

Ele pode ser O Pai Mais Horrível do Mundo mas estas linhas são geniais:

(...) uma dicussão doméstica, aquelas discussões totalmente estúpidas que só temos com quem amamos ou com quem odiamos, mas que significam invariavelmente que existe um enorme percurso em conjunto.
E pensando bem, isto é de um extraordinário engenho: eu revelo a minha maior intimidade com uma pessoa não quando vou para a cama com ela mas quando discuto com ela. Sabem que mais? É absolutamente verdade. As pessoas até podem ir para a cama com semi-desconhecidos numa one night stand. O que elas nunca farão é ter discussões idiotas, parvas, irritantes, aquelas discussões que têm escritas no meio da testa muitos-anos-a-virar-frangos-em-conjunto, com quem não conhecem bem.
E é notável olhar para essas discussões não como o resultado de anos e anos de desgaste de uma relação, mas como manifestações de amor (...)

O resto do post pode ser lido aqui, num blog que considero simplesmente hilariante e que justifica o meu não desejo de contribuir para o futuro da humanidade Língua de fora

20 de março de 2013

Guitarra Toca Baixinho – Francisco José

Guitarra toca baixinho
Que alguém pode escutar
Só ela deve entender,
Só ela deve saber
Que estou falando de amor...

Cantam os grilos no campo,
E um pássaro no ramo,
Ninguém dorme nesta noite,
E menos ela que agora,
Escuta um riacho e suspira!

Lua parada no céu,
O vaga-lume que passa,
Guitarra minha toca baixinho,
E mesmo com a mão incerta,
Toca guitarra que é hora!

É hora, de dar-lhe todo bem que há no meu peito,
Dizer-lhe Deus também tenho direito
De amá-la como nunca amei ninguém!
É hora de respirar um pouco de ar puro,
Um prado é verde quando é Primavera,
E o Sol é quente mas a noite espera,
Por nós ...

A noite está tão serena,
Eu dormindo em seu seio...
Deus! Como bate o coração,
A gente sonha e agora,
Dorme guitarra que é hora!

É hora, de dar-lhe todo bem que há no meu peito,
Dizer-lhe Deus também tenho direito
De amá-la como nunca amei ninguém!
É hora de respirar um pouco de ar puro,
Um prado é verde quando é Primavera,
E o Sol é quente mas a noite espera,
E é hora...

19 de março de 2013

O homem da minha vida

Descobri há pouquíssimo tempo o que é gostar verdadeiramente de alguém (tarda mas não falha)… No brilho daquele olhar que diz “gosto tanto de te ver aqui” e no aconchego daquele abraço que me devolve as forças como se me protegesse de todos os males do mundo.

Apesar de me achar uma lamechas de primeira, toda a gente me diz que sou um cubo de gelo (a virar sentimental só porque os anos começam a pesar). De qualquer forma, não estava à espera que me acontecesse a mim e apercebi-me disso da forma mais inconsciente possível, quando dei por mim preocupada: “Será que está tudo bem? Será que ele se aguenta?”… Pequenas coisas que sempre me passaram ao lado à velocidade da luz e agora fazem todo o sentido.

Não consigo verbalizar que adoro as nossas longas conversas na companhia de um bom copo de vinho e os nossos momentos de partilha em que nos rimos juntos por “dá cá aquela palha”, porque também não quero verbalizar as saudades que sinto (porque as sinto mesmo). Prefiro esconder, tudo não porque tenho mau feitio mas, uma grande parte porque “é mais fácil assim”.

Feliz dia, PAI!

18 de março de 2013

Carta Aberta

Caro Sr. Desconhecido-que-teima-em-andar-metido-com-o-meu-carro,

Venho por este meio pedir-lhe, respeitosamente, que deixe o meu bem mais precioso em paz. Acredito que ao longo destas investidas, mais ou menos consumadas, já teve oportunidade de perceber que os documentos do carro não estarão dentro do porta-luvas à sua espera e que o meu gosto musical não é compatível com o seu. Simultaneamente, também já deve ter percebido que riscar o meu painel não vai fazer com que o rádio se liberte como que por magia...
Portanto, faça-nos um favor (a mim e a si) e pare de desperdiçar o nosso tempo. Espero que compreenda que ele é o meu menino e não o quero assim invadido e a ser alvo de experiências. Não é um Ferrari, nem um BMW e não tem nada XPTO, até já deixei de o lavar para ter um ar menos atrativo e já ando permanentemente sem antena... Não deu já para perceber que não lhe compensa o investimento!?

Grata pela compreensão...

17 de março de 2013

O dia seguinte

É aquele dia em que percebemos que esticámos demasiado a corda.

Aquele em que começamos a questionar se tomámos a decisão certa.

Aquele em que tomamos consciência que falámos demais.

Aquele em que surgem as hesitações que devíamos ter tido em conta “antes de”.

 

Ainda assim, é mais um dia que sabemos que agimos de acordo com o que nos define, para o bom e para o mau, sem mentiras ou falsas contenções.

16 de março de 2013

12 de março de 2013

Indecisa

image

Paixão – o mais intenso dos sentimentos que se pode ter por alguém ou por alguma coisa. Significa a entrega total e sem reservas, tendo a capacidade de mover montanhas mesmo quando não é correspondido.

vs

Ternura – é um gesto genuíno de carinho e meiguice. É um sentimento pleno que dá doces momentos à sua vida, tornando-a mais repleta de sentido.