23 de abril de 2025

Calma, Universo

Olá, pessoas giras!

O dia por aqui começou brutalmente bem. Acordei cedo (com o despertador do vizinho), bem dispostas e a sentir-me efetivamente descansada, portanto, decidi mudar isso. Hahahahahaha!

Como corajosa que sou, decidi começar o dia com uma corrida/caminhada (é tão estranho sentir que as pernas aguentam mas a parte cardíaca não está nada pronta para estas aventuras).

Não se preocupem, eu continuo a odiar manhãs, mas as maravilhas da vida no campo arrancam um sorriso a qualquer um para animar o a jornada que se avista pela frente.

De seguida, recebi a notícia que fui aceite num programa de formação da McKinsey (que chique!), vão ser 10 semanas a fazer o melhor investimento do mundo, em mim mesma. Sempre senti que não ligava nada a estas coisas (sei bem que eles precisam de pessoas e a formação é uma porta de entrada, que eles abrem a todos) mas, desta vez, fiquei muito entusiasmada.

[Não tenho qualquer dúvida que vão existir mais partilhas sobre este programa, mais que não seja porque grande parte é feito de reflexões e não há melhor sítio para refletir do que por aqui.]

Como se não bastasse, também me ligaram a dizer que a minha casa vai receber um miminho novo e eu pareço uma criança no dia de Natal (eu sei, deve ser do acumular de excitação e da falta de travões por estar tudo a acontecer no mesmo dia).

Tanta prenda de aniversário num dia só, estou que nem me aguento 😍

21 de abril de 2025

Carta aberta de mim para mim

Olá, jeitosa!
Feliz 42º aniversário!

Em tempos idos, alguém te dizia que era um desperdício enfrascares-te no dia 20 e perderes metade do dia na cama... Ainda bem que sempre fizeste orelhas moucas!

Hoje acordaste em modo preguiça (mesmo sem te teres enfrascado ontem), com um beijo longo de "Parabéns", e aproveitaste para ser tu. Estás no bom caminho mas ainda há um longo trabalho para fazer, bora lá miúda!

Endireita as costas, levanta a cabeça, sacode o cabelo (e, por favor, perde essa mania parva de cortar o cabelo quando alguma coisa está a dar para o torto porque o que tu queres é cortar coisas da tua vida e o cabelo comprido fica-te a matar!) e enfrenta a vida de frente.

Ninguém quer saber de ti para nada, as pessoas só precisam de tema de conversa, sê tu e desliga do resto, ninguém quer o teu mal (é certo, que não vão aplaudir por continuares a acumular sucessos e a cresceres nesse gosto pela independência, mas isso é lá com eles).

Felizmente, há muita vida pela frente... Mas cuida-te! Não facilites! Faz do teu ritual matinal (e sim, eu sei bem que tu odeias manhãs) um culto a ti própria para que não te esqueças da medicação e não corras riscos desnecessários.

Vai! Foge! Sonha! Sai lá fora para apanhar ar, volta a endireitar as costas e a levantar a cabeça, tu podes tudo, só tens que perder o medo (e tu vais conseguir).

Parabéns, miúda!
Gosto de ti 😉

11 de abril de 2025

A "Luisa"

Em tempos muito idos, quando dava espaço à minha veia de escritora de livros que alcançam grande sucesso comercial, eu escrevia sobre as aventuras de Luisa, uma mulher impressionante e destemida que foi, e será sempre, a protagonista dos meus devaneios.

Luisa foi inspirada numa grande mulher que cruzou a minha vida nesses tempos, que escondia lindas histórias debaixo dos caracóis dos seus cabelos, e que a vida universitária afastou de mim porque as nossas escolhas nos encaminharam para códigos postais opostos.

No fundo, ambas sabíamos que era o natural seguimento da vida e que as betinhas que tínhamos sido em tempos, lado a lado, não existiam mais. Mas também não fizemos o devido esforço para fazer diferente e seguimos o caminho mais fácil.

Com o passar dos anos e as diferentes etapas da vida, há batalhas que deixamos de travar, há encontros que acontecem naturalmente, mesmo que seja nos parques onde as crianças se juntam para andar de escorrega, e há semelhanças nas experiências de vida que tornam tudo super simples e descomplicado.

Nesta fase, em que me dediquei afincadamente a destralhar, encontrei as diversas prendas que trocámos (com mais ou menos simbolismo) e que continuo a guardar como se de uma religião se tratasse. Essas memórias de outros tempos souberam-me imensamente bem, serviram como lembrete de parte de quem eu ainda sou e do que me faz feliz.

Obrigada, "Luisa"!

10 de abril de 2025

Uma nova paixão assolapada

 Olá, pessoas giras!

[Já tinham saudades das atualizações idiotas da semana, não é?]

Se há coisa que eu nunca vou esquecer é uma frase que ficou "celebrizada" numa música sobre mim (um daqueles presentes que fica para a vida, guardado em 50500 pastas diferentes, e do qual sentimos que nunca vamos abrir mão): a vida muda em cada passo que dou!

Odeio manhãs mas adoro começar o dia com música (🎶 Pela manhã sinto a vontade de cantar 🎶)!

Quando uma pessoa se dedica e se dá ao trabalho de se conhecer verdadeiramente, fazendo aquelas perguntas chatas que exigem introspecção a sério, corre o risco de ter agradáveis surpresas!

Eu queria muito largar a dependência do telemóvel e da Netflix a ser consumida em loop (séries e reality shows sem assunto ou comédias românticas para desafiar o meu lado céptico), de forma natural e sem sair do conforto do meu lar. Como isso se revela uma tarefa hercúlea (porque a força de vontade para contrariedades ainda é um trabalho em progresso), sair de casa faz com que isso aconteça de forma natural.

Mas... Há algum bêbado que saia sem rumo, que não caminhe diretamente para a taberna!? A resposta é "nop". Portanto, outro trabalho também em progresso, encontrar destinos, à distância de uma caminhada, livres de álcool (e o que vale é que a mana está sempre em modo dieta ativo e tem também tem tendência para fugir do álcool, durante a semana).

Nesta busca manhosa, encontrei um espaço tranquilo e minimamente acolhedor, que passa música boa, num volume minimamente aceitável e onde se pode ficar à conversa e encantei-me. Sempre soube que tudo na vida acontece por um motivo e os meus passos levaram-me até ali por alguma razão.

É desta que vou trair as minhas convicções, porque mal comecei a namorar e abracei logo o compromisso. Vou converter-me e aceitar a mudança, já agora passo o tempo a pensar neste... sistema de som (🎶 Há sempre música entre nós 🎶)!

Boa semana 😉!

28 de março de 2025

Fim de Março

 Olá, pessoas giras!

Mais uma semana que termina, e mais um quilo de asneiras que me apetece dizer (como alguém disse, esta nem pareço eu), mas há coisas difíceis de processar.

A agenda de hoje (em modo "eu tenho dois amores, que em nada são iguais, mas não tenho a certeza de qual eu gosto mais") passa pela escolinha da minha Princesa e pelo meus ambiente laboral.

A escolinha da minha Princesa é uma IPSS - Instituição Particular de Solidariedade Social, portanto, tem uma estreita ligação com a Segurança Social, o que implica uma comunicação frequente e algumas exigências em termos de processo.

Eu, mãe quarentona chata e, supostamente, privilegiada (visto que pago creche e no escalão máximo), venho de uma geração que aprendeu a defender os seus interesses e a ter opinião, mesmo quando isso não se alinha com as escolhas de vida da geração anterior. Ou seja, os meus pais nunca me ensinaram dicas de sustentabilidade, nunca me falaram sobre reciclagem e coisas desse género e nunca, mas mesmo nunca, defenderam que a falar é que a gente se entende.

Eu escolhi ser diferente e quero educar a minha fila de forma diferente. Portanto, para mim, é ridículo que me peçam para imprimir 12 documentos distintos (papel, papel e papel, e 50 mil árvores a serem abatidas), sendo que 10 deles já foram entregues nos dois anos anteriores, porque a versão digital dos mesmos não é aceite. "E porquê?" Porque a Segurança Social não permite.

Em cima disto, temos o tema de nem todos os pais terem acesso livre à internet nem aos equipamentos apropriados. Portanto, eu posso pagar mais mensalidade do que esses pais, mas não posso ter os processos adaptados. Eu posso ter as comunicações relevantes a serem impressas em papel e colocadas no dossier de cada turma, mas não posso receber um email (na loucura, também não pode ser tudo comunicado via Whatsapp porque ainda pode haver alguém que não vê a informação).

Na segunda-feira à noite, houve reunião de assembleia com a direcção da creche e dei por mim (felizmente não era a única que assim não parece tão mal) a debater o sexo dos anjos: "Meus amigos, temos a mulherada toda desta casa a trabalhar infeliz, com zero vontade nos ajudar, o que é que podemos fazer de forma diferente!?".

Nessa noite (achei eu), o meu pico de loucura foi atingido. Os meus nervos estavam ao rubro (mesmo depois de dois chás de camomila), o meu riso nervosa atraiçoava-me a cada frase e, se eu pudesse, tinha mudado a forma toda de funcionar daquela casa ali mesmo.

Feliz ou infelizmente, eu percebo zero sobre futurologia e, no dia seguinte, a saga repetiu-se (só mudou a casa). Dia de avaliações de fim de ano na empresa e um incrível banho de realidade.

Na empresa em que trabalho agora, trabalho completo ou incompleto tem valor igual, entregas acima da média ou entregas a cumprir os mínimos olímpicos valem igual, ter 12 anos de experiência ou ter 4 tem valor igual... E a culpa é de quem!? É cultural! Porque se nós não fossemos tugas e partilhássemos estas informações todas e mais algumas, a empresa continuava a tomar-nos por parvos sem qualquer dilema.

E como, qualquer uma destas sagas está longe de terminar, eu fico-me por aqui. Vou apanhar sol, sentar-me a ler um livrinho, relaxar e exorcizar veneno, porque o stress faz mesmo mal à pele (e à tensão e ao coração).

Bom fim de semana!

24 de março de 2025

Tarot - April's mood

 


Se há coisa que não se explica, é aquilo em que acreditamos... Seja uma religião, uma qualquer fé ou uma energia superior, não vai nunca existir consenso, portanto, também é uma perda de tempo entrar nesse debate.

Em jeito de brincadeira, comecei a tirar uns minutos do meu dia para fazer a previsão da energia para o mês seguinte e, se já tivesse diferentes registos destes momentos, ia ser giro perceber que não andam assim tão longe da verdade.

No próximo mês, a energia será "New Love", de pernas para o ar (claro!), o obstáculo será "Support", também de pernas para o ar, e a acção para concretizar tudo, "Music", mas também às avessas. O guia para chegar a bom porto é "Truth and Integrity".

Alguns detalhes, que vou deixar abaixo, podem ser encontrados em https://www.ifate.com/angel-cards.

New Love - reverse

When the "New Love" angel card appears in a reversed position, it indicates an emotional block of some kind. Something may be preventing the growth of romantic feelings, or something may be limiting your ability to trust or feel affection in some way.

Support - reverse

When the "Aid & Support" angel card appears in a reversed position, it may indicate that you feel unsupported or alone somehow in your current situation. The expected support of friends, family or co-workers may not be materializing as you had hoped it would.

Music - reverse

The simplest way to understand the "Music" angel card reversed is that it indicates a creative block of some kind. Something is preventing your inner muse from expressing itself creatively.

Truth and Integrity

The "Truth" angel card points to two kinds of truth: Truth and honesty in all communications and dealings — but also truth and honesty to oneself and to ones core values.

21 de março de 2025

Depressão Martinho

Olá, pessoas giras!

Esta semana foi dura e longa e uma prova gigante que o caminho se faz caminhando.

A Princesa cá de casa, assim que se apanhou nos meus braços na segunda feira, deu em ficar murchinha e molinha e lá se deu início a mais uma saga de: agora tenho febre e não sossego, agora tomo medicação, agora espalho terror enquanto a medicação faz efeito, agora estou bem, agora tenho febre e não sossego... Num ciclo contínuo que durou mais do que eu gostaria, mas que até foi bastante aceitável (só duas noites mesmo mal dormidas é saldo positivo).

Simultaneamente, a vertente laboral "explodiu". Alguém se lembrou que o ano fiscal está a chegar ao fim e que metade dos "compromissos" (não podem ser objetivos porque mudam a cada dia e toda a gente faz de conta que não percebe) não estão prontos, portanto, toca que aumentar a pressão a torto e a direito, quer faça ou não sentido.

Para ajudar à festa, o meu banco é uma valente porcaria (ou será que são as pessoas que lá trabalham!?) e a amortização parcial do crédito, que tantos dilemas me causou, não avançou. E agora, ninguém sabe dizer onde ficou perdido o pedido nem quando/ou se vai avançar.

Mas sabem que mais!? Hoje é sexta-feira! Eu estou bem, a Princesa está bem, há um teto por cima das nossas cabeças para podermos dormir abrigadas e tranquilas... E o resto? Estará cá tudo amanhã exatamente no mesmo sítio (que a depressão Martinho muda muita coisa de sítio mas burocracias e afins não).

Bom fim de semana!!

14 de março de 2025

Ponto de ordem à mesa

 Olá, pessoas giras!

Os psicólogos e psiquiatras entendidos no tema da saúde mental (já ia escrever mensal, que isto de ser uma pessoa dos dados faz-nos passar o tempo a agregar informação sempre em função do fecho do mês) dizem que uma das melhores coisas que podemos fazer por nós é registar por escrito os nossos pensamentos, as nossas angústias e/ou as nossas conquistas.

Eu nunca fui o tipo de pessoa que liga às boas orientações (sou mesmo do tipo que só liga ao que os outros pensam e passa o tempo a tentar agradar ao mundo), mas cheguei àquela fase da vida em que, primeiro, o medo de morrer me bateu bem forte e, segundo, quero mesmo aceitar-me como sou, portanto, chegou a hora de abraçar esta coisa da escrita regular sobre dá cá aquela palha.

No ano que passou, não bati no fundo do poço, porque vivia entre a casa da minha irmã e a casa dos meus pais e nenhuma tem nada que eu possa considerar como o MEU poço, mas tomei decisões muito ruins, queria evitar parar e ter pena de mim e da situação em que me tinha metido e, talvez por isso, andava sempre "em altas", focada na ideia de viver a vida louca.

Por esse motivo: corri riscos desnecessários; aprendi da pior maneira que a vila já não é o que eu conhecia (em 20 anos fora da vila nunca me colocaram droga na bebida mas bastou sair uma noite, sem a minha irmã, para isso me acontecer aqui); fui "encontrada" por 90% dos solteiros desta terra (e, infelizmente, também por alguns casados) e esqueci-me que os "travões" são para usar (pelo menos, de vez em quando).

Este ano, a minha resolução de ano novo (já com a mudança de casa à vista) foi travar a fundo! 
[Vá lá, minha gente, não voltei a cair na asneira de decidir deixar de beber, isso seria só parvo!] Resolvi deixar de alimentar mensagens de engate, reduzi as saídas e tornei-me mais caseira (algo que é 50500 vez mais fácil quando se tem casa). Curiosamente, com os sustos que a vida me pregou, também reduzi a quantidade de álcool no sangue (ainda por cima, nos próximos meses, estou de castigo porque bebida e tensão alta não combinam).

A solidão é um cocó, especialmente quando chega com um atraso gigante face às circunstâncias da vida, mas acaba por ser uma excelente conselheira. Se eu consigo arranjar 50 mil coisas para fazer sem sentir falta de ninguém, se eu não acredito que aquilo que os fãs têm para oferecer me acrescenta valor e se não há atividades em comum para além de beber uns copos juntos à sexta-feira à noite, então, deixem-me ficar quieta que eu quero mesmo é apaixonar-me pela pessoa que vive cá em casa de modo permanente.

Bom fim de semana!!