13 de fevereiro de 2014

Notas soltas #1

Já nem sei bem quando, li o livro “Simone – Força de viver” (que adorei por todos os motivos e mais algum) e, a determinada altura, a cantora partilha que havia momentos em que se fechava na casa-de-banho e gritava e quando de lá saía já estava tudo bem. Gosto do conceito mas eu prefiro o carro só para não incomodar os vizinhos ;)

Tenho um ódio de estimação pela chuva, pelo frio, por este tempo invernal... Odeio chapéus-de-chuva e cheguei ao cúmulo de me render e investir num de jeito, de lady, de menina que tem que chegar ao trabalho minimamente com bom aspeto (irra, que sensação de desperdício!). Então, dei por mim a pensar numa rubrica que existem em alguns blogs, “o mundo divide-se entre” pessoas que insistem em ter um míni chapéu-de-chuva que encolhe e se esconde em qualquer lado e não protege nada de jeito e se parte ao mínimo toque e as outras pessoas (só porque já pertenço às outras pessoas).
Só para que fique registado, sou muito mais mocinha de quentinho, de sol, de calor e, no meio da saga dos últimos tempos que está a ser marcar as férias para este ano, já só consigo sonhar com o Verão.

Há séculos que não me cruzava com um destes e, ontem, perdi a vergonha de trintona e matei as saudades todas:

12 de fevereiro de 2014

Os venenos do papá

Ontem, “levei-me” a jantar, como já não fazia desde... a passagem de ano de 2012 para 2013 :P E senti que, há já muito tempo, não me cozinhava uma refeição tão boa. Fiquei satisfeita, consolada e tudo e tudo.

Andava a adiar a aventura do penne all’arrabiata mas com os desejos a consumirem-me aos poucos (a agenda social não andava a dar tréguas) e, uma vez que o Benfica jogou em casa e não tinha mesmo o que fazer com o meu tempo, arrisquei.

Normalmente, acho sempre que a minha comida não tem sabor... Os piri-piris que o meu pai, em tempos, mandou à socapa continuavam escondidos e sem ter uso, portanto, achei que esta seria a altura perfeita para mudar isso. Mas... Quando apostamos em qualquer coisa que temos há imenso tempo e nunca utilizámos, não sabemos como é que isso vai correr, é um risco (ainda que possa ser controlado mas um risco).

Ontem, atirei-me de cabeça e experimentei esta receita:

Penne all’arrabiata

Aqueça um fio de azeite numa frigideira larga.
Pique 1 malagueta grande sem sementes e 3 dentes de alho.
Adicione tudo à frigideira e deixe tomar sabor, acrescentando também 400 gramas de tomate pelado.
Entretanto, leve ao lume uma panela com água, um fio de azeite e sal.
Regresse à frigideira, aromatize o molho com 1 colher de chá de tomilho, tempere com sal, e deixe cozinhar durante cerca de 10 minutos.
Aproveite esse tempo para cozer 300 gramas de penne, até ficar al dente.
Com a massa pronta, termine o molho arrabiata juntando 2 colheres de sopa de vinagre balsâmico, 2 colheres de chá de manjericão seco, uma pitada de orégãos e 2 colheres de chá de açúcar para equilibrar a acidez do tomate.
Por fim, adicione 1 mão cheia de manjericão fresco picado, escorra a massa, junte-a ao molho e envolva bem antes de servir este prato arrebitado com queijo parmesão ralado.

Reproduzi a receita sem o tomilho (porque é coisa que não existe lá por casa e eu não estava mesmo com paciência para compras) e, em vez de uma malagueta grande, usei dois piri-piris (que deve ser mais ou menos a mesma coisa e o que muda é o tamanho).

Sempre ouvi histórias dos amigos do meu pai que se atiravam a esses pequenos venenos com toda a confiança, quando se juntavam em jantaradas, e depois ficavam à rasca. Por isso, estava meio reticente mas parece que a minha sorte foi a parte da receita que diz “sem sementes” e, como fui provando e não picava por aí além, fui juntando algumas a pouco e pouco. Correu bem e o ligeiro ardor nos lábios pareceu-me imensamente normal (só me lembrava do pânico da minha irmã quando decidimos comer esta delícia no aeroporto de Londres e aquilo tinha picante mesmo à séria).

Terminei a minha refeição com os restos de brownie e calda de chocolate quente que ainda existiam lá por casa, acompanhados pela bela da bola de gelado e a muito-mais-prolongada-do-que-o-normal chamada para os papás (para debater as propriedades do piri-piri).

E quando dei por isso, aqui a pintora parisiense (caí na asneira de entrar um dia no trabalho com o gorro que a mamã fez especialmente para mim) já tinha despachado uma garrafa de vinho que tinha ficado perdida no frigorífico grandolense num qualquer ajuntamento familiar. Obrigada, Ana/Fernanda ;)

11 de fevereiro de 2014

All Of Me – John Legend

What would I do without your smart mouth
Drawing me in, and you kicking me out
Got my head spinning, no kidding, I can’t pin you down
What’s going on in that beautiful mind
I’m on your magical mystery ride
And I’m so dizzy, don’t know what hit me, but I’ll be alright

My head’s under water
But I’m breathing fine
You’re crazy and I’m out of my mind

‘Cause all of me
Loves all of you
Love your curves and all your edges
All your perfect imperfections
Give your all to me
I’ll give my all to you
You’re my end and my beginning
Even when I lose I’m winning
‘Cause I give you all, all of me
And you give me all, all of you

How many times do I have to tell you
Even when you’re crying you’re beautiful too
The world is beating you down, I’m around through every move
You’re my downfall, you’re my muse
My worst distraction, my rhythm and blues
I can’t stop singing, it’s ringing, in my head for you

My head’s under water
But I’m breathing fine
You’re crazy and I’m out of my mind

‘Cause all of me
Loves all of you
Love your curves and all your edges
All your perfect imperfections
Give your all to me
I’ll give my all to you
You’re my end and my beginning
Even when I lose I’m winning
‘Cause I give you all of me
And you give me all, all of you

Cards on the table, we’re both showing hearts
Risking it all, though it’s hard

9 de fevereiro de 2014

Brownie

Há sempre uma fase no ano em que desperto para as aventuras culinárias e, porque acho que também tenho direito a ter desejos, arrisquei fazer um brownie (mais uma daquelas coisas que nunca existiu em casa dos papás mas que me convence) e lá tive que faz o enorme sacrifício (muita ironia mesmo) de ir ao IKEA para começar o fim-de-semana em grande e comprar uma forma para fazer o dito cujo.

Brownie
• 125 g. de chocolate negro
• 200 g. de manteiga
• 160 g. de ovos (3 ovos)
• 210 g. de açúcar
• 130 g. de nozes partidas
• 100 g. de farinha com fermento

Pré-aquecer o forno a 180º C.
Untar e forrar com papel vegetal uma forma rectangular.
Fundir o chocolate e a manteiga em banho-maria.
Bater os ovos com o açúcar.
Misturar os dois preparados.
Incorporar a farinha peneirada e as nozes.
Coze durante 15 minutos [eu deixei mais tempo, a ideia é ficar húmido por dentro e crocante por fora].
Desenformar frio e cortar em rectângulos.
Pode conservar-se no frigorífico e ser aquecido no micro-ondas.

Fica óptimo acompanhado de uma bola de gelado e um banho de chocolate quente (aquecer 200 ml de nata e verter sobre 200 g. de chocolate negro em pedacinhos mexendo sempre). [Confere!]

5 de fevereiro de 2014

AD 2014

No dia em que o Potencial e as Competências pagarem as contas, metade da minha raiva contida sai porta fora (não se entusiasmem, é mesmo só metade e o que sobre ainda dá para espalhar terror por muito tempo)...

2 de fevereiro de 2014

Conhecer #1

Museu Nacional de História Natural e Ciências

Há já algum tempo que estou decidida a conhecer a Grande Lisboa (chamo-lhe grande só para garantir que inclui a Quinta da Regaleira que também está na minha lista), tal como se estivesse noutra ponta qualquer da Europa, e, uma vez que as poupanças destinadas à viagem do início de ano tiveram um fim bem menos simpático, decidi partir à aventura.

Enchi-me de coragem, não acordei particularmente cedo, não apanhei trânsito, não estacionei mais perto porque não quis (ou porque me ia dar demasiado trabalho e eu estava em modo relax) e, a melhor parte disto tudo, não paguei nadinha. Benditas borlas de domingo!

Neste momento, têm lá duas exposições: “Formas & Fórmulas” e ” Jogos Matemáticos através dos Tempos”, que foram suficientes para justificar o passeio, porque (vá-se lá perceber porquê!) há qualquer coisa na Matemática que me fascina. Ainda por cima, foram as salas do museu em que estive praticamente sozinha o tempo todo, que as criancinhas andavam todas eufóricas e concentradas nas diversas exposições sobre dinossauros e minerais. Mas confesso que toda a envolvência (leia-se “calma, espaço e silêncio”) do museu me convenceu e aquela viagem no tempo ao entrar no Laboratorio e Amphiteatro Chimico também foi persuasiva.

Adiada ficou a visita ao Jardim Botânico porque, essa sim, eu acho que pede companhia e esse parece-me um excelente destino para um final de dia quando o sol voltar a brilhar de modo mais simpático :)

30 de janeiro de 2014

Novidades

Conheci-te e apaixonei-me por ti nesse mesmo instante. Mas percebi logo que a química que havia entre nós ia ser um problema, já estavas numa relação e não havia lugar para mim na tua vida. Apesar disso e sem que eu saiba bem como, acabámos a noite a dormir lado a lado e andei dois dias com aquele sorriso idiota de quem não precisa mais nada porque já se sente imensamente bem.

Entretanto, andava a sentir que há imenso tempo que não te via e, confesso, já tinha saudades. Tentei resistir mas estava já à beira da loucura e fui atrás de ti [eu bem tento mudar mas cometo sempre os mesmos erros]. Encontrei-te, no local previsto e com a companhia prevista, nada de novo! Achei que ia perder a coragem e vacilar, as minhas pernas tremiam... Avancei e convidei-te para mudares de vida e te juntares a mim. Sorriste-me e eu levei-te comigo para casa.

Enfiei-te na cama comigo e foi impossível separar-me de ti toda a noite. Para mim, o tempo tinha parado e não existia mais nada, só nós. Sem pressas, fomos experimentando todas as posições, para garantir que o nosso futuro tinha potencial, e acabei por adormecer exausta abraçadinha a ti. Foi uma noite magnífica! Obrigada!


A saga do computador está em espera mas há tanta coisa na vida com o mesmo encanto ;)

28 de janeiro de 2014

25 de janeiro de 2014

Os maridos das outras - Miguel Araújo

Toda a gente sabe que os homens são brutos
Que deixam camas por fazer
E coisas por dizer.
São muito pouco astutos, muito pouco astutos.
Toda a gente sabe que os homens são brutos.

Toda a gente sabe que os homens são feios
Deixam conversas por acabar
E roupa por apanhar.
E vêm com rodeios, vêm com rodeios.
Toda a gente sabe que os homens são feios.

Mas os maridos das outras não
Porque os maridos das outras são
O arquétipo da perfeição
O pináculo da criação.

Dóceis criaturas, de outra espécie qualquer
Que servem para fazer felizes as amigas da mulher.
E tudo os que os homens não...
Os maridos das outras são.

Toda a gente sabe que os homens são lixo
Gostam de música que ninguém gosta
Nunca deixam a mesa posta.
Abaixo de bicho, abaixo de bicho.
Toda a gente sabe que os homens são lixo.

Toda a gente sabe que os homens são animais
Que cheiram muito a vinho
E nunca sabem o caminho.
Na na na na na na, na na na na na.
Toda a gente sabe que os homens são animais.

Mas os maridos das outras não
Porque os maridos das outras são
O arquétipo da perfeição
O pináculo da criação.

Amáveis criaturas, de outra espécie qualquer
Que servem para fazer felizes as amigas da mulher.
E tudo os que os homens não...

Os maridos das outras são.


22 de janeiro de 2014