7 de maio de 2021

Teletrabalho

Andei à procura de um artigo sobre teletrabalho em que fosse capaz de rever as minhas próprias crenças mas... Não fiquei totalmente convencida.

Neste momento, nesta fase da minha vida, revejo-me nesta partilha (já de há 11 meses):
E continuo com a sensação que será uma oportunidade perdida para muita gente.

Mas vou continuar a minha busca...

No fundo, procuro um artigo que reúna as vantagens do teletrabalho para o empregado e para o empregador, bem como as desvantagens para ambas as partes sem focar apenas na falta de componente social e da interação (que fez sentido em tempos de pandemia mas que, atualmente, desde que haja vontade, é totalmente contornável).

Já agora, se puder ser um artigo que faça menção à idiotice que é o conceito "One size fits all" que as empresas consideram como justiça (o que é melhor para mim ou o que mais me agrada, não significa necessariamente o mesmo para o meu vizinho do lado e termos os dois que "levar com o mesmo" não é necessariamente justo).

Em Portugal, o teletrabalho parece ser ainda uma tentação do demo, uma desculpa para os trabalhadores não terem o patrão a espreitar para o ecrã por cima do ombro. E eu acho que é uma valente idiotice não sermos capazes de ver o potencial desta "nova" forma de trabalhar.

27 de abril de 2021

Banda Sonora - Parte 2

Só porque as musiquitas mudaram, de forma radical, e os registos valem sempre a pena.

Agora, canto para a Catarina:
Dá-me uma gotinha de água;
Fui colher uma Romã;
O pica do sete;
O pintinho piu;
Doidas, doidas andam as galinhas;
Baby Shark 😁

A vida muda em cada passo que damos, juntas!

22 de fevereiro de 2021

Furo

Aguentei o máximo que consegui mas, ao fim de dois meses e meio, percebi que ou pensava em mim ou me atirava da janela (ser num segundo andar poderia não ser fatal mas seria claramente uma "wake up call").
Assim sendo, furei o confinamento e levei a minha depressão pós parto sem diagnóstico oficial para se isolar no Alentejo, em casa dos meus papás. 
Naquele sítio, onde há calor humano, colinho extra para a Catarina, onde a minha palidez e as minhas olheiras ainda causam preocupação e onde a mesa é farta (entre outra coisas), reencontrei-me, voltei a rir com vontade e voltei a ter vontade de fazer planos e projetos, só não descansei tudo o que tinha idealizado (consequências temporárias de abraçar a vida de vaca leiteira).
Agora, volto à luta isolada do (meu) mundo, aqui onde estou por minha conta e risco e faço o melhor que consigo.

13 de fevereiro de 2021

Six - Parte 2

Há seis anos saímos para jantar, o nosso primeiro jantar. Fomos à Capricciosa de Carcavelos, comer pizza (sabemos agora que se não fosse pelo fator gordalhufice as nossas refeições podiam ser todas de pizza), e acabámos a partilhar uma sangria de frutos vermelhos.
Tenho quase a certeza que falámos sobre o tempo, para perceber se dava para combinar uns treinos de corrida (ainda corríamos) ou se afetava os nossos planos de uma próxima saída (ir ao cinema no Teatro São Jorge tem disso, já que não estacionamento à porta).
Acabámos a noite num miradouro com vista para a ponte 25 de Abril e uma Lisboa já adormecida, debaixo de um céu estrelado.
E voltámos para casa com uma única certeza: "se é para ser é a sério" 😉

Este ano, pedimos pizza para o jantar, que acabou por ficar a arrefecer em cima da mesa, e optámos pela cerveja (ainda que a minha tenha congelado, visto que lidar com bebidas sem álcool é todo um novo mundo).
Celebrámos o nosso momento à mesa, juntos, tranquilos mas a ser observados. Não falámos muito mais, comemos, exaustos.
Acabámos a noite, lado a lado, depois de mais uma luta contra o João Pestana, e abraçámo-nos em silêncio.
Seis anos de nós e agora, se é que tínhamos dúvidas, é mesmo a sério.

4 de fevereiro de 2021

Segundo mês

Imaginar aqui o vídeo da versão da Sara Tavares para o filme da Disney, o Corcunda de Notre Dame.

Ou espreitar neste link:

Longe do mundo, perto de ti!
Assim são os nosso dias...

20 de janeiro de 2021

Banda Sonora

Cá por casa, o Pai proibiu o Atirei o pau ao gato, acha ele que é demasiado limitado e espera melhor de mim. Portanto, fiquei encarregue de procurar alternativas.

Confesso que ainda tentei o "Era um vez cavalo que vivia num lindo carrocel..." Mas esta foi também boicotada.

Então, optamos por estragar a pequena desde cedo e "competir" com a voz de músicos com pouca relação entre si: 
Quem és tu, miúda - Azeitonas;
Sei-te de cor - Paulo Gonzo;
Longe do mundo - Sara Tavares;
Versos de amor - Carlos Paião;
Lisboa Menina e Moça - Carlos do Carmo;
Com um brilhozinho nos olhos - Sérgio Godinho;
Quase perfeito - Donna Maria;
Garça Perdida - Dulce Pontes;
O que foi que aconteceu - Ana Moura.

Felizmente, a voz de uma mãe é sempre excepcional aos ouvidos de uma criança e, mal ou bem, alcança-se o resultado esperado, que nunca se sabe qual é porque nesta aventura não há dois momentos iguais (há sempre algo novo a surgir para manter o pessoal alerta e com os níveis de "ya, right, vale tudo a pena" em alta).

11 de janeiro de 2021

Six

Há seis anos atrás, não tinha televisão em casa, tinha comprado recentemente o meu primeiro smartphone (que ainda não usava) e ainda vivia o êxtase de uma viagem a Nova Iorque (enquanto preparava uma outra a Roma).

Há seis anos atrás, fui "substituir" o marido de uma amiga numa corrida. Ele e mais dois amigos iam fazer a corrida de reis, tipo estafeta, e uma lesão parva (dentada de cão no tendão de Aquiles) impediu-o de participar.

Há seis anos atrás, nessa mesma corrida, recusei dar os meus dados porque o meu nome já estava na folha ("Tens ali Dias, sou eu! Não, ele também é Dias. Mas o primeiro começa por G! Sim, este é o Gustavo").

Há seis anos atrás, conheci um senhor jornalista que achou por bem ir para a discoteca até de madrugada, na véspera de fazer uma corrida com os amigos.

Há seis anos atrás, num pequeno grande instante, conheci alguém diferente, alguém fora do "meu" mundo... "E a minha vida mudou",