18 de maio de 2016

Mulheres

O passado pertence lá mesmo onde o deixámos, não adianta pensarmos muito nele, já não há nada a fazer.

No meu passado houve uma Cristina, uma Mónica e uma Anabela, por vezes uma Rita. Depois houve uma Teresa. Entretanto conheci outras tantas e perdi estas todas. Reencontrei a Cristina, para a vida, mas já deslumbrada com uma Inês e uma Brigida. Encantei-me por "mulheres de todas as cores, de várias idades, de muitos amores" com um nome comum: Fefé (tantas mulheres, com tanta garra e de que me orgulho tanto, mas ainda assim mulheres, bicho danado!). Vivi com uma Carolina, mil aventuras. E na altura em que percebi que as ia perder a todas, uma Rute mostrou-me o quanto sou forte e uma Anabela tentou apaziguar o desgosto. Depois entrei num mundo que não é meu, conquistei uma Filipa, uma Joana, uma Goreti, uma Carla, uma Cláudia, uma Patrícia e assim que pude fugi. Veio então uma Andreia e outra Cláudia. O acaso levou-me de encontro a uma Ângela e, da mesma forma, choquei com uma Sofia e outra Inês. Agora, vejo-me perdida no meio de uma Raquel uma Marta e outra Cláudia, sempre com a sensação que não as posso ter a todas...

É científico, devia ter nascido homem!
Mas uma Irene, uma Sandra, uma Ana, uma Cristina e uma Gabriela são mais felizes assim :)

3 de maio de 2016

Bruxa má

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Passar de princesa a bruxa má afinal não é assim tão complicado…

18 de abril de 2016

Parabéns

#friendship #tlintaetles #comemorações #eramos3evamos4 #MarrocospassouaParis #felicidade #paratijaestaparamimestaquase #loveyouthemost Smile

13 de abril de 2016

12 de abril de 2016

Storytelling

A vida reserva-nos surpresas muitas e muitas vezes… Mas outras nem por isso.

O meu contexto laboral proporcionou-me uma formação de Storytelling, onde eu fui aprender as vantagens de contarmos estórias e os truques para o fazermos da melhor forma. O conceito base passou por nos apresentarem a “jornada do herói” (que foi resumida a seis passos muito simples) e nos colocarem em grupo a criar a nossa própria estória.

Quem acompanha este blog sabe que eu adoro estórias de “era uma vez”, que misturo a ficção com a realidade para que se torne tudo mais apelativo, que menciono personagem ou situações conhecidas para cativar e que, regra geral, os eventos que relato têm princípio, meio e fim.

Esses leitores mais atentos sabem também que a minha heroína existe e têm as suas características próprias (é princesa), num contexto adequado (o seu castelo, reino ou mansão) e sofre sempre uma ou várias crises (o drama, o horror). Depois, há o momento de revelar os talentos que fazem da heroína uma vencedora (aquele momento em que se rasga a roupa e aparecem os superpoderes) e encaminhar tudo para o final feliz (ou não!).

Portanto, estes não foram os conteúdos disponibilizados na formação que eu fui aprender, o que eu aprendi é que os herói têm que ser pessoas (essa coisa da personificação deve ser invenção de quem não tem nada para fazer), que o mundo não existe para lá de portas, que ter poderes fora do comum e superar os obstáculos a voar por cima deles não é criativo (mas usar os chavões batidos do “trabalho de equipa” e “união” já é adequado) e que o ideal é sermos carneirinhos dentro de umas cercas, de preferência bem apertadinhas.

Meus amigos… Sonhar ainda é grátis, a imaginação e a criatividade são bênçãos  e o céu é o limite. Aproveitem!

8 de abril de 2016

Bloom

E depois, chegou aquela estação do ano cujo nome não pode ser pronunciado (efeitos do ofício a falar mais alto!). e fustigada por vendavais, no meio de tempestades, vencendo o frio cortante, uma flor desabrochou.

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Confere: “it can’t rain all the time”!

30 de março de 2016

Ainda sinto

Sinto falta de dizer coisas perceptíveis nos primeiros cinco segundos, sinto falta de expressões como “há-des ter muito a ver com isso” ou “fá-lo-ei” ou “my mouth is a tumulate”, sinto falta de conversas intermináveis, sinto falta de conversar sobre dores musculares, contracções e cóccix, sinto falta de fazer pirraçada a dizer que a minha mãe fez os miminhos todos sem pensar em mim, sinto falta dos meus M’s… Mas há faltas que não sinto, há tecnologias que ainda não me convencem, há invasões que ainda não aceito, há momentos que não perdoo… Dizem que a vida se faz de equilíbrios, eu tento acreditar que sim.

29 de março de 2016

Saudades

Era uma vez uma linda menina que vivia na sua, não tão linda, mansão com janelas hiperventiladas, paredes húmidas e loiças cor-de-rosa merecedoras de destruição à marretada.

Certo dia, a menina decidiu mudar de emprego pela 50500-ésima vez e uma voz sábia disse-lhe “tudo vai piorar antes de melhorar”. E assim foi! Toda aquela sede, todo aquele desejo, todo aquela liberdade para a mudança começaram a borbulhar dentro dela e a menina começou a explodir, de fora para dentro [não sei se é possível explodir de outra forma mas gosto do conceito].

A cada dia que passava, a menina ficava mais e mais perdida naquele labirinto que era o seu corpo mas não deixava de procurar afincadamente uma saída, um escape, uma alternativa... Até ao dia em que apareceu o príncipe encantado, montado cada semana num cavalo diferente (tão depressa eram brancos, pretos como amarelos, grandes e pequenos, temperamentais e ruidosos ou mansinhos e silneciosos), e a libertou com o seu meigo e carinhoso beijo e a sua imensurável paciência Smile