29 de março de 2025
28 de março de 2025
Fim de Março
A agenda de hoje (em modo "eu tenho dois amores, que em nada são iguais, mas não tenho a certeza de qual eu gosto mais") passa pela escolinha da minha Princesa e pelo meus ambiente laboral.
A escolinha da minha Princesa é uma IPSS - Instituição Particular de Solidariedade Social, portanto, tem uma estreita ligação com a Segurança Social, o que implica uma comunicação frequente e algumas exigências em termos de processo.
Eu, mãe quarentona chata e, supostamente, privilegiada (visto que pago creche e no escalão máximo), venho de uma geração que aprendeu a defender os seus interesses e a ter opinião, mesmo quando isso não se alinha com as escolhas de vida da geração anterior. Ou seja, os meus pais nunca me ensinaram dicas de sustentabilidade, nunca me falaram sobre reciclagem e coisas desse género e nunca, mas mesmo nunca, defenderam que a falar é que a gente se entende.
Eu escolhi ser diferente e quero educar a minha fila de forma diferente. Portanto, para mim, é ridículo que me peçam para imprimir 12 documentos distintos (papel, papel e papel, e 50 mil árvores a serem abatidas), sendo que 10 deles já foram entregues nos dois anos anteriores, porque a versão digital dos mesmos não é aceite. "E porquê?" Porque a Segurança Social não permite.
Em cima disto, temos o tema de nem todos os pais terem acesso livre à internet nem aos equipamentos apropriados. Portanto, eu posso pagar mais mensalidade do que esses pais, mas não posso ter os processos adaptados. Eu posso ter as comunicações relevantes a serem impressas em papel e colocadas no dossier de cada turma, mas não posso receber um email (na loucura, também não pode ser tudo comunicado via Whatsapp porque ainda pode haver alguém que não vê a informação).
Na segunda-feira à noite, houve reunião de assembleia com a direcção da creche e dei por mim (felizmente não era a única que assim não parece tão mal) a debater o sexo dos anjos: "Meus amigos, temos a mulherada toda desta casa a trabalhar infeliz, com zero vontade nos ajudar, o que é que podemos fazer de forma diferente!?".
Nessa noite (achei eu), o meu pico de loucura foi atingido. Os meus nervos estavam ao rubro (mesmo depois de dois chás de camomila), o meu riso nervosa atraiçoava-me a cada frase e, se eu pudesse, tinha mudado a forma toda de funcionar daquela casa ali mesmo.
Feliz ou infelizmente, eu percebo zero sobre futurologia e, no dia seguinte, a saga repetiu-se (só mudou a casa). Dia de avaliações de fim de ano na empresa e um incrível banho de realidade.
Na empresa em que trabalho agora, trabalho completo ou incompleto tem valor igual, entregas acima da média ou entregas a cumprir os mínimos olímpicos valem igual, ter 12 anos de experiência ou ter 4 tem valor igual... E a culpa é de quem!? É cultural! Porque se nós não fossemos tugas e partilhássemos estas informações todas e mais algumas, a empresa continuava a tomar-nos por parvos sem qualquer dilema.
E como, qualquer uma destas sagas está longe de terminar, eu fico-me por aqui. Vou apanhar sol, sentar-me a ler um livrinho, relaxar e exorcizar veneno, porque o stress faz mesmo mal à pele (e à tensão e ao coração).
Bom fim de semana!
24 de março de 2025
Tarot - April's mood
Se há coisa que não se explica, é aquilo em que acreditamos... Seja uma religião, uma qualquer fé ou uma energia superior, não vai nunca existir consenso, portanto, também é uma perda de tempo entrar nesse debate.
Em jeito de brincadeira, comecei a tirar uns minutos do meu dia para fazer a previsão da energia para o mês seguinte e, se já tivesse diferentes registos destes momentos, ia ser giro perceber que não andam assim tão longe da verdade.
No próximo mês, a energia será "New Love", de pernas para o ar (claro!), o obstáculo será "Support", também de pernas para o ar, e a acção para concretizar tudo, "Music", mas também às avessas. O guia para chegar a bom porto é "Truth and Integrity".
Alguns detalhes, que vou deixar abaixo, podem ser encontrados em https://www.ifate.com/angel-cards.
New Love - reverse
When the "New Love" angel card appears in a reversed position, it indicates an emotional block of some kind. Something may be preventing the growth of romantic feelings, or something may be limiting your ability to trust or feel affection in some way.
Support - reverse
When the "Aid & Support" angel card appears in a reversed position, it may indicate that you feel unsupported or alone somehow in your current situation. The expected support of friends, family or co-workers may not be materializing as you had hoped it would.
Music - reverse
The simplest way to understand the "Music" angel card reversed is that it indicates a creative block of some kind. Something is preventing your inner muse from expressing itself creatively.
Truth and Integrity
The "Truth" angel card points to two kinds of truth: Truth and honesty in all communications and dealings — but also truth and honesty to oneself and to ones core values.
21 de março de 2025
Depressão Martinho
14 de março de 2025
Ponto de ordem à mesa
Olá, pessoas giras!
12 de março de 2025
Pós dia da mulher
Olá, pessoas giras!
Em jeito de celebração do dia da mulher (e sim, nós ainda vamos precisar de muitos dias da mulher para que esta sociedade que vive em mentalidade de patriarcado mude), as crianças fizeram na escolinha uma flor para oferecerem às mulheres da sua vida.
A mim calhou-me a flor da esquerda (na foto abaixo), que a minha Princesa exibiu em todo o lado com muito orgulho. Quando questionada se apenas existia uma mulher na vida dela, começou o dilema e a aflorou a certeza que deveria ter feito mais do que uma obra de arte.
Cá em casa, a melhor coisa que eu podia ter inventado é ter na sala uma mesa pequena (aquelas Lack da IKEA que servem para tudo e não servem para nada) como a nossa mesa de atividades. Portanto, demos asas à badalhoquice (sim, impossível fazer trabalho manuais com uma criança sem acabar com 50 mil papeis coloridos cortados em pedacinhos minúsculos, cola branca em todas as peças de roupa e material de desenho distribuído por todo o chão) e resolvemos fazer mais duas flores.
Inicialmente, era uma flor para a tia e outra para a avó mas o plano rapidamente mudou e era uma flor para mi e outra para ela para fazerem companhia à flor que tinha vindo da escolinha.
10 de março de 2025
HLA ao poder!
Olá, pessoas giras!
A semana passada foi espetacular... Só que não!
No sábado de Carnaval, armei-me em borboleta-fada madrinha e andei de varinha na mão a fazer magia, enquanto rapava um frio do caracinhas porque ainda ninguém se lembrou que o nosso Carnaval devia ser feriado oficial e celebrado no Verão.
Nesse dia, se eu fosse uma pessoa capaz e tive ouvido o meu corpo, tinha percebido que algo não estava bem. Só que a vida não funciona assim, tinha a Princesa comigo, pedi ajuda só para tomar banho (não me apetecia ter uma travadinha e ser apanhada do chão por uma criança de 4 anos) e vida que segue.
Na quarta-feira, acordei estranha mas focada. Levei a criança à escolinha, trabalhei como se o mundo fosse acabar no dia seguinte (tal como tinha feito no dia antes) e combinei sair para almoçar. Uma parte de mim grita a plenos pulmões: "BIG MISTAKE!", outra parte retorce-se e pensa que seria muito pior ter fritado da pipoca sozinha em casa. Depois de almoço, tive que pedir ajuda para chegar a casa (da mana que era a mais próxima) e quase que fui levada a braços para casa dos papás (ainda ponderei a minha mas subir as escadas até ao segundo andar não pareceu uma atividade divertida naquela altura).
Por unanimidade, a família decidiu que uma sesta para descansar era tudo o que eu precisava... Só que não! Para que saibam, ligar para a saúde 24 foi a cena mais parva que inventaram, até porque eles seguem os manuais (após os 10 séculos em que o telefone toca sem ninguém atender) e reencaminham-nos como lhes faz mais sentido. Portanto, nesse dia, lá fui eu passear ao Hospital do Litoral Alentejano (com nauseas, fraqueza, mal estar generalizado e dores de cabeça).
Não foi um fim de dia simpático, entre ECG e análises de sangue, e todo o tempo de espera que isso implica, para me darem analgésicos e me mandarem para casa fazer a medicação pré-existente, sem qualquer ajuste, cheguei exausta (mas ao menos não tinha dores e podia dedicar-me ao descanso).
Infelizmente, quando o dia seguinte amanheceu eu já tinha dores de cabeça e liguei o PC apenas para preencher uma auto declaração de doença. Tentei todo o dia resistir às dores de cabeça, sem que os meus analgésicos normais fizessem efeito. Tentei dormir, sem que as dores deixassem. Percebi que tinha a tensão alta e tomei a medicação de SOS, sem qualquer efeito. E, depois de três horas com a tensão a 190-110 (eu não sabia que a minha mãe andava a fazer censura), lá dei por mim a ligar novamente à saúde 24, para ser novamente encaminhada para as urgências do HLA.
Desta vez, tive direito a um upgrade e a pulseira verde deu lugar a uma amarela. Novo ECG, novas análise, zero vontade de estar ali e zero drogas para me anestesiar (palhaços! chulos!). Quando o resultado da análise chegou, perceberam que faltava a mais importante porque uma das amostras de sangue tinha coagulado, e toca de repetir e esperar novamente. Deviam ser umas 23h30 quando o médico me chama e informa que vamos ter que repetir as análises, porque o valor do marcador cardíaco (troponina) tinha vindo alterado e era preciso verificar a evolução do mesmo, passadas duas horas da primeira recolha. À meia noite, lá fui eu fazer a recolha, já no desespero de saber que tinha que esperar mais duas horas pelo resultado. Passaram as 2h, 2h15m, 2h30m...
"Olhe, o Dr. diz que quer repetir as análises."
"Mas já repetiu, será que não há nenhum engano!?"
Entretanto, o médico lá me chamou para me comunicar que íamos ter que repetir as análises, porque os valores continuam alterados e elevados, que o risco de ataque cardíaco era grande e que o melhor para mim era passar lá a noite em observação. Yuppie, yeah... Só que não!
A cada duas horas picavam-me num sítio diferente, para tirar sangue e evitar o uso do catéter para não haver contaminação pela medicação, mas ao menos deram-me uma maca e não tive que fazer sala naquelas cadeiras horrorosas e desconfortáveis. Lá me explicaram que qualquer valor acima de 100 exigia despiste de insuficiência cardíaca e eu andava nos 450. E de manhã, após uma TAC à cabeça e outra ao toráx, lá decidiram que o melhor a fazer era reforçar a medicação para a tensão, porque sem tiróide e com tensão alta as hormonas estavam certamente a fazer uma festa brutal, e receitar-me 50 mil analgésicos eficientes para manter as dores todas controladas.
Às 15h de uma sexta-feira, já não pensava e só me queria vir embora para ter uma noite de descanso na minha própria cama. Talvez por isso, a mancha / cena / alteração no pulmão esquerdo (indicada como possível inflamação), que só vi no relatório já em casa, pareceu o menor dos meus problemas.
Neste momento, devo ter umas 10 consultas marcadas de seguimento a tudo e mais um par de botas, 10 kgs de medicação para manter tudo dentro do corpo operacional e o Tico e Teco à luta sem saberem bem que raio de volta a vida deu (mas não lhes falta vontade de viver).
4 de março de 2025
Perdi-me de mim
Cruzo-me com uma dúzia de pessoas, que até podem ver-me e falar-me mas não sabem quem sou.
18 de fevereiro de 2025
Passatempos
16 de fevereiro de 2025
12 de fevereiro de 2025
Um pequeno T3
Olá, pessoas giras!!
No passado fim-de-semana, iniciou-se por aqui uma nova etapa na vida: é oficial, duas miúdas giras partilham um novo apartamento.
A felicidade anda no ar, o bom humor e a boa disposição. Vida podes vir com tudo que agora nós estamos prontas!!
Uma nova fase de deslumbramento e paixão assolapada começou, trouxe de volta o brilho no olhar e a felicidade das pequenas coisas [se me dissessem que ia delirar por voltar a ouvir a música da máquina de lavar roupa ou estender roupa na super mini varanda, juro que não ia acreditar].
10 de fevereiro de 2025
Como (não) usar um fogão
Era uma vez uma menina que conseguiu comprar um gigante e luxuoso T3 (ou se calhar era só um apartamento miniatura e modesto mas também não importa nada), com a melhor vista de sempre e uma orientação brutal (uma mega janela voltada para a vista e para o sol).
Nesse apartamento, existe um quarto da Frozen, com todas as mariquices e foleirices necessárias para fazer uma pequena Princesa feliz. Existe na sala, um canto de brincar e uma mesa de atividades. Existe um escritório onde se trabalha demais e se colocam lembretes para tudo e mais um par de botas. E, na sala, uma televisão com Youtube, Netflix e Spotify.
Certo dia, a menina decidiu fazer o jantar...
[Quem disse que voltar a ser responsável pelas próprias refeições, depois de mais de um ano sem usar um fogão sem supervisão, estava muito enganado.]
Ao tentar acender o bico do fogão, a menina percebeu que não existia um isqueiro embutido nem nada do género (Como assim!? Não é suposto os fogões ligarem sozinhos!?). De seguida, percebeu que não havia nenhum som no fogão, ou seja, não havia saída de gás. E lá se iniciou a aventura. Primeiro, foi necessário descobrir a torneira de segurança do gás e abrir a mesma para desbloquear o assunto. Depois... Sabes que bateste no fundo do poço quando abres a água quente, para accionar o esquentador e sacas de um palito para queimar e levar a chama até ao fogão 😆
15 de janeiro de 2025
Energizar
8 de janeiro de 2025
Eu... Aos olhos do ChatGPT
Olá, pessoas giras!
A minha empresa atual tem uma fixação qualquer que eu não consigo explicar com o ChatGPT e as ajudas que o mesmo nos pode proporcionar. Eu não sou propriamente fã (porque acho que o meu cérebro funciona bem e requer uso, em vez de atalhos) mas resolvi dar a esta ferramenta uma oportunidade.
Abri o ChatGPT e pedi-lhe que me falasse sobre a autora deste blog... Tendenciosa me confesso, portanto, vou partilhar aqui o feedback.
"A autora do blog Maluqueiras Onde Calhar é uma pessoa que prefere manter um certo grau de anonimato. No entanto, ela se revela através dos seus textos, que combinam um tom pessoal, irreverente e por vezes introspectivo. No blog, ela escreve de forma descomplicada e muitas vezes humorada, abordando uma ampla gama de temas, como reflexões sobre a vida, experiências cotidianas, cultura pop, e até temas mais profundos ou filosóficos. O nome do blog já sugere essa característica de falar sobre "onde calha", ou seja, sobre tudo o que surge sem grandes formalidades ou preocupações.
Embora não haja muitas informações públicas sobre quem ela é fora do seu espaço online, o que se sabe é que ela se dedica a criar uma conexão genuína com seus leitores. A autora tem um estilo de escrita bastante acessível, que é uma das razões pela qual muitas pessoas se sentem atraídas para o seu blog, criando uma espécie de comunidade em torno dos temas que ela propõe.
A sua voz no blog é autêntica, com uma mistura de sarcasmo e sensibilidade, o que permite que ela se destaque entre outros blogs mais formais ou especializados. Em alguns posts, ela faz uma crítica às convenções sociais, enquanto em outros compartilha experiências mais pessoais, como lutas emocionais ou a busca por sentido no cotidiano.
Se você gosta de blogs pessoais que falam de forma honesta sobre a vida, o blog da autora pode ser uma boa escolha. Ela consegue transmitir sentimentos reais de forma simples e direta, e é justamente essa autenticidade que torna o seu trabalho interessante para quem acompanha.
Se tiver mais curiosidade sobre algo específico sobre a autora ou o conteúdo do blog, posso tentar ajudar mais!"
Impossível não esboçar um sorriso ao ler isto: "tom pessoal, irreverente e por vezes introspectivo", "a sua voz no blog é autêntica, com uma mistura de sarcasmo e sensibilidade", "crítica às convenções sociais" e "lutas emocionais ou a busca por sentido no cotidiano". Nem eu faria uma síntese tão certeira.
Muitos parabéns, ChatGPT!
7 de janeiro de 2025
(Outro) Brinquedo Novo
Foi no final do ano que entraste na minha vida, quase como prenda de Natal antecipada, e (embora te tenha escolhido) não sei bem como aconteceu. Estiveste ali à espera, no teu canto, sem deixares que eu me esquecesse que existias mas sem te impores. Eu senti, e ainda sinto, que não estava pronta para ti, que estava demasiado a acontecer na minha vida para te deixar entrar, mas sempre fui adepta de correr o risco e, no início do ano, assumi-te em pleno (ainda nem sei como fui capaz!). Preparada ou não, fiz o corte e limpei o que estava para trás (ou tentei com mais afinco do que seria esperado de mim). Vamos ver o que o futuro nos reserva.