20 de março de 2026

"There is a lot on my mind"

Olá, pessoas giras!

Sem que eu saiba bem como, voltei a ver o "Love is blind". Um daqueles programas televisivos de realidade, em que as pessoas se conhecem e se apaixonam sem nunca se verem e depois... A vida real cai-lhes em cima.

A fórmula é simples e básica, não dá que pensar... Mas, tal como em quase tudo, aquela montanha russa, em que todos começam super resolvidos e super apaixonados e, no fim, estão todos mais ou menos sem saber para que lado se virar, pode ressoar com os nossos medos menos bem resolvidos e não há como desligar.

Eu queria muito ser uma pessoa capaz que sente zero necessidade de ter alguém do lado mas, ainda que não tenha sido da melhor forma, habituei-me, ao longo dos anos, a ter com quem partilhar a vida e estou a ter uma dificuldade gigante em contrariar isso.

Não estou a dizer que naveguei de um namorado para o outro (até porque mais de metade das minhas relações foram vividas às escondidas), só que sempre houve alguém na minha vida. As amigas da tuna, as colegas de casa, as companhias de maluqueira, uma amizade mais próxima, um colega de trabalho mais disponível, um grupo pronto para ouvir desabafos... E, aqui e agora, as minhas relações parecem todas mais frias e distantes. Portanto, sinto que os desabafos e as verbalizações me fazem falta.

O sentimento de pertença sempre foi algo muito difícil de alcançar, para mim. Sempre andei meio perdida por me sentir diferente (valores diferentes, conceito de justiça brutalmente enraizado, auto estima inexistente) e a rede de suporte que deveria ter tornou-se sempre demasiado fina.

Problema: Eu não quero ter que me "diminuir" para caber, não quero ter que fingir ser quem não sou, não quero ter que usar uma máscara e, muito menos, quero depender de alguém para me moldar nesse sentido.

E tudo isto veio com a mudança de vida... Não foi só a maternidade, não foi só a mudança para a vila, não foi só o divórcio. Foi um "quero muito encontrar uma tangerina aqui na terra dos alhos chochos e não me contento com menos que isso". O que me choca e me irrita porque é, simultaneamente, uma constatação dura (Sou uma fortalhaça e não preciso de ninguém, então porque continuo à procura!?) e também uma tarefa quase impossível (As tangerinas têm zero paciência para lidar com alhos, como é que vão frequentar os mesmos espaços que eu!?).

Não se preocupem, podia ter-me dado para pior. Estou naquela fase da vida em que assumo uma relação de dependência, com a minha Princesa. e tento perceber se preciso mesmo de mais do que isso.

Boa semana!

5 de março de 2026

Atualização de 2026

Olá, pessoas giras!!

Já faz um tempo que não passo por aqui, tenho andado "entalada" com essa coisa linda e maravilhosa que se apelida de vida e, como a minha só tem um modo ativo, não tenho parado. Portanto, hoje é dia de atualizações.

A vida profissional levou um reforço de confiança, tenho andado numa tentativa louca de manter o foco e só me recompensar quando efetivamente registo progresso. Entretanto, a minha empresa ficou louca com a possibilidade de ter dois bilhetes para o Web Summit a preços mega low cost e, sorte ou azar, este ano estarei por lá (sem pedinchar e sem implorar, nem sei se estava preparada para isto).

A saúde, essa magana, anda sempre a trocar-me as voltas e tive que abraçar o segundo tratamento para a minha bactéria fofinha do estômago. Só que esta aventura já não foi tão simpática como a anterior... 10 dias de antibiótico, racionado em 3 comprimidos 4 vezes ao dia, com restrições alimentares (Como é que se vive sem café!? E sem chocolate!? E, pasmem-se, estou ansiosa por voltar a beber um galão quentinho!) e todos os efeitos secundários possíveis de imaginar: náuseas, vómitos, dores de cabeça (e sem a garantia que os meus auxiliares de não-vamos-matar-ninguém-hoje e vamos-lá-desligar-para-a-vida estão a ser absorvidos devidamente). Felizmente, a saga chegou ao fim e, amanhã, vou fazer uma festa de productos lácteos (que eu tenho saudades gigantes de uma pizza com queijo - e eu nem gosto de queijo!).

Entretanto, dei um jeito estranho nas costas e pareço uma velhinha entrevada, com o requinte de malvadez que sou uma velhinha entrevada, muito senhora de si e das suas dores, que vai todos os dias a casa dos pais só para que a mamã lhe coloque creme nas costas (pior que isto, nesta fase da vida, não deve dar).

O meu miminho de 12000 peças de Outubro já está assim 😍


Dos jogos do meu telemóvel já só resta um, tudo o resto foi desinstalado. [E era agora que se ouviam os foguetes e os aplausos e os gritos de alegria.] Se há algo que eu sempre tive a certeza é que tudo na vida são escolhas, e nem sempre fazemos as escolhas erradas por desconhecimento de causa. Eu, pessoa crescida, maior de idade e com as vacinas em dia, tenho uma tendência gigante para saber que o caminho não por ali e seguir na mesma, mas é algo consciente, é uma escolha madura de quem sabe que vai arcar com as consequências.

A vida de Sra. Bombeira não é para mim! E esta é uma daquelas conclusões dolorosas (e das difíceis de assumir em pleno). No dia em que recebi a nota da formação de urbanos, e tendo em conta que sou de matemática, aquele 12.40 soube a reprovação e veio carregado de frustração com a qual (ainda) não sei lidar, significa que na parte prática eles me deram o 10 só porque não queriam chumbar ninguém. Isto em cima de uns dias de interações estúpidas e sem sentido, só podia ter uma reacção: asneira! Eu acredito em mim e acredito no meu valor e acredito que um bombeiro não tem que ser excelente em todas as vertentes (muito menos, ser um bombeiro teórico e na prática não conseguir acompanhar), como eu não sei ser medíocre ou suficiente e entregar serviço deste nível corrói-me. Mas decidi que não quero abdicar da formação (nem da bóina) e vou fazer um esforço, agora maior, de chegar ao fim. Sim, estou louca, mas no meio daquela gente toda, nem se nota 😜

Em termos de atualizações, só falta mencionar que existe um plano "cuidar mais do meu eu" a desenrolar-se (em simultâneo, com o plano igual a este que decorre no Cadaval), que é de rir e chorar por mais. É uma iniciativa diferenciada que inclui desde roupa nova, a planos de treino e objetivos de viagem, com a nuance espetacular de incluir bilhetes para um concerto, em 2027, que já se encontra esgotado, e promete resultados promissores ao recordar que as pessoas não estão ao virar da esquina, estão dentro de nós.

Bom fim de semana!