28 de março de 2025

Fim de Março

 Olá, pessoas giras!

Mais uma semana que termina, e mais um quilo de asneiras que me apetece dizer (como alguém disse, esta nem pareço eu), mas há coisas difíceis de processar.

A agenda de hoje (em modo "eu tenho dois amores, que em nada são iguais, mas não tenho a certeza de qual eu gosto mais") passa pela escolinha da minha Princesa e pelo meus ambiente laboral.

A escolinha da minha Princesa é uma IPSS - Instituição Particular de Solidariedade Social, portanto, tem uma estreita ligação com a Segurança Social, o que implica uma comunicação frequente e algumas exigências em termos de processo.

Eu, mãe quarentona chata e, supostamente, privilegiada (visto que pago creche e no escalão máximo), venho de uma geração que aprendeu a defender os seus interesses e a ter opinião, mesmo quando isso não se alinha com as escolhas de vida da geração anterior. Ou seja, os meus pais nunca me ensinaram dicas de sustentabilidade, nunca me falaram sobre reciclagem e coisas desse género e nunca, mas mesmo nunca, defenderam que a falar é que a gente se entende.

Eu escolhi ser diferente e quero educar a minha fila de forma diferente. Portanto, para mim, é ridículo que me peçam para imprimir 12 documentos distintos (papel, papel e papel, e 50 mil árvores a serem abatidas), sendo que 10 deles já foram entregues nos dois anos anteriores, porque a versão digital dos mesmos não é aceite. "E porquê?" Porque a Segurança Social não permite.

Em cima disto, temos o tema de nem todos os pais terem acesso livre à internet nem aos equipamentos apropriados. Portanto, eu posso pagar mais mensalidade do que esses pais, mas não posso ter os processos adaptados. Eu posso ter as comunicações relevantes a serem impressas em papel e colocadas no dossier de cada turma, mas não posso receber um email (na loucura, também não pode ser tudo comunicado via Whatsapp porque ainda pode haver alguém que não vê a informação).

Na segunda-feira à noite, houve reunião de assembleia com a direcção da creche e dei por mim (felizmente não era a única que assim não parece tão mal) a debater o sexo dos anjos: "Meus amigos, temos a mulherada toda desta casa a trabalhar infeliz, com zero vontade nos ajudar, o que é que podemos fazer de forma diferente!?".

Nessa noite (achei eu), o meu pico de loucura foi atingido. Os meus nervos estavam ao rubro (mesmo depois de dois chás de camomila), o meu riso nervosa atraiçoava-me a cada frase e, se eu pudesse, tinha mudado a forma toda de funcionar daquela casa ali mesmo.

Feliz ou infelizmente, eu percebo zero sobre futurologia e, no dia seguinte, a saga repetiu-se (só mudou a casa). Dia de avaliações de fim de ano na empresa e um incrível banho de realidade.

Na empresa em que trabalho agora, trabalho completo ou incompleto tem valor igual, entregas acima da média ou entregas a cumprir os mínimos olímpicos valem igual, ter 12 anos de experiência ou ter 4 tem valor igual... E a culpa é de quem!? É cultural! Porque se nós não fossemos tugas e partilhássemos estas informações todas e mais algumas, a empresa continuava a tomar-nos por parvos sem qualquer dilema.

E como, qualquer uma destas sagas está longe de terminar, eu fico-me por aqui. Vou apanhar sol, sentar-me a ler um livrinho, relaxar e exorcizar veneno, porque o stress faz mesmo mal à pele (e à tensão e ao coração).

Bom fim de semana!

24 de março de 2025

Tarot - April's mood

 


Se há coisa que não se explica, é aquilo em que acreditamos... Seja uma religião, uma qualquer fé ou uma energia superior, não vai nunca existir consenso, portanto, também é uma perda de tempo entrar nesse debate.

Em jeito de brincadeira, comecei a tirar uns minutos do meu dia para fazer a previsão da energia para o mês seguinte e, se já tivesse diferentes registos destes momentos, ia ser giro perceber que não andam assim tão longe da verdade.

No próximo mês, a energia será "New Love", de pernas para o ar (claro!), o obstáculo será "Support", também de pernas para o ar, e a acção para concretizar tudo, "Music", mas também às avessas. O guia para chegar a bom porto é "Truth and Integrity".

Alguns detalhes, que vou deixar abaixo, podem ser encontrados em https://www.ifate.com/angel-cards.

New Love - reverse

When the "New Love" angel card appears in a reversed position, it indicates an emotional block of some kind. Something may be preventing the growth of romantic feelings, or something may be limiting your ability to trust or feel affection in some way.

Support - reverse

When the "Aid & Support" angel card appears in a reversed position, it may indicate that you feel unsupported or alone somehow in your current situation. The expected support of friends, family or co-workers may not be materializing as you had hoped it would.

Music - reverse

The simplest way to understand the "Music" angel card reversed is that it indicates a creative block of some kind. Something is preventing your inner muse from expressing itself creatively.

Truth and Integrity

The "Truth" angel card points to two kinds of truth: Truth and honesty in all communications and dealings — but also truth and honesty to oneself and to ones core values.

21 de março de 2025

Depressão Martinho

Olá, pessoas giras!

Esta semana foi dura e longa e uma prova gigante que o caminho se faz caminhando.

A Princesa cá de casa, assim que se apanhou nos meus braços na segunda feira, deu em ficar murchinha e molinha e lá se deu início a mais uma saga de: agora tenho febre e não sossego, agora tomo medicação, agora espalho terror enquanto a medicação faz efeito, agora estou bem, agora tenho febre e não sossego... Num ciclo contínuo que durou mais do que eu gostaria, mas que até foi bastante aceitável (só duas noites mesmo mal dormidas é saldo positivo).

Simultaneamente, a vertente laboral "explodiu". Alguém se lembrou que o ano fiscal está a chegar ao fim e que metade dos "compromissos" (não podem ser objetivos porque mudam a cada dia e toda a gente faz de conta que não percebe) não estão prontos, portanto, toca que aumentar a pressão a torto e a direito, quer faça ou não sentido.

Para ajudar á festa, o meu banco é uma valente porcaria (ou será que são as pessoas que lá trabalham!?) e a amortização parcial do crédito, que tantos dilemas me causou, não avançou. E agora, ninguém sabe dizer onde ficou perdido o pedido nem quando/ou se vai avançar.

Mas sabem que mais!? Hoje é sexta-feira! Eu estou bem, a Princesa está bem, há um teto por cima das nossas cabeças para podermos dormir abrigadas e tranquilas... E o resto? Estará cá tudo amanhã exatamente no mesmo sítio (que a depressão Martinho muda muita coisa de sítio mas burocracias e afins não).

Bom fim de semana!!

14 de março de 2025

Ponto de ordem à mesa

 Olá, pessoas giras!

Os psicólogos e psiquiatras entendidos no tema da saúde mental (já ia escrever mensal, que isto de ser uma pessoa dos dados faz-nos passar o tempo a agregar informação sempre em função do fecho do mês) dizem que uma das melhores coisas que podemos fazer por nós é registar por escrito os nossos pensamentos, as nossas angústias e/ou as nossas conquistas.

Eu nunca fui o tipo de pessoa que liga às boas orientações (sou mesmo do tipo que só liga ao que os outros pensam e passa o tempo a tentar agradar ao mundo), mas cheguei àquela fase da vida em que, primeiro, o medo de morrer me bateu bem forte e, segundo, quero mesmo aceitar-me como sou, portanto, chegou a hora de abraçar esta coisa da escrita regular sobre dá cá aquela palha.

No ano que passou, não bati no fundo do poço, porque vivia entre a casa da minha irmã e a casa dos meus pais e nenhuma tem nada que eu possa considerar como o MEU poço, mas tomei decisões muito ruins, queria evitar parar e ter pena de mim e da situação em que me tinha metido e, talvez por isso, andava sempre "em altas", focada na ideia de viver a vida louca.

Por esse motivo: corri riscos desnecessários; aprendi da pior maneira que a vila já não é o que eu conhecia (em 20 anos fora da vila nunca me colocaram droga na bebida mas bastou sair uma noite, sem a minha irmã, para isso me acontecer aqui); fui "encontrada" por 90% dos solteiros desta terra (e, infelizmente, também por alguns casados) e esqueci-me que os "travões" são para usar (pelo menos, de vez em quando).

Este ano, a minha resolução de ano novo (já com a mudança de casa à vista) foi travar a fundo! 
[Vá lá, minha gente, não voltei a cair na asneira de decidir deixar de beber, isso seria só parvo!] Resolvi deixar de alimentar mensagens de engate, reduzi as saídas e tornei-me mais caseira (algo que é 50500 vez mais fácil quando se tem casa). Curiosamente, com os sustos que a vida me pregou, também reduzi a quantidade de álcool no sangue (ainda por cima, nos próximos meses, estou de castigo porque bebida e tensão alta não combinam).

A solidão é um cocó, especialmente quando chega com um atraso gigante face às circunstâncias da vida, mas acaba por ser uma excelente conselheira. Se eu consigo arranjar 50 mil coisas para fazer sem sentir falta de ninguém, se eu não acredito que aquilo que os fãs têm para oferecer me acrescenta valor e se não há atividades em comum para além de beber uns copos juntos à sexta-feira à noite, então, deixem-me ficar quieta que eu quero mesmo é apaixonar-me pela pessoa que vive cá em casa de modo permanente.

Bom fim de semana!!

12 de março de 2025

Pós dia da mulher

Olá, pessoas giras!

Em jeito de celebração do dia da mulher (e sim, nós ainda vamos precisar de muitos dias da mulher para que esta sociedade que vive em mentalidade de patriarcado mude), as crianças fizeram na escolinha uma flor para oferecerem às mulheres da sua vida.

A mim calhou-me a flor da esquerda (na foto abaixo), que a minha Princesa exibiu em todo o lado com muito orgulho. Quando questionada se apenas existia uma mulher na vida dela, começou o dilema e a aflorou a certeza que deveria ter feito mais do que uma obra de arte.

Cá em casa, a melhor coisa que eu podia ter inventado é ter na sala uma mesa pequena (aquelas Lack da IKEA que servem para tudo e não servem para nada) como a nossa mesa de atividades. Portanto, demos asas à badalhoquice (sim, impossível fazer trabalho manuais com uma criança sem acabar com 50 mil papeis coloridos cortados em pedacinhos minúsculos, cola branca em todas as peças de roupa e material de desenho distribuído por todo o chão) e resolvemos fazer mais duas flores.

Inicialmente, era uma flor para a tia e outra para a avó mas o plano rapidamente mudou e era uma flor para mi e outra para ela para fazerem companhia à flor que tinha vindo da escolinha.

Os copos que tinha cá em casa são meio plastificados, portanto, a pintura não lhe pegava, tivemos que recortar papelinhos e colar nas folhas. Como a minha estava toda em papel amarelo e parecia muito pálida, ainda pintámos por cima com marcadores. As colheres descartáveis para mexer o café eram de plástico e demasiado pequenas, portanto, o caule ficou em cartolina, tal como as folhas. Foi, sem dúvida, uma grande aventura.

A preocupação da Princesa era garantir que as flores tinham olhos, estava preocupada que isso ia ficar em falta e desenhado não era a mesma coisa. Talvez por isso, não dá para descrever o valor que tem aquele sorriso de contentamento quando eu tirei um saco cheio de "olhinhos" do armário (e sim, dou-me por sortuda de não ter acabado com olhos colados em todas as paredes).

Na manhã seguinte, ainda pintou um céu e uma relva numa folha e pediu ajuda para lá colar as flores (para não se perderem e ficarem juntinhas).

A mim, agora, resta-me limpar tudo, repor o material e esperar pela próxima saga de atividades artísticas a duas.

10 de março de 2025

HLA ao poder!

 Olá, pessoas giras!

A semana passada foi espetacular... Só que não!

No sábado de Carnaval, armei-me em borboleta-fada madrinha e andei de varinha na mão a fazer magia, enquanto rapava um frio do caracinhas porque ainda ninguém se lembrou que o nosso Carnaval devia ser feriado oficial e celebrado no Verão.

Talvez por isso, a semana iniciou-se a meio gás. Aquela sensação de moleza, de pseudo gripe e de inércia, mas havia um desfile de Carnaval de criancinhas a exigir uma caixa de batatas fritas e uma mãe presente. Portanto, esta caixinha de Petri a chocar sabe-se lá o quê, foi para a rua estufar ao sol e congelar à sombra a implorar a todos os santinhos (não que eu acredite neles) para não chover.

No dia seguinte, foi dia de ir até Lisboa fazer as análises de rotina, sem direito a medicação e em jejum... E não correu bem. Mas como qualquer alminha longe de ser hipocondríaca e com alergia q.b. a batas brancas, lá desvalorizei o assunto e arranjei forças não sei onde para regressar a casa (se é para trabalhar em dias ruins, que seja remotamente). 

Nesse dia, se eu fosse uma pessoa capaz e tive ouvido o meu corpo, tinha percebido que algo não estava bem. Só que a vida não funciona assim, tinha a Princesa comigo, pedi ajuda só para tomar banho (não me apetecia ter uma travadinha e ser apanhada do chão por uma criança de 4 anos) e vida que segue.

Na quarta-feira, acordei estranha mas focada. Levei a criança à escolinha, trabalhei como se o mundo fosse acabar no dia seguinte (tal como tinha feito no dia antes) e combinei sair para almoçar. Uma parte de mim grita a plenos pulmões: "BIG MISTAKE!", outra parte retorce-se e pensa que seria muito pior ter fritado da pipoca sozinha em casa. Depois de almoço, tive que pedir ajuda para chegar a casa (da mana que era a mais próxima) e quase que fui levada a braços para casa dos papás (ainda ponderei a minha mas subir as escadas até ao segundo andar não pareceu uma atividade divertida naquela altura).

Por unanimidade, a família decidiu que uma sesta para descansar era tudo o que eu precisava... Só que não! Para que saibam, ligar para a saúde 24 foi a cena mais parva que inventaram, até porque eles seguem os manuais (após os 10 séculos em que o telefone toca sem ninguém atender) e reencaminham-nos como lhes faz mais sentido. Portanto, nesse dia, lá fui eu passear ao Hospital do Litoral Alentejano (com nauseas, fraqueza, mal estar generalizado e dores de cabeça).

Não foi um fim de dia simpático, entre ECG e análises de sangue, e todo o tempo de espera que isso implica, para me darem analgésicos e me mandarem para casa fazer a medicação pré-existente, sem qualquer ajuste, cheguei exausta (mas ao menos não tinha dores e podia dedicar-me ao descanso).

Infelizmente, quando o dia seguinte amanheceu eu já tinha dores de cabeça e liguei o PC apenas para preencher uma auto declaração de doença. Tentei todo o dia resistir às dores de cabeça, sem que os meus analgésicos normais fizessem efeito. Tentei dormir, sem que as dores deixassem. Percebi que tinha a tensão alta e tomei a medicação de SOS, sem qualquer efeito. E, depois de três horas com a tensão a 190-110 (eu não sabia que a minha mãe andava a fazer censura), lá dei por mim a ligar novamente à saúde 24, para ser novamente encaminhada para as urgências do HLA.

Desta vez, tive direito a um upgrade e a pulseira verde deu lugar a uma amarela. Novo ECG, novas análise, zero vontade de estar ali e zero drogas para me anestesiar (palhaços! chulos!). Quando o resultado da análise chegou, perceberam que faltava a mais importante porque uma das amostras de sangue tinha coagulado, e toca de repetir e esperar novamente. Deviam ser umas 23h30 quando o médico me chama e informa que vamos ter que repetir as análises, porque o valor do marcador cardíaco (troponina) tinha vindo alterado e era preciso verificar a evolução do mesmo, passadas duas horas da primeira recolha. À meia noite, lá fui eu fazer a recolha, já no desespero de saber que tinha que esperar mais duas horas pelo resultado. Passaram as 2h, 2h15m, 2h30m... 

"Não se esqueceram de mim, pois não? As análises já devem estar prontas." 
"Olhe, o Dr. diz que quer repetir as análises." 
"Mas já repetiu, será que não há nenhum engano!?"

Entretanto, o médico lá me chamou para me comunicar que íamos ter que repetir as análises, porque os valores continuam alterados e elevados, que o risco de ataque cardíaco era grande e que o melhor para mim era passar lá a noite em observação. Yuppie, yeah... Só que não!

A cada duas horas picavam-me num sítio diferente, para tirar sangue e evitar o uso do catéter para não haver contaminação pela medicação, mas ao menos deram-me uma maca e não tive que fazer sala naquelas cadeiras horrorosas e desconfortáveis. Lá me explicaram que qualquer valor acima de 100 exigia despiste de insuficiência cardíaca e eu andava nos 450. E de manhã, após uma TAC à cabeça e outra ao toráx, lá decidiram que o melhor a fazer era reforçar a medicação para a tensão, porque sem tiróide e com tensão alta as hormonas estavam certamente a fazer uma festa brutal, e receitar-me 50 mil analgésicos eficientes para manter as dores todas controladas.

Às 15h de uma sexta-feira, já não pensava e só me queria vir embora para ter uma noite de descanso na minha própria cama. Talvez por isso, a mancha / cena / alteração no pulmão esquerdo (indicada como possível inflamação), que só vi no relatório já em casa, pareceu o menor dos meus problemas.

Neste momento, devo ter umas 10 consultas marcadas de seguimento a tudo e mais um par de botas, 10 kgs de medicação para manter tudo dentro do corpo operacional e o Tico e Teco à luta sem saberem bem que raio de volta a vida deu (mas não lhes falta vontade de viver).

4 de março de 2025

Perdi-me de mim

Os dias escuros, como o carvão, sucediam-se uns aos outros. 
Os meus passos pesados não ecoavam nas ruas, vazias e despidas, porque já não eram meus.
O coração, esse traidor desconfortável, batia sem ritmo certo sempre a tentar saltar pela boca.
E o corpo... Ai, o corpo! Esse malvado sem lei vivia num mundo só seu, de autênticas montanhas russas: a respirar nas subidas para perder o fôlego (e tudo mais) nas descidas.

Vagueio a pé nas ruas, que tão bem conheço, e onde continuo a passar despercebida.
Procuro não sei bem o quê, nem sei bem onde e muito menos em quem.
Cruzo-me com uma dúzia de pessoas, que até podem ver-me e falar-me mas não sabem quem sou.
De passagem, observo o meu reflexo no vidro de uma janela... 

E lá estão eles! 
Todos os anos de história que perdi, bem fincados nas minhas rugas, na minha palidez, no meu cabelo despenteado demasiado curto (pela milionésima vez) e nas minhas curvas roliças.

Perdi-me de mim.
[Mas sempre ouvi dizer que o primeiro passo para o sucesso é reconhecer o fracasso.]

18 de fevereiro de 2025

Passatempos

Olá, pessoas giras!!
A minha falta de paciência atingiu máximos históricos para os últimos meses e nem me apeteceu passar por aqui.
Oficialmente na casa nova, iniciei um processo de "autoconhecimento". [Dizem que o primeiro passo para uma relação saudável é gostarmos de nós mesmos e eu decidi voltar a conhecer a pessoa que vai estar sempre comigo.] 
Há malha e agulha para aprender crochê; há máquina de costura, linhas e panos para aprender a costurar; há mandalas e lápis para pintar; há livros começados a ler em quase todas as divisões da casa; há papel, cola, tesoura e material diverso para me dedicar aos trabalhos manuais... Só não há vontade. Hihihihi.
Até o equipamento de corrida já vive todo no mesmo espaço e continua sem sair à rua.
Curiosamente, o meu hobbie favorito agora é ser mãe. [Quem diria que isto ia ser possível!?] Um hobbie novo, que exige planeamento, disponibilidade, entrega e tem recompensas fenomenais 😉