18 de outubro de 2011

8 de outubro de 2011

Hoje é dia de agradecer…

Por vezes, sem que consigamos perceber porquê, há pessoas que entram na nossa vida e se instalam… Não pedem licença para entrar, não partilham a sua história de vida, não justificam o caminho que percorreram para ali chegar e levam-nos mesmo a questionar o que fazem ali e o que temos em comum para que, ceder-lhes esse lugar, faça sentido.

Regra geral, sinto que essas pessoas são, matematica e racionalmente falando, diametralmente opostas a mim… Já não se preocupam com aquilo que os outros pensam porque já se preocuparam demais, já sofreram demais, já conseguiram pronunciar um gigantesco (ainda que por vezes silencioso) “BASTA!” e já não querem saber de mais nada... Mas com o passar do tempo, há algumas que me mostram porque há espaço para elas na minha vida e agradeço-lhes por isso.

Quando elas chegam para conquistar um lugar, aparecem sempre de braço dado (literalmente) com alguém importante para mim e já trazem meia batalha ganha, aquela que transcende o meu direito de escolha. A outra metade ganham-na quando sabem “ser” e “estar” comigo, quando conquistam os meus sorrisos, partilham as minhas crises existenciais como sendo algo perfeitamente normal e, como se isso não fosse suficiente, evidenciam gostar da minha companhia (não acredito que disfarcem bem porque eu não teria pachorra para isso).

A partir desse momento, mesmo que seja segredo, o lugar deixa de estar vago, quer seja necessário todos os meses ou apenas uma a duas vezes por ano, porque há algo que nos une… Uma luta comum: a luta pela nossa felicidade e pela felicidade daqueles que nos rodeiam e são verdadeiramente importantes para nós.

4 de outubro de 2011

Fados



Não sei se escrevo este post porque gosto verdadeiramente desta música (Balada da Despedida do 5º Ano Jurídico 88/89) que tantas vezes me levou às lágrimas, se é porque até gosto de fados e, em especial, interpretados por este grupo de fados (Grupo de Fados da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto) ou se é porque esta rapaziada até volta hoje a actuar na "minha" capital, na Faculdade de Medicina, e "EU VOU!".

Não sei... Mas sinto que essa é a parte que menos importa :)

2 de outubro de 2011

Interrogação

Não sei se isto é amor. Procuro o teu olhar,
Se alguma dor me fere, em busca de um abrigo;
E apesar disso, crê! Nunca pensei num lar
Onde fosses feliz, e eu feliz contigo.

Por ti nunca chorei nenhum ideal desfeito.
E nunca te escrevi nenhuns versos românticos.
Nem depois de acordar te procurei no leito
Como a esposa sensual do Cântico dos cânticos.

Se é amar-te não sei. Não sei se te idealizo
A tua cor sadia, o teu sorriso terno...
Mas sinto-me sorrir de ver esse sorriso
Que me penetra bem, como este sol de Inverno.

Passo contigo a tarde e sempre sem receio
Da luz crepuscular, que enerva, que provoca.
Eu não demoro a olhar na curva do teu seio
Nem me lembrei jamais de te beijar na boca.

Eu não sei se é amor. Será talvez começo...
Eu não sei que mudança a minha alma pressente...
Amor não sei se o é, mas sei que te estremeço,
Que adoecia talvez de te saber doente.

Clepsidra – Camilo Pessanha

18 de setembro de 2011

Visitas

Quando manter a casa limpa é a coisa mais fácil do mundo; quando nos esquecemos rapidamente que tirámos três "Rá-Xs", arranjámos dois dentes com direito a anestesia e pagámos pouquíssimo (bendita Multicare); quando lavar, à mão, toda a loiça que temos em casa (literalmente) transmite uma sensação de contentamento; quando alguém se entusiasma com as nossas coisas quase tanto como nós; quando passamos uma tarde em lojas só para ter uma opinião, sobre as coisas de que gostamos, daqueles que são realmente importantes para nós e acabamos por não comprar nada... E quando todas estas coisas parecem simplesmente divinais... Significa que temos visitas, daquelas que gostamos de ter por perto, daquelas que nos conhecem bem e não esperam nada de extraordinário de nós!

Gostei muito de vos ter por cá! Obrigada por tudo, especialmente pela companhia!

14 de setembro de 2011

"Sem teoria seríamos como cegos, sem a prática seríamos como paralíticos"

Autor desconhecido (pelo menos para mim!)

11 de setembro de 2011

Aulinhas

Hoje é domingo (as coisas que eu consigo descobrir sozinha!), mas não é um domingo qualquer… É domingo de pôr a casinha em ordem, a cabeça no sítio, o coração apertadinho no congelador (que depois de duas semanas a funcionar voltou a dar sinal de avaria) e o trabalho em dia para enfrentar, de ânimo leve, esta semana de início de mestrado e ajuste de horários.

Amanhã é o dia do meu regresso às aulas, passados 5 anos!

O cansaço e a angústia motivados pela espera de respostas da entidade patronal, que me acompanharam nas últimas semanas, ainda não me abandonaram (ainda que o fim-de-semana tenha ajudado bastante nesse sentido) e continuo ansiosa a tentar perceber o que é “legal” ou “ilegal”.

Gosto do que faço, do sítio onde estou e sou feliz profissionalmente (não é tudo um mar de rosas mas vai-se levando). Sei que é uma profissão em vias de extinção (pode ser um ano, dois ou cinco mas esta coisa das novas oportunidades não vai durar eternamente) e tenho que me prevenir, “tornar-me” senhora professora é o plano B e ser incompreendida é o bónus.

Apetece-me gritar aos quatro ventos: “Não, eu não me quero ir embora! Eu não vou concorrer para dar aulas!” mas também sinto que não ia servir de nada… O ser humano é livre de pensar aquilo que quer e eu já estou na idade de me borrifar para aquilo que os outros pensam Língua de fora