11 de julho de 2011

Ajuda precisa-se!

Há já quase um mês que há um ser vivo a dividir casa comigo (depois de tanta luta pela independência). Este da foto:DSCN0035

(Lamento mas apesar de o regar com alguma frequência ainda não o baptizei!)

Não sei se irá resistir, não faço a mínima ideia como cuidar dele, não percebo quando precisa de ser podado, nem regado, nem trocado para uma terra mais fértil, nem voltado 180º para as folhinhas mudarem a sua orientação… Em suma, não percebo nada de nada sobre bonsais! Por isso, fica o apelo: AJUDA PRECISA-SE!

6 de julho de 2011

Prova de Português 2011

Quem diria que eu, passados 5 anos de acabar a bela da licenciatura em Matemática, me veria obrigada a realizar uma prova de Português...

Pois é, não sei o que me passou pela massa cinzenta, que julgo ter, para me candidatar a um Mestrado em Ensino (agora é que me deu para ser senhora professora) mas a verdade é que o fiz e, no Instituto da Educação da Universidade de Lisboa, um dos pré-requisitos é a prova de Português.

O título do texto que deveriamos interpretar e no qual se baseava o resumo que tinhamos que fazer era bastante actual: "Sem Emprego" (adaptado de uma das partes do livro No Logo de Naomi Klein) e, confesso, nos primeiros cinco minutos despertou-me instintos selvagens... Imaginei que era um gazela e o exame só podia ser o leão a correr atrás de mim :)
Tive que arranjar uma estratégia de fuga adequada e sobrevivi!

A interpretação do texto obrigou-me a ler alguns parágrafos pelo menos umas 10 vezes, com perguntas tipo "explique a diferença, segundo o texto, entre...". Mas ficou feita, com aquela sensação ruim de incerteza ("será que é isto que querem?") e de frustração ("se fosse Matemática já sabia se estava certo ou não").

O texto argumentativo de cerca de 500 palavras sobre o tema "A liberdade sem opções é uma prenda do diabo" (das duas alternativas que tinhamos pareceu-me a menos má) não passou das 350, apesar de ter princípio meio e fim.

O resumo que me pareceu sempre aquela que seria a parte mais difícil (talvez porque sempre odiei resumos e nunca me entendi com eles) ficou feito logo à primeira e em modo Speedy Gonzales, até me surpreendi a mim mesma.

Para terminar, deparei-me com um daqueles desafios que não lembram a ninguém, na parte que eu julguei que seria a mais fácil... Tinha que escolher um livro que tivesse lido, que não constasse de nenhuma biografia do meu curso, para indicar o autor, o título, o assunto e dar uma opinião sobre o mesmo MAS... Porque é que nestas alturas há sempre um "MAS"!? Tinhamos que escolher um livro sobre As condições de vida e condições de trabalho ou A "invenção" da História de Portugal na literatura. Devem achar que quando saio do trabalho ainda tenho pachorra para ler livros de elevado conteúdo intelectual...

Mal ou bem, ficou tudo feito, agora resta-me esperar, lá para dia 20 de Julho saem os resultados :p

5 de julho de 2011

"Deslarguem-me"

Acho que o blog precisa de vida, mas estou à beirinha, à beirinha de uns dias de descanso (e da loucura também) e decidi deixar os meus relatos para essa altura.

Entretanto descobri algo com que me identifiquei, em modo mais suave e sem chegar ao último item, escreveria algo do género: Quando sei que estou a precisar de férias?

16 de junho de 2011

Odeio médicos

E se, de repente, a nossa chefinha nos marca uma consuta de clínica geral e nos informa da data, isso é:

  1. Impulse?

  2. A veia maternal a falar mais alto?

  3. O resultado das análises da medicina no trabalho que chegaram com os valores ligeiramente ao lado?

  4. Todas as opções anteriores :)

10 de junho de 2011

Móvel TV Lack - IKEA

A namorar um destes, apesar de achar que a embalagem não cabe na mala do carro, porque mesmo sem ter televisão dá jeito ter onde colocar as 50500 molduras que tenho no chão da sala.
O preço é simpático e eu, a este nível, contento-me com pouco :)

6 de junho de 2011

Matosinhos

Para tudo nesta vidinha, não me canso de o dizer, existe um caminho com dois sentidos... A verdade é que o ser humano anda cada vez mais comodista e grande parte de nós não quer fazer a metade do caminho que lhe compete. Eu incluo-me nessa maioria e descobri agora que o maior erro é pensar que fazemos esse caminho sozinhos... Com a companhia dos amigos torna-se tudo mais fácil!

Este fim-de-semana "caminhei" até Matosinhos, com o Barrento e a mana :) Para testemunhar o FITAM (Festival de Tunas do IPAM - Cidade de Matosinhos) rodeada de amigos!

Na sexta-feira à noite, houve lugar para o II ETAM - Encontro de Tunas Académicas de Matosinhos no Teatro Aurora da Liberdade, que eu não testemunhei... A viagem de Lisboa a Matosinhos é longa e, depois de um longo dia de trabalho, o que apetece mesmo é um petisco à maneira e umas cervejas fresquinhas.

Depois de uma caminhada saudável, presenciei as serenatas à cidade, em frente à Casa da Juventude de Matosinhos, que ficaram à responsabilidade das tunas convidadas para o festival: Tuna Académica da Universidade Portucalense, Versus Tuna – Tuna da Universidade do Algarve, Tuna Universitária de Beja e Tuna de Tecnologias da Saúde do Porto.
Não há nada como ouvir os "meus meninos" de azul a cantarem originais novos :)
Fizemos a festa à porta da Taberna da Boémia e do Restaurante Cangalhas mas a verdade é que a malta trabalhadora desiste cedo da rambóia e a paciência também se esgota mais rápido e, no número 27 da Residencial Senhor de Matosinhos, a FOX e o AXN estiveram a bombar às três e tal da manhã :)

No sábado, houve tempo para lavar os pés em Licor Beirão e com água também, que a brisa agradável que se fazia sentir não dava hipóteses aos copos (ou será que essa era a Panamá!?), tempo para conhecer o estúdio da ESMAE, tempo para comer caracóis, tempo para beber cerveja, tempo para conversar com os amigos sobre tudo e sobre nada... Houve tempo para aquecer a alma!

O festival foi à noitinha, em pleno recinto de festas do Senhor de Matosinhos, uma aposta bem conseguida porque quem queria ver mesmo o festival e ouvir conseguia, gerou-se um ambiente simpático com a malta espalhada por todo o lado.

Vibrei com os "meus meninos" da Versus Tuna, já nem me lembrava da última vez em que me tinha divertido tanto a ver uma tuna e a fazer claque. Matei saudades da TUB com as músicas do meu tempo (quando passava quase tanto tempo em Beja como nos outros festivais todos do país), como a Serenata Velha. Espreitei a TS para me encantar com a Rosa à Janela. Mas perdi por completo a Portucalense... A rapaziada algarvia lembrou-se de experimentar a temperatura da água de um laguinho que havia por ali e eu optei por assistir a esse espectáculo na primeira fila. Para encerrar o festival, subiu a palco a TAIPAM para mentir ao nosso coração e nos mostrar a Vaidade de Ser do Porto, um final em grande!

A festa deveria ser no Pegadas Bar mas nós rumámos à Taberna, para um fim de noite mais descontraído... Ainda se ouviram/cantaram/tocaram umas musiquitas mas, para o grupinho da minha malta, o toque de recolher também tocou cedo e o fim-de-semana de rambóia ficou por aí.

Não há palavras para agradecer a recepção de pandeiretas solistas, ou cavalheiros apanhados desprevenidos porque "ela traja de azul!?", de amigos que nunca tinha visto sóbrios tanto tempo, de sorrisos rasgados... Rapaziada da TAIPAM, em especial ao incansável Magister: Obrigada por tudo!

Foi também o fim-de-semana da despedida da Carolina, como ouvi dizer este fim-de-semana, uma das fundadoras do conhecido blog no mundo das tunas, que decidiu rumar a um código postal bem diferente para fazer companhia ao marido. Vai correr tudo bem! Eu fico por cá, a cantar ao som dos Heróis do Rock, "sou metade sem ti!" :)

Neste fim-de-semana, tal como em tantos outros, disse "foi a última vez", "estou velha e cansada", "já não tenho pedalada para isto", em jeito de acusação ao corpinho que já não recupera como há 10 anos trás mas, sempre que surge mais uma data, mais um local de reencontro de amigos para marcar na agenda, a resposta é a mesma: "era de valor ir até lá".

28 de maio de 2011

Camélias - Raul Ferrão



Camélias são flores ideais
Adorno dos passos reais
Só dela se quis rodear, a morta de amores
Que viveu para amar

E foi com certeza por vê-las
Ardendo em rubor tão singelas
Que Deus justo e bom perdoou
No último alento a quem tanto as amou

Refrão:
Camélias, tão rubras, tão vermelhas
São chamas de cetim
Camélias, são bocas que em centelhas
Dão beijos de carmim
Formosas, triunfam do ciúme
De qualquer outra flor
Com as Rosas, embora sem perfume
Competem no fulgor
Vaidosa a Camélia gentil,
Na sua altivez senhoril
Reflecte a grandeza, o esplendor
Que Sintra coquete impõe ao seu redor

Camélias sanguíneas tão belas
Orgulho de nobres lapelas
São chagas de cristo a vibrar
Que só ficam bem no frontal de um altar.

24 de maio de 2011

Coração

O senhor doutor confirmou - EU TENHO CORAÇÃO!! - e diz que está tudo OK. Estou apta para continuar a dar ao litro, posso é ter sintomas de tontura (por causa da tensão baixa) mas tonta já eu sou por natureza, estou mesmo livre de perigo :)