6 de fevereiro de 2011

Minha casinha - Xutos e Pontapés



As saudades que eu já tinha
Da minha alegre casinha
Tão modesta quanto eu...

5 de fevereiro de 2011

Sair da rotina

"Se acha que tem uma vida monótona ou que o seu dia já perdeu o interesse, vá ao cinema no Dolce Vita Tejo e estacione na zona amarela!"
e
"Não se preocupe em sair com as chaves, vocês vai ficar plantado à porta de qualquer forma!"

Estes bem que podiam ser os lemas publicitários para a minha noite de ontem...

O Dolce Vita Tejo é, por si só, um local complicado para se encontrar o carro, no estacionamento, por tentativas, visto que é uma superfície comercial gigantesca e tem, não um mas dois (aprendi ontem), estacionamentos gigantescos também. Se conjugarmos isso com o facto de, quando se sai da sessão de cinema da meia-noite, os acessos estarem condicionados... Temos alguns momentos hilariantes pela frente.

Felizmente, as grades, a rua de sentido proibido onde se encontram os senhores polícias, as portas automáticas que não abrem e as escadas de emergência por onde ninguém deve andar não me impediram de encontrar o meu menino e consegui voltar para casa ao volante :)

Achava eu que nada mais me podia acontecer mas a Lei de Murphy nestas alturas parece sempre fazer sentido: "Se algo errado tiver que acontecer acontecerá!".

Chego a casa, meto a chave na fechadura e... "Fonix!" Não entra, não roda, não nada! Alguém se lembrou de deixar a chave na porta e, às 3h da manhã, lá estava eu a tocar à campainha, ah e tal, "como estava sozinha!"... !? Dividir casa tem destas coisas nada lindas nem maravilhosas!

4 de fevereiro de 2011

Está quase!

Há apenas uma coisa de que eu gosto mais do que sextas-feiras... São os fins-de-semana!!

3 de fevereiro de 2011

Lisboa Wellness Center

Ontem, após uma ausência excessivamente prolongada (uma semana é muito), fui matar saudades do meu ginásio e lembrei-me que ainda não tinha escrito aqui nada sobre ele.

Já vai fazer dois anos que me rendi, aos "dois homens da minha vida", e me inscrevi no ginásio deles... Agora, já nenhum sabe o que é um ginásio e eu continuo por lá, resistente, e adoro! Arranjei outros companheiros de jornada, o treino diminuiu de intensidade mas, nesta coisa da saúde e do exercício físico, mais vale pouco do que nada.

Verdade seja dita, andar num ginásio lisboeta em que os instrutores têm costela alentejana ou são quase nossos vizinhos lá na terrinha tem um gosto especial. Acho-os super queridos e, cada um à sua maneira, deixam-me cheia de vontade de lá voltar (às vezes só para lhes mostrar que estão enganados quando dizem que vou lá só passear, calúnias!).

Outra coisa mesmo muito boa são os chuveiros, com pressão a sério! Não me canso de dizer que amo os chuveiros do Wellness, a minha recém-nascida veia ecologista que me perdoe mas é impossível resistir-lhes e sair de lá nos primeiros minutos.

Aspecto menos bom... Não, não vou reclamar porque o ginásio está cravado no estádio da luz, já me habituei e até gosto de correr na passadeira voltada para o relvado (especialmente quando há treinos, para ver os jeitosos todos), mas bem que a mensalidade podia ser mais baixita...

24 de janeiro de 2011

Menino do Bairro Negro - Zeca Afonso

Olha o sol que vai nascendo
Anda ver o mar
Os meninos vão correndo
Ver o sol chegar

Menino sem condição
Irmão de todos os nus
Tira os olhos do chão
Vem ver a luz

Menino do mal trajar
Um novo dia lá vem
Só quem souber cantar
Vira também

Negro bairro negro
Bairro negro
Onde não há pão
Não há sossego

Menino pobre o teu lar
Queira ou não queira o papão
Há-de um dia cantar
Esta canção

Olha o sol que vai nascendo
Anda ver o mar
Os meninos vão correndo
Ver o sol chegar

Se até da gosto cantar
Se toda a terra sorri
Quem te não há-de amar
Menino a ti

Se não é fúria a razão
Se toda a gente quiser
Um dia hás-de aprender
Haja o que houver

Negro bairro negro
Bairro negro
Onde não há pão
Não há sossego

Menino pobre o teu lar
Queira ou não queira o papão
Há-de um dia cantar
Esta canção

Tenho saudades de andar uma semana inteira a cantar isto "onde não há pão não há sossego", depois de ouvir a versão da Luz & Tuna, num qualquer festival...

21 de janeiro de 2011

Acumular

Neste mundinho de Sr. Formadores ou Sr. Professores, profissionalizados ou não (depende lá do nome do cursinho ter mais vírgula ou menos vírgula), existem palavrões como "acumulação" e que eu julgava nunca vir a compreender.
Esta semana, pela primeira vez na vida, precisei de conhecer o conceito e efectuar o meu pedido: "O meu nome é Gabriela e eu quero acumular!" :)

A sensação com que me deparei deve ser mais ou menos a mesma de um miúdo que é apanhado com a mão enfiada no frasco das bolachas, a sensação de estar a fazer algo de errado... Não acredito que as pessoas não percebam o desejo de "querer juntar mais uns trocos", por isso, fica no ar uma sensação estranha.

Mas a verdade é que o meu pai disse-me um dia que são necessários dois para comprar casa... Dois empregos!? Se assim for, estou meio passo mais perto, agora a acumular o meu part-time. HIHIHIHI!

Tenho imensos sentimentos camuflados no cantinho onde me escondo do mundo, mas não faz sentido esconder que estou feliz por mais esta oportunidade, não estou a cometer nenhum crime, estou a viver, a acumular experiências e competências...

17 de janeiro de 2011

Londres - Parte 1

@HYDE PARK

Uma caminhada matinal, com esta vista, tem um sabor especial e o dia tem um brilho único...

15 de janeiro de 2011

"BURLESQUE"


A noite de ontem foi dedicada ao cinema, em horário pós-laboral (leia-se "na sessão da meia-noite"), e foi Burlesque...

Há séculos que uma ida ao cinema não me deixava assim deliciada, gosto de música, gosto de dança, gosto de romances que não atam nem desatam... ADOREI!

5 de janeiro de 2011

Autopsicografia - Fernando Pessoa

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.


Hoje, lá terei que fingir que sei beber café... Que dormi uma noite descansadinha... Que o quarto não ficou arrumado e a roupa passada porque não conseguia adormecer... Que não acordei cedo porque o sistema nervoso (AINDA) estava em alerta...
Hoje vou ser poeta!