11 de outubro de 2010

Sevilha

Desta vez, a maluqueira foi um fim-de-semana entre amigos para descobrir Sevilha, uma das principais cidades do país de nuestros hermanos, e regressei com a sensação que tenho muito mais para conhecer agora do que tinha antes de sair de cá. A ignorância tem destas coisas…

O sábado iniciou-se com um relaxante passeio de barco pelo Guadalquivir, durante o qual tivemos a possibilidade de vislumbrar as principais atracções turísticas que se situam junto do rio, como por exemplo a Torre del Oro e a Puente de Triana. E, caso não tivéssemos optado por nos sentar na ré, junto do motor, para desfrutar da vista mais agradável (na minha opinião), poderíamos ter ouvido alguns detalhes históricos dessas mesmas atracções em cinco dialectos diferentes :)

Mas o desejo, oculto ou não, era conhecer esse mundo à parte: A

Tivemos a sorte de decidir almoçar antes de entrar e, nessa altura, la lluvia (a chuva) não perdoou. Choveu intensamente para depois dar lugar a um sol agradável que nos acompanhou nessa magnífica aventura.
Ainda me lembro de pensar, quando perguntámos a hora de encerramento, “quem é que quer ficar aqui até isto fechar às nove da noite!?”… NÓS!
Entre reproduções de barcos voadores, quedas de água, voos de falcões, descidas nos rápidos e um ciclone (que gentilmente baptizámos por “bom bacalhau”) as sensações sucederam-se a uma "velocidade mais que furiosa” e isso foi muito bom. Medo, espírito de aventura, preocupação, alegria, descontracção, estupidez natural… Houve lugar para tudo, até para uns “lluviscos” inesperados na única altura em que estivemos num local coberto! Foi mesmo o desligar dos motores para absorver toda a adrenalina, sem tempo para pensar “se não me desviar vou ficar toda ensopada” ou “será que o meu estômago aguenta mais do mesmo”, que deu lugar a um cansaço brutal e o merecido descanso dos guerreiros. ADOREI e espero ter a oportunidade de lá voltar (os mais assustadores ficaram por experimentar).

No dia seguinte, optámos por visitar os pontos de interesse turístico da cidade, mas não sem antes perceber que tínhamos a saída do carro bloqueada por um outro carro e, se um dia estiveres enrascado assim em Espanha, empurra lo! Sim, os carritos desengatados e destravados têm lugar de estacionamento garantido naquelas bandas!


Começámos por fazer uma visita de médico (pasme-se quem me conhece) ao estádio do Sevilla Fútbol Club. E seguimos depois para a Plaza de España e o Parque María Luisa. Fiquei fascinada por toda esta zona, especialmente quando decidimos alugar um “coche de pedales” (um pseudo carro-bicicleta para quatro pessoas). Vivi momentos únicos de descompressão absoluta a dar ao pedal :) Não sei bem como mas até me deixaram conduzir essa raridade com um travão, só para fazer vista, e nem sequer atropelei um "tuga" (incrível como o mundo é mesmo pequeno mas acredito que há coisas que estão escritas, não há como fugir delas) pois encontrar portugueses por lá é naturalíssimo. Comemos a desejada paella, contornámos toda a zona da Catedral y Giralda, sem conseguir fugir à nossa sorte, e finalizámos o passeio na Starbucks! Lol.
Foi, sem dúvida, mais um fim-de-semana em grande!

Alguém me disse que só conhecemos os nossos amigos depois de passar férias com eles… Eu acho que há aqueles que conhecemos verdadeiramente antes disso e essa situação é apenas o culminar de toda a admiração e carinho que desenvolvemos até aí… Não acha que sim, Dra. Filipa!? :)

Muito obrigada pelo desafio/convite!

5 de outubro de 2010

Migrei...

A ideia já andava no forno há uns tempos e não sabia como colocá-la em prática... Queria mudar o meu blog para um novo domínio e fazer-lhe uma mudança radical. As cores, o aspecto, a estrutura...

Aproveitei a desculpa do Windows Live Spaces querer mudar tudo e todos para o Wordpress e mudei-me... Para aqui, para esta nova casa!

Estou em fase de arrumações, recuperações e remodelações... Não se assustem!!

19 de setembro de 2010

Música jovem – ESTA IV

Sei de cor o teu nome,
Moça bonita caída do céu.
Estrela cintilante,
Fico perdido num sorriso teu

Mas no teu olhar mais profundo
Não sabes nem imaginas
Como te quero dar o mundo
Foi por ti
Tudo mudou na minha vida
Foi assim
O meu sorriso preso em ti

Sei ler no luar dos teus olhos
Que a vida muda em cada passo que dás
Deixas solta toda a magia no ar
Em cada gesto que o silêncio traz

Dar-te um beijo só porque sim
Sobre a neblina vê-se um sol a nascer
Ter-te assim tão perto de mim
A minha vida toda sempre a perder

MS

7 de setembro de 2010

Mimos

Pessoas imaginativas…

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Imaginação...

Faculdade ou capacidade mental que permite a representação de objectos segundo as qualidades dos mesmos que são dadas à mente através dos sentidos.

Número imaginário: Sentidos:

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Tacto – pele
Olfacto – nariz
Paladar – papilas gustativas
Visão – olhos
Audição – ouvidos

Sensações…

Aquilo que move o mundo… Sensações boas ou más, agradáveis ou desagradáveis, esperadas ou inesperadas, previsíveis ou imprevisíveis…
Um toque, um cheiro, um sabor, uma imagem, um som… E as associações que fazemos a partir disso…

Eu associo sempre a:

MIMOS!!

(Nem que seja a falta deles…)

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31 de agosto de 2010

Taras e Manias

Quando
você vem com essa cara
de menina levada
para a brincadeira,

Dá-me
um arrepio na pele.
Sinto água na boca
p’ra ficar com você.

Você não tem um pingo de vergonha
e todo homem sonha
ter alguém assim,
realizando minhas fantasias,
taras e manias;
você vem p’ra mim.

Uma lady na mesa,
uma louca na cama.
Na maior safadeza,
você diz que me ama.
E na minha cabeça,
desvario e loucura,
quando você começa,
ninguém mais a segura.

E mexe, remexe,
se encosta, se enrosca,
se abre, se mostra p’ra mim,
me agarra, me morde, me arranha;
não mude que eu quero você sempre assim.

Marco Paulo

25 de agosto de 2010

O EVENTO: Feira de Agosto 2010 – Grândola

Para mim as próximas noites vão ser, mais ou menos, assim… As musiquitas são apelativas, dêem lá um saltinho e avisem para nos encontrarmos (Grândola é pequena mas nestes dias fica cheia de gente e, embora não parece, é já ali). Vai valer a pena!

Dia 25 pede caipirinha!

Katia Salvador (música brasileira) – Palco Bar (23:45h)

Dia 26 sabe a férias…

Buraca Som Sistema – Palco Principal (22:15h)

Akunamatata (covers pop/rock) – Palco Bar (23:45h)

Dia 27 sabe a férias também…

Morenitótuna (melhor nem saber até à hora) – Palco Jardim (21:30h)

Marco Paulo – Palco Principal (22:15h)

M.a.M (covers pop/rock) – Palco Bar (23:45h)

Dia 28 é para fazer o que ainda não foi feito!

Falta Um (música popular) – Palco Jardim (21:30h)

Pedro Abrunhosa & Comité Caviar – Palco Principal (22:15h)

RCA (covers rock/hard rock) – Palco Bar (23:45h)

Dia 29 posso bailar…

Jorge Nice – Palco Jardim (21:30h)

Melech Mechaya (músicas do mundo) – Palco Bar (23:45h)

Dia 30: O medo, o horror… Levanta-te, madruga, arrasta-te para Lisboa e vai trabalhar que a boa vidinha acabou!!

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P.S.: Mais informações em http://feiradeagosto.blogspot.com/.

22 de agosto de 2010

Amizade…

Há pessoas que, simplesmente, sentimos que fazem parte da nossa vida. Mesmo quando não as vemos todos os dias, quando adiamos constantemente os jantares, os cafés, os encontros… Mesmo quando não dizemos, constante e abertamente, um “gosto de ti”.

Aquelas pessoas que partilham connosco as alegrias mais banais, ao longo da vida, e presenciam as lágrimas mais sofridas (ainda que desnecessárias). Aquelas que estão sempre do nosso lado, ainda que não estejam ao alcance de um olhar, e que partilham tudo connosco, mesmo que isso aconteça através dos nossos relatos diários, semanais ou anuais.

Há alturas em que a saudade bate com mais força e sinto falta de ter todas essas pessoas perto de mim, há outras em que as tenho por perto e posso testemunhar/partilhar as suas aventuras… Fazem parte de mim e daquilo que sou e isso deixa-me feliz.

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Cristina e Marco

Cris

Muitas, muitas, muitas felicidades!!!

7 de agosto de 2010

Dramas existenciais de uma piquena a tentar ser mulher

Se um dia me dissessem: “Ainda vais dar por ti a pensar qual a cor de verniz que fica melhor com o vestido!”, eu iria rir às gargalhadas, com vontade mesmo… Antes de responder um “Sim, sim, isso tem mesmo tudo a ver comigo…”, num tom muito irónico. Feliz ou infelizmente, isso nunca aconteceu!

Hoje, pasmem-se, o dilema é mesmo esse!

Ah e tal, os amigos começam a casar e lá tenho que me disfarçar de gaja (mais que não seja porque tem que ser e, modéstia à parte, até me fica bem). De início, a escolha é sempre super fácil, a palavra de ordem é simplificar e poupar. Veste-se qualquer roupa básica preta, um verniz vermelho a contrastar para fazer o efeito “tchanam” e desde que me penteie ninguém me chateia. Mas com o tempo e a veia de mulherzinha a vir à tona (porque não é de bom tom usar sempre a mesma roupa), a coisa complica-se!

Não sei porque carga de água ou teoria absurda, decidi enfiar-me novamente (passados nove anos) num vestido vermelho. E agora!? O pânico! O horror! Como é que vou pintar as unhas!? Lol. Só de pensar dá-me uma imensa vontade de rir. Afinal os instintos femininos estão cá todos, bem reprimidos e disfarçados numa qualquer t-shirt velha e numas calças de ganga rotas ou nas belas e indispensáveis calças de fim-de-semana (leia-se “fato-de-treino”).

Bem que eu tentei explicar ao meu pai, há já alguns anos atrás, que na hora de colocar a sementinha na minha mãe ele devia ter-lhe dado um cromossoma Y em vez do X, para fazer um rapaz em vez de uma rapariga. Assim, o fato seria sempre o mesmo, com sorte mudava a gravata para dar uma cor diferente, os sapatos (que afinal nem deixam os homens assim tão confortáveis porque apertam mais do que o normal) seriam sempre os mesmos, o telemóvel e os documentos iriam espalhados pelos bolsos, fim do drama!

Blêca! Ser gaja, hoje em dia, é mesmo muito chato!