7 de setembro de 2010

Mimos

Pessoas imaginativas…

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Imaginação...

Faculdade ou capacidade mental que permite a representação de objectos segundo as qualidades dos mesmos que são dadas à mente através dos sentidos.

Número imaginário: Sentidos:

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Tacto – pele
Olfacto – nariz
Paladar – papilas gustativas
Visão – olhos
Audição – ouvidos

Sensações…

Aquilo que move o mundo… Sensações boas ou más, agradáveis ou desagradáveis, esperadas ou inesperadas, previsíveis ou imprevisíveis…
Um toque, um cheiro, um sabor, uma imagem, um som… E as associações que fazemos a partir disso…

Eu associo sempre a:

MIMOS!!

(Nem que seja a falta deles…)

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31 de agosto de 2010

Taras e Manias

Quando
você vem com essa cara
de menina levada
para a brincadeira,

Dá-me
um arrepio na pele.
Sinto água na boca
p’ra ficar com você.

Você não tem um pingo de vergonha
e todo homem sonha
ter alguém assim,
realizando minhas fantasias,
taras e manias;
você vem p’ra mim.

Uma lady na mesa,
uma louca na cama.
Na maior safadeza,
você diz que me ama.
E na minha cabeça,
desvario e loucura,
quando você começa,
ninguém mais a segura.

E mexe, remexe,
se encosta, se enrosca,
se abre, se mostra p’ra mim,
me agarra, me morde, me arranha;
não mude que eu quero você sempre assim.

Marco Paulo

25 de agosto de 2010

O EVENTO: Feira de Agosto 2010 – Grândola

Para mim as próximas noites vão ser, mais ou menos, assim… As musiquitas são apelativas, dêem lá um saltinho e avisem para nos encontrarmos (Grândola é pequena mas nestes dias fica cheia de gente e, embora não parece, é já ali). Vai valer a pena!

Dia 25 pede caipirinha!

Katia Salvador (música brasileira) – Palco Bar (23:45h)

Dia 26 sabe a férias…

Buraca Som Sistema – Palco Principal (22:15h)

Akunamatata (covers pop/rock) – Palco Bar (23:45h)

Dia 27 sabe a férias também…

Morenitótuna (melhor nem saber até à hora) – Palco Jardim (21:30h)

Marco Paulo – Palco Principal (22:15h)

M.a.M (covers pop/rock) – Palco Bar (23:45h)

Dia 28 é para fazer o que ainda não foi feito!

Falta Um (música popular) – Palco Jardim (21:30h)

Pedro Abrunhosa & Comité Caviar – Palco Principal (22:15h)

RCA (covers rock/hard rock) – Palco Bar (23:45h)

Dia 29 posso bailar…

Jorge Nice – Palco Jardim (21:30h)

Melech Mechaya (músicas do mundo) – Palco Bar (23:45h)

Dia 30: O medo, o horror… Levanta-te, madruga, arrasta-te para Lisboa e vai trabalhar que a boa vidinha acabou!!

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P.S.: Mais informações em http://feiradeagosto.blogspot.com/.

22 de agosto de 2010

Amizade…

Há pessoas que, simplesmente, sentimos que fazem parte da nossa vida. Mesmo quando não as vemos todos os dias, quando adiamos constantemente os jantares, os cafés, os encontros… Mesmo quando não dizemos, constante e abertamente, um “gosto de ti”.

Aquelas pessoas que partilham connosco as alegrias mais banais, ao longo da vida, e presenciam as lágrimas mais sofridas (ainda que desnecessárias). Aquelas que estão sempre do nosso lado, ainda que não estejam ao alcance de um olhar, e que partilham tudo connosco, mesmo que isso aconteça através dos nossos relatos diários, semanais ou anuais.

Há alturas em que a saudade bate com mais força e sinto falta de ter todas essas pessoas perto de mim, há outras em que as tenho por perto e posso testemunhar/partilhar as suas aventuras… Fazem parte de mim e daquilo que sou e isso deixa-me feliz.

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Cristina e Marco

Cris

Muitas, muitas, muitas felicidades!!!

7 de agosto de 2010

Dramas existenciais de uma piquena a tentar ser mulher

Se um dia me dissessem: “Ainda vais dar por ti a pensar qual a cor de verniz que fica melhor com o vestido!”, eu iria rir às gargalhadas, com vontade mesmo… Antes de responder um “Sim, sim, isso tem mesmo tudo a ver comigo…”, num tom muito irónico. Feliz ou infelizmente, isso nunca aconteceu!

Hoje, pasmem-se, o dilema é mesmo esse!

Ah e tal, os amigos começam a casar e lá tenho que me disfarçar de gaja (mais que não seja porque tem que ser e, modéstia à parte, até me fica bem). De início, a escolha é sempre super fácil, a palavra de ordem é simplificar e poupar. Veste-se qualquer roupa básica preta, um verniz vermelho a contrastar para fazer o efeito “tchanam” e desde que me penteie ninguém me chateia. Mas com o tempo e a veia de mulherzinha a vir à tona (porque não é de bom tom usar sempre a mesma roupa), a coisa complica-se!

Não sei porque carga de água ou teoria absurda, decidi enfiar-me novamente (passados nove anos) num vestido vermelho. E agora!? O pânico! O horror! Como é que vou pintar as unhas!? Lol. Só de pensar dá-me uma imensa vontade de rir. Afinal os instintos femininos estão cá todos, bem reprimidos e disfarçados numa qualquer t-shirt velha e numas calças de ganga rotas ou nas belas e indispensáveis calças de fim-de-semana (leia-se “fato-de-treino”).

Bem que eu tentei explicar ao meu pai, há já alguns anos atrás, que na hora de colocar a sementinha na minha mãe ele devia ter-lhe dado um cromossoma Y em vez do X, para fazer um rapaz em vez de uma rapariga. Assim, o fato seria sempre o mesmo, com sorte mudava a gravata para dar uma cor diferente, os sapatos (que afinal nem deixam os homens assim tão confortáveis porque apertam mais do que o normal) seriam sempre os mesmos, o telemóvel e os documentos iriam espalhados pelos bolsos, fim do drama!

Blêca! Ser gaja, hoje em dia, é mesmo muito chato!

20 de julho de 2010

Uma paixão bem antiga...

Eu, a minha menina das cordas baixas e algumas horas de dedicação… Vou aprender a tocar viola!!

Comecei por aqui…

Sol (Quê? Se não diz nada é maior! Lol.), Mi menor, Dó e Ré, os acordes a que eu gentilmente dei o nome de básicos porque não têm barra nenhuma e não precisam de músculo desenvolvido no dedo indicador.

Quer gostem, quer não, já dá para arranhar as cordas e arrancar qualquer coisa parecida com a música “Dunas” dos GNR (não me culpem se estiver errada, isto de pesquisar na internet tem muito que se lhe diga), a música recomendada aos iniciantes, na maior parte dos sites. Ou “Last Kiss” dos Pearl Jam, em tom de regresso a um passado que não volta mais.

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Mas uma pessoa procura mais… Quer chegar mais longe...

Adriana Calcanhoto, aqui vou eu… Os acordes nem são complicados (deve ser para compensar o ritmo rebuscado e aliciante), desde que intercalados por uns belos compassos de espera. :) Mas “porque é que tem que ser assim se o meu desejo não tem fim”!?

Decido experimentar na mesma…

“Avião sem asa”… Deixa-me só percorrer o braço da viola e chegar ali, ainda falta mais uma corda… “Fogueira sem brasa”… Agora vem um dos fáceis! “Sou eu assim sem"… Qual é o acorde agora? Ah! Aquele fácil sem ser com as cordas de baixo. “Você!”

Fixe, agora é só repetir…
“Futebol sem bola”… “Piu-Piu sem frajola”… “Sou eu assim sem”… "Você"…
“Porque é que tem que ser”… “Assim…”

Espera aí… Agora mudam os acordes… SOCORRO!!
Agora já sei para que servem os autocolantes nas violas de uma certa tuna…

Eu estou a ficar lerda (MAIS), já não consigo memorizar isto tudo mas confesso que só a aventura de passar umas horas no ”pára, arranca” entre um acorde e outro me deixa deliciada. Há imenso tempo que não investia em mim, mesma de um modo assim descontextualizado.

Gosto disto, mesmo muito!

1 de julho de 2010

Cativar…

O Google comemorou o 110º aniversário de Antoine de Saint-Exupéry, o autor da obra “O Principezinho”, e eu, invejosa, comemoro também. Porque, a par com o verbo “sonhar”, “cativar” é uma daquelas coisas que me faz muito feliz!

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“Foi então que apareceu a raposa.
– Olá, bom dia! – disse a raposa.
– Olá, bom dia! – respondeu educadamente o principezinho, que se virou para trás mas não viu ninguém.
– Estou aqui, debaixo da macieira – disse a voz.
– Quem és tu? – perguntou o principezinho – És bem bonita…
– Sou uma raposa – disse a raposa.
– Anda brincar comigo – pediu-lhe o principezinho. – Estou tão triste…
– Não posso brincar contigo – disse a raposa. – Ainda ninguém me cativou…
– Ah! Então, desculpa! – disse o principezinho.
Mas pôs-se a pensar, a pensar, e acabou por perguntar:
– “Cativar” quer dizer o quê?
– Vê-se logo que não és de cá – disse a raposa. – De que andas tu à procura?
– Ando à procura dos homens – disse o principezinho. – “Cativar” quer dizer o quê?
– Os homens têm espingardas e passam o tempo a caçar – disse a raposa. – É uma grande maçada! E também fazem criação de galinhas. Aliás, na minha opinião, é o único interesse deles. Andas à procura de galinhas?
– Não – disse o principezinho. – Ando à procura de amigos. “Cativar” quer dizer o quê?
– É uma coisa que toda a gente se esqueceu – disse a raposa. – Quer dizer “criar laços”…
– Criar laços?
– Sim, laços – disse a raposa. – Ora vê: por enquanto tu não és para mim senão um rapazinho perfeitamente igual a cem mil outros rapazinhos. E eu não preciso de ti. E tu também não precisas de mim. Por enquanto eu não sou para ti senão uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativares, passamos a precisar um do outro. Passas a ser único no mundo para mim. E eu também passo a ser única no mundo para ti…
– Parece-me que estou a perceber – disse o principezinho. – Sabes, há uma certa flor… tenho a impressão que ela me cativou…
(…)
A raposa calou-se e ficou a olhar para o principezinho durante muito tempo.
– Se fazes favor… Cativa-me! – acabou finalmente por pedir.
–Eu bem gostava – respondeu o principezinho, – mas não tenho muito tempo. Tenho amigos para descobrir e uma data de coisas para conhecer…
– Só conhecemos o que cativamos – disse a raposa. – Os homens deixaram de ter tempo para conhecer o que quer que seja. Compram as coisas já feitas aos vendedores. Mas como não há vendedores de amigos, os homens deixaram de ter amigos.

Se queres um amigo, cativa-me!

– E tenho que fazer o quê? – disse o principezinho.
– Tens de ter muita paciência. Primeiro, sentas-te longe de mim, assim, na relva. Eu olho para ti pelo canto do olho e tu não dizes nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas podes-te sentar cada dia um bocadinho mais perto…”

19 de junho de 2010

Férias…

Já terminaram…
Nunca pensei que me soubesse a pouco, mas assim foi!
Já terminaram...
Nunca pensei resistir por aqui, uma semana, mas assim foi!
Já terminaram…
Mas quando eu menos esperar, há mais :)

Esta semana de férias foi divinal…
Manhãs de praia com os pés à beira mar e o sol a dourar a pele.
Puro descanso, puro deleite…
Uma vidinha à qual eu me conseguia facilmente habituar… Vidinha boa!
Foram assim estes cinco dias a roçar o paraíso :)