20 de julho de 2010

Uma paixão bem antiga...

Eu, a minha menina das cordas baixas e algumas horas de dedicação… Vou aprender a tocar viola!!

Comecei por aqui…

Sol (Quê? Se não diz nada é maior! Lol.), Mi menor, Dó e Ré, os acordes a que eu gentilmente dei o nome de básicos porque não têm barra nenhuma e não precisam de músculo desenvolvido no dedo indicador.

Quer gostem, quer não, já dá para arranhar as cordas e arrancar qualquer coisa parecida com a música “Dunas” dos GNR (não me culpem se estiver errada, isto de pesquisar na internet tem muito que se lhe diga), a música recomendada aos iniciantes, na maior parte dos sites. Ou “Last Kiss” dos Pearl Jam, em tom de regresso a um passado que não volta mais.

Primeiras 031

Mas uma pessoa procura mais… Quer chegar mais longe...

Adriana Calcanhoto, aqui vou eu… Os acordes nem são complicados (deve ser para compensar o ritmo rebuscado e aliciante), desde que intercalados por uns belos compassos de espera. :) Mas “porque é que tem que ser assim se o meu desejo não tem fim”!?

Decido experimentar na mesma…

“Avião sem asa”… Deixa-me só percorrer o braço da viola e chegar ali, ainda falta mais uma corda… “Fogueira sem brasa”… Agora vem um dos fáceis! “Sou eu assim sem"… Qual é o acorde agora? Ah! Aquele fácil sem ser com as cordas de baixo. “Você!”

Fixe, agora é só repetir…
“Futebol sem bola”… “Piu-Piu sem frajola”… “Sou eu assim sem”… "Você"…
“Porque é que tem que ser”… “Assim…”

Espera aí… Agora mudam os acordes… SOCORRO!!
Agora já sei para que servem os autocolantes nas violas de uma certa tuna…

Eu estou a ficar lerda (MAIS), já não consigo memorizar isto tudo mas confesso que só a aventura de passar umas horas no ”pára, arranca” entre um acorde e outro me deixa deliciada. Há imenso tempo que não investia em mim, mesma de um modo assim descontextualizado.

Gosto disto, mesmo muito!

1 de julho de 2010

Cativar…

O Google comemorou o 110º aniversário de Antoine de Saint-Exupéry, o autor da obra “O Principezinho”, e eu, invejosa, comemoro também. Porque, a par com o verbo “sonhar”, “cativar” é uma daquelas coisas que me faz muito feliz!

110anivStExupery

“Foi então que apareceu a raposa.
– Olá, bom dia! – disse a raposa.
– Olá, bom dia! – respondeu educadamente o principezinho, que se virou para trás mas não viu ninguém.
– Estou aqui, debaixo da macieira – disse a voz.
– Quem és tu? – perguntou o principezinho – És bem bonita…
– Sou uma raposa – disse a raposa.
– Anda brincar comigo – pediu-lhe o principezinho. – Estou tão triste…
– Não posso brincar contigo – disse a raposa. – Ainda ninguém me cativou…
– Ah! Então, desculpa! – disse o principezinho.
Mas pôs-se a pensar, a pensar, e acabou por perguntar:
– “Cativar” quer dizer o quê?
– Vê-se logo que não és de cá – disse a raposa. – De que andas tu à procura?
– Ando à procura dos homens – disse o principezinho. – “Cativar” quer dizer o quê?
– Os homens têm espingardas e passam o tempo a caçar – disse a raposa. – É uma grande maçada! E também fazem criação de galinhas. Aliás, na minha opinião, é o único interesse deles. Andas à procura de galinhas?
– Não – disse o principezinho. – Ando à procura de amigos. “Cativar” quer dizer o quê?
– É uma coisa que toda a gente se esqueceu – disse a raposa. – Quer dizer “criar laços”…
– Criar laços?
– Sim, laços – disse a raposa. – Ora vê: por enquanto tu não és para mim senão um rapazinho perfeitamente igual a cem mil outros rapazinhos. E eu não preciso de ti. E tu também não precisas de mim. Por enquanto eu não sou para ti senão uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativares, passamos a precisar um do outro. Passas a ser único no mundo para mim. E eu também passo a ser única no mundo para ti…
– Parece-me que estou a perceber – disse o principezinho. – Sabes, há uma certa flor… tenho a impressão que ela me cativou…
(…)
A raposa calou-se e ficou a olhar para o principezinho durante muito tempo.
– Se fazes favor… Cativa-me! – acabou finalmente por pedir.
–Eu bem gostava – respondeu o principezinho, – mas não tenho muito tempo. Tenho amigos para descobrir e uma data de coisas para conhecer…
– Só conhecemos o que cativamos – disse a raposa. – Os homens deixaram de ter tempo para conhecer o que quer que seja. Compram as coisas já feitas aos vendedores. Mas como não há vendedores de amigos, os homens deixaram de ter amigos.

Se queres um amigo, cativa-me!

– E tenho que fazer o quê? – disse o principezinho.
– Tens de ter muita paciência. Primeiro, sentas-te longe de mim, assim, na relva. Eu olho para ti pelo canto do olho e tu não dizes nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas podes-te sentar cada dia um bocadinho mais perto…”

19 de junho de 2010

Férias…

Já terminaram…
Nunca pensei que me soubesse a pouco, mas assim foi!
Já terminaram...
Nunca pensei resistir por aqui, uma semana, mas assim foi!
Já terminaram…
Mas quando eu menos esperar, há mais :)

Esta semana de férias foi divinal…
Manhãs de praia com os pés à beira mar e o sol a dourar a pele.
Puro descanso, puro deleite…
Uma vidinha à qual eu me conseguia facilmente habituar… Vidinha boa!
Foram assim estes cinco dias a roçar o paraíso :)

2 de junho de 2010

Fazer o que ainda não foi feito

Sei que me vês
Quando os teus olhos me ignoram
Quando por dentro eu sei que choram
Sabes de mim
Eu sou aquele que se esconde
Sabe de ti, sem saber onde
Vamos fazer o que ainda não foi feito

Trago-te em mim
Mesmo que chova no verão
Queres dizer sim, mas dizes não
Vamos fazer o que ainda não foi feito

E eu sou mais do que te invento
Tu és um mundo com mundos por dentro
E temos tanto p’ra contar
Vem nesta noite
Fomos tão longe a vida toda
Somos um beijo que demora
Porque amanhã é sempre tarde demais

E eu sei que dói
Sei como foi andares tão só por essa rua
As vozes que te chamam e tu na tua
Esse teu corpo é o teu porto, é o teu jeito
Vamos fazer o que ainda não foi feito

Sabes quem sou, para onde vou
A vida é curva, não uma linha
As portas que se fecham e eu na minha
A tua sombra é o lugar onde me deito
Vamos fazer o que ainda não foi feito

E eu sou mais do que te invento
Tu és um mundo com mundos por dentro
E temos tanto p’ra contar
Vem nesta noite
Fomos tão longe a vida toda
Somos um beijo que demora
Porque amanhã é sempre tarde demais

Tens uma estrada
Tenho uma mão cheia de nada
Somos um todo imperfeito
Tu és inteira e eu desfeito
Vamos fazer o que ainda não foi feito

E eu sou mais do que te invento
Tu és um mundo com mundos por dentro
E temos tanto p’ra contar
Vem nesta noite
Fomos tão longe a vida toda
Somos um beijo que demora
Porque amanhã é sempre tarde demais

Vem nesta noite
Fomos tão longe a vida toda
Somos um beijo que demora
Porque amanhã é sempre tarde demais

Pedro Abrunhosa

23 de maio de 2010

Um mundo...

Há sempre alturas em que me fecho e procuro isolar-me deste mundo real que quero muito diferente do meu mas a fuga parece cada vez mais difícil de concretizar. Este mundo feito de gente que me critica, que continua cega e procura manipular tudo, que procura viver a vida dos outros… chega a todo o lado.

Infelizmente, não me entendo e nem procuro que os outros o façam mas ambiciono uma vida com aquilo que todos sabem que não tenho: as minhas decisões, pensadas e ponderadas (se é que alguma vez eu vou saber o que isso é).

E vezes sem conta volto a cair no mesmo erro, esse erro em que tropeço e sempre caio, essa minha eterna preocupação: “os outros”. Aqueles que nada podem no meu mundo mas que eu continuo a deixar entrar. Trazem opiniões, vivências, desejos e não conseguem ver aquilo que eu sou, que me define e que me mantém em movimento. Por vezes, tentam. Mas as minhas meias palavras ou os meus monossílabos são vazios, são desprovidos de sentimento e de sentido e nada procuram transmitir.

No meu mundo, tudo se passa no silêncio, as ideias estão contidas no olhar, no sentir e no pensar, propagam-se nessa doce melodia em que ninguém se pronuncia e em que o conforto alcançado é único porque tudo é partilhado.

Nesta minha dança dos sentidos onde a mágoa fica da porta para fora e ninguém sabe o que o amanhã trará, tudo é intenso, tudo é paixão… Tudo é efémero! Mas também, tudo é medo, medo que essa porta se abra e o mundo, esse mundo sem sentido, consiga entrar destruindo os sonhos de alguém que nunca adormeceu, não cresceu nem viveu.

10-01-2005

22 de maio de 2010

Porque sim…

No meio das minhas pesquisas, numa tentativa de encontrar motivos para sorrir só “porque sim”, encontrei estas palavras… E gostei!

“Gosto de ti.

E pronto. Não sou louca por ti, o meu mundo não pára se não puder estar contigo. Gosto de ti com a força de quem não consegue evitar sorrir sempre que sorris também. Mas não vou ameaçar atirar-me de uma ponte se desapareceres da minha vida. Vou ficar triste, sim. Mas sobreviverei.
Agora percebe o meu medo: eu não quero evitar gostar mais de ti. Mas se me deixar mergulhar, vou começar a ficar triste com as pequeninas coisas em que não és perfeito. E eu preciso do meu espaço, distância de segurança. Muros, chamas-lhe. Que sejam. Gosto que tentes derrubá-los e também gosto de me sentir segura.
Gosto de ti, assim, simples e em bruto. Gosto. E pronto. Porque me fazes rir, porque me mimas, porque te posso mimar e gosto de o fazer.
Gosto de ti porque sim. E não me venhas dizer que “porque sim” não é resposta!

Por Tatiana Albino.”

17 de maio de 2010

Uma musiquita...

Ontem (ou hoje nem sei ao certo) ouvi esta música, dos Heróis do Mar, pela manhã, e ficou-me…

“Sentado no cais
A ver ao longe o mar
E a ponte sobre o Tejo...
Se é tão bonito
É por causa de ti
E deste meu desejo,
Afinal vale a pena,
Pensar em mais ninguém!

Só gosto de ti
Porquê?!... Não sei
Mas estou bem assim
E tu também!

Ali vai o paquete,
Aqui passa o navio,
Lá vão eles viajar...
Se tu aqui estivesses
Gostavas como eu,
Gostavas de os ver passar...
Afinal vale a pena,
Pensar em mais ninguém!

Só gosto de ti
Porquê?!... Não sei
Mas estou bem assim
E tu também!”

Maluqueiras em atraso - Parte II


JÁ TENHO INTERNET EM LISBOA!!


Finalmente, após muito tempo de inércia e de “sim, sim, amanhã eu trato disso”, peguei em mim e solucionei esse problema (ainda há coisas de solução fácil). Tenho um computador totalmente disponível para encher de “tralha” e internet que apesar de limitada me permite voltar a estar ligada ao mundo.


FIQUEI MUITO FELIZ!


Maluqueiras em atraso - Parte I

Voltei ao Porto!! E dois fins-de-semana no Porto, no espaço de um mês, só pode ser maluqueira!!

Fui conhecer o Queimódromo J Perceber que, apesar de existirem conceitos comuns, é tudo diferente de uns sítios para os outros. Não o achei muito diferente do recinto da Semana Académica que deixei para trás e que me fascinava, em Faro. As dimensões são outras, a oferta em termos de barraquinhas (de cursos, de associações de estudantes, de tunas..) é imensa, o recinto é enorme, para se espreitar o concerto tem mesmo que se estar perto do palco… Mas acaba por ir dar tudo no mesmo e, como li em qualquer lado, o interesse que esses ambientes despertam aumenta ou diminui em conformidade com quem por lá se encontra. Eu confesso que gostei, consegui ver caras conhecidas e beber “finos” J


No dia seguinte, foi difícil sair do estado vegetativo… Nada que um pequeno-almoço levado à cama não tenha resolvido :p Estava um dia horroso, chuva, chuva e mais chuva, mas ainda assim deu para sair e ir conhecer o Porto, sem poupar o ambiente porque felizmente ainda há dinheiro para se pagar a conta da água e se tomarem os banhos todos que fizerem falta…


Atravessei o rio, junto à Serra do Pilar, e vi “um velho casario”, a partir de Gaia que tem uma coisa boa que o Porto nunca terá: a vista :p Conheci as diferentes pontes, vi bem de perto o Douro, “da Ribeira até à Foz” mas há coisas que nunca vão mudar… “Ver-te assim (…) nesse teu jeito fechado de quem mói um sentimento”. Ainda assim consegui comer uma “francesinha” e sim, eu gosto daquilo com aquele molho todo!


O fim de dia fez-se em excelente companhia, tinha conhecido uma gata, no dia anterior, e apaixonei-me por ela, excepção feita aos pêlos que ela larga e tive que trazer para Lisboa no meu regresso. Aprendi uns acordes na viola, falei imenso, ri ainda mais e adormeci a ver um dos meus filmes de eleição: Aladdin J Muito bom mesmo!


Antes do regresso, ainda deu para nascer outra paixão… Conheci o Parque da Cidade! O verde da relva a perder de vista, o azul do céu, o barulho das ondas mesmo ali ao lado, os patos perdidos no lago… Uma conjugação perfeita de cenários num só local que me proporcionaram um novo alento e me retemperaram a alma: Adorei!


Sem dúvida que, em dias de sol, o Porto tem outro brilho… Um brilho que ficou ainda, em parte, por descobrir!

20 de abril de 2010

O Porto...

Foi desta! Fui ao Porto por opção e vi o Douro!


Depois de um dia de trabalho, três (longas) horas e meia dentro de um comboio e muita impaciência cheguei à Campanhã para poder gritar “Eu estou no Porto!”. Três anos depois de ter dito “um dia volto e vejo o rio” o desejo foi concretizado.

Na sexta-feira, ainda deu para conhecer o Teatro Sá da Bandeira e ter umas visões da Torre dos Clérigos e da casa da Música. Mas melhor do que tudo isso, mesmo sem ter chegado a tempo de ver a ATITUNA “acontecer” no festival da Tuna Feminina do ISEP, deu para estar com os amigos, para ouvir musiquitas, para dançar, para rir, sorrir, estar e ser…

E para, como já não acontecia há muito tempo, detestar a hora de ir embora.


No sábado, nada de dormir que há deveres de madrinha a cumprir. Depois do almoço tardio há Porto…. De Honra! Conheci a Faculdade de Letras (o mínimo essencial) para participar do início do festival III Letras Sentidas – a tarde de convívio. Senti-me brutalmente bem recebida e “é tão bom” ver caras conhecidas assim… Fizeram-me sentir parte da “família” e eu gostei. O festival teve lugar no estúdio 400, na Foz (até pareço uma entendida na matéria), e foi rápido porque quando nos divertimos parece sempre que o tempo passa a correr. Houve musiquitas, mimos, sorrisos e lágrimas… Para mim, não houve festa mas houve algo bem melhor do que isso… O fim de noite fez-se no “Presuntinho” (?), lá para os lados da Ribeira, e foi divinal. Rapazes (isto vai soar mal): “Que nunca vos doam os dedos!”.


Momento impagável – a minha música favorita rematada com um:


Mas é preciso morrer e nascer de novo
semear no pó e voltar a colher
há que ser trigo, depois ser restolho
há que penar para aprender a viver


e a vida não é existir sem mais nada
a vida não é dia sim, dia não
é feita em cada entrega alucinada
p’ra receber daquilo que aumenta o coração”


Como gaja lamechas que sou, como me preocupo demais e ligo a todos os detalhes, tenho agradecimentos a fazer (só porque sim, gosto de o fazer)…


Às meninas de Letras (Patroa, Mitó, Sofia, Elsa, Cátia, Inês e todas as outras que me envolveram nesta festa como se eu estivesse em casa): Obrigada por tudo, foram impecáveis comigo e eu era só turista!

Ao pessoal da Antituna: Podia viver sem vocês? Podia, mas não era a mesma coisa.


Aos músicos de sábado à noite: Houve momentos simplesmente lindos! Ia jurar que se encontram todos os dias para ensaiar e dar espectáculos magníficos assim e encantar as donzelas… Porque resulta!


Panamá, Carolina e Bruno – companheiros de jornada: Adoro a vossa companhia e a vossa paciência (ou a falta dela)!


Para terminar, visto que não são 4h12 da manhã, ninguém está a falar de acordes dissonantes e por escrito isto sai sempre afinado:


No Porto, estes dias eu FUUUUIIIII… FELIZ!