22 de maio de 2010

Porque sim…

No meio das minhas pesquisas, numa tentativa de encontrar motivos para sorrir só “porque sim”, encontrei estas palavras… E gostei!

“Gosto de ti.

E pronto. Não sou louca por ti, o meu mundo não pára se não puder estar contigo. Gosto de ti com a força de quem não consegue evitar sorrir sempre que sorris também. Mas não vou ameaçar atirar-me de uma ponte se desapareceres da minha vida. Vou ficar triste, sim. Mas sobreviverei.
Agora percebe o meu medo: eu não quero evitar gostar mais de ti. Mas se me deixar mergulhar, vou começar a ficar triste com as pequeninas coisas em que não és perfeito. E eu preciso do meu espaço, distância de segurança. Muros, chamas-lhe. Que sejam. Gosto que tentes derrubá-los e também gosto de me sentir segura.
Gosto de ti, assim, simples e em bruto. Gosto. E pronto. Porque me fazes rir, porque me mimas, porque te posso mimar e gosto de o fazer.
Gosto de ti porque sim. E não me venhas dizer que “porque sim” não é resposta!

Por Tatiana Albino.”

17 de maio de 2010

Uma musiquita...

Ontem (ou hoje nem sei ao certo) ouvi esta música, dos Heróis do Mar, pela manhã, e ficou-me…

“Sentado no cais
A ver ao longe o mar
E a ponte sobre o Tejo...
Se é tão bonito
É por causa de ti
E deste meu desejo,
Afinal vale a pena,
Pensar em mais ninguém!

Só gosto de ti
Porquê?!... Não sei
Mas estou bem assim
E tu também!

Ali vai o paquete,
Aqui passa o navio,
Lá vão eles viajar...
Se tu aqui estivesses
Gostavas como eu,
Gostavas de os ver passar...
Afinal vale a pena,
Pensar em mais ninguém!

Só gosto de ti
Porquê?!... Não sei
Mas estou bem assim
E tu também!”

Maluqueiras em atraso - Parte II


JÁ TENHO INTERNET EM LISBOA!!


Finalmente, após muito tempo de inércia e de “sim, sim, amanhã eu trato disso”, peguei em mim e solucionei esse problema (ainda há coisas de solução fácil). Tenho um computador totalmente disponível para encher de “tralha” e internet que apesar de limitada me permite voltar a estar ligada ao mundo.


FIQUEI MUITO FELIZ!


Maluqueiras em atraso - Parte I

Voltei ao Porto!! E dois fins-de-semana no Porto, no espaço de um mês, só pode ser maluqueira!!

Fui conhecer o Queimódromo J Perceber que, apesar de existirem conceitos comuns, é tudo diferente de uns sítios para os outros. Não o achei muito diferente do recinto da Semana Académica que deixei para trás e que me fascinava, em Faro. As dimensões são outras, a oferta em termos de barraquinhas (de cursos, de associações de estudantes, de tunas..) é imensa, o recinto é enorme, para se espreitar o concerto tem mesmo que se estar perto do palco… Mas acaba por ir dar tudo no mesmo e, como li em qualquer lado, o interesse que esses ambientes despertam aumenta ou diminui em conformidade com quem por lá se encontra. Eu confesso que gostei, consegui ver caras conhecidas e beber “finos” J


No dia seguinte, foi difícil sair do estado vegetativo… Nada que um pequeno-almoço levado à cama não tenha resolvido :p Estava um dia horroso, chuva, chuva e mais chuva, mas ainda assim deu para sair e ir conhecer o Porto, sem poupar o ambiente porque felizmente ainda há dinheiro para se pagar a conta da água e se tomarem os banhos todos que fizerem falta…


Atravessei o rio, junto à Serra do Pilar, e vi “um velho casario”, a partir de Gaia que tem uma coisa boa que o Porto nunca terá: a vista :p Conheci as diferentes pontes, vi bem de perto o Douro, “da Ribeira até à Foz” mas há coisas que nunca vão mudar… “Ver-te assim (…) nesse teu jeito fechado de quem mói um sentimento”. Ainda assim consegui comer uma “francesinha” e sim, eu gosto daquilo com aquele molho todo!


O fim de dia fez-se em excelente companhia, tinha conhecido uma gata, no dia anterior, e apaixonei-me por ela, excepção feita aos pêlos que ela larga e tive que trazer para Lisboa no meu regresso. Aprendi uns acordes na viola, falei imenso, ri ainda mais e adormeci a ver um dos meus filmes de eleição: Aladdin J Muito bom mesmo!


Antes do regresso, ainda deu para nascer outra paixão… Conheci o Parque da Cidade! O verde da relva a perder de vista, o azul do céu, o barulho das ondas mesmo ali ao lado, os patos perdidos no lago… Uma conjugação perfeita de cenários num só local que me proporcionaram um novo alento e me retemperaram a alma: Adorei!


Sem dúvida que, em dias de sol, o Porto tem outro brilho… Um brilho que ficou ainda, em parte, por descobrir!

20 de abril de 2010

O Porto...

Foi desta! Fui ao Porto por opção e vi o Douro!


Depois de um dia de trabalho, três (longas) horas e meia dentro de um comboio e muita impaciência cheguei à Campanhã para poder gritar “Eu estou no Porto!”. Três anos depois de ter dito “um dia volto e vejo o rio” o desejo foi concretizado.

Na sexta-feira, ainda deu para conhecer o Teatro Sá da Bandeira e ter umas visões da Torre dos Clérigos e da casa da Música. Mas melhor do que tudo isso, mesmo sem ter chegado a tempo de ver a ATITUNA “acontecer” no festival da Tuna Feminina do ISEP, deu para estar com os amigos, para ouvir musiquitas, para dançar, para rir, sorrir, estar e ser…

E para, como já não acontecia há muito tempo, detestar a hora de ir embora.


No sábado, nada de dormir que há deveres de madrinha a cumprir. Depois do almoço tardio há Porto…. De Honra! Conheci a Faculdade de Letras (o mínimo essencial) para participar do início do festival III Letras Sentidas – a tarde de convívio. Senti-me brutalmente bem recebida e “é tão bom” ver caras conhecidas assim… Fizeram-me sentir parte da “família” e eu gostei. O festival teve lugar no estúdio 400, na Foz (até pareço uma entendida na matéria), e foi rápido porque quando nos divertimos parece sempre que o tempo passa a correr. Houve musiquitas, mimos, sorrisos e lágrimas… Para mim, não houve festa mas houve algo bem melhor do que isso… O fim de noite fez-se no “Presuntinho” (?), lá para os lados da Ribeira, e foi divinal. Rapazes (isto vai soar mal): “Que nunca vos doam os dedos!”.


Momento impagável – a minha música favorita rematada com um:


Mas é preciso morrer e nascer de novo
semear no pó e voltar a colher
há que ser trigo, depois ser restolho
há que penar para aprender a viver


e a vida não é existir sem mais nada
a vida não é dia sim, dia não
é feita em cada entrega alucinada
p’ra receber daquilo que aumenta o coração”


Como gaja lamechas que sou, como me preocupo demais e ligo a todos os detalhes, tenho agradecimentos a fazer (só porque sim, gosto de o fazer)…


Às meninas de Letras (Patroa, Mitó, Sofia, Elsa, Cátia, Inês e todas as outras que me envolveram nesta festa como se eu estivesse em casa): Obrigada por tudo, foram impecáveis comigo e eu era só turista!

Ao pessoal da Antituna: Podia viver sem vocês? Podia, mas não era a mesma coisa.


Aos músicos de sábado à noite: Houve momentos simplesmente lindos! Ia jurar que se encontram todos os dias para ensaiar e dar espectáculos magníficos assim e encantar as donzelas… Porque resulta!


Panamá, Carolina e Bruno – companheiros de jornada: Adoro a vossa companhia e a vossa paciência (ou a falta dela)!


Para terminar, visto que não são 4h12 da manhã, ninguém está a falar de acordes dissonantes e por escrito isto sai sempre afinado:


No Porto, estes dias eu FUUUUIIIII… FELIZ!

2 de abril de 2010

E nesse mesmo fim-de-semana...

Em Grândola... O I Vila Morena!

 


 

Só descobri agora, passado um mês, mas ainda assim este tipo de conquistas faz-me feliz!

 

Uma vez por ano (assim espero), vou poder juntar o útil ao agradável!

28 de fevereiro de 2010

1540 kms depois...

Há um pouco mais deste Portugal em mim!

A maluqueira familiar começou em Grândola, às seis da manhã do dia 26, sexta-feira (sim, porque o chefe deixou-me usufruir da sexta-feira) com o carro entupido de tralha e uns desejos reprimidos do tipo "não posso voltar para a cama só mais um bocadinho!?".

Primeira paragem, nas raposas (uma qualquer àrea de serviço na A23) para dar uso, pasmem-se, ao parque infantil Sorriso

Segunda paragem, Penhas da Saúde.

Não sei bem como mas dedicamo-nos a fazer um boneco de neve (era esse o propósito da viagem, o meu sobrinho nunca tinha visto a neve) e ficou lindo, brincámos, rimos, caímos, rimos mais... Estava um dia lindo, sem vento, com sol e foi mesmo muito bom!

Almoçámos por Manteigas e rumámos às Penhas Douradas e, por lá, não havia neve Triste Optámos por seguir viagem. Gouveia - Celorico da Beira - Vila Nova de Foz Côa - Vila Flor - Mirandela.

O segundo dia - Mirandela - Carrazeda de Ansiães - Parambos (a aldeia mais sportinguista de Portugal)-TUA- inversão de marcha - Macedo de Cavaleiros - Bragança - inversão de marcha - Mirandela. Passeios de carro que o mau tempo tramou-nos, mas ainda assim muito melhor do que ficar em casa.

Terceiro e último dia Triste - Mirandela - Vila Nova de Foz Côa - Celorico da Beira - Seia - Sabugueiro - "Sem correntes não pode ir à Torre, desça por ali".

Sem sol, frio horrível, vento cortante, nada de brincar na neve.

Loriga - Vasco Esteves de Cima e de Baixo (resta saber de quem) - Tortosendo - A23 - Grândola.

Para recordar...

As paisagens a perder de vista e de perder o fôlego, no Verão devem ser 50500 vezes mais espectaculares (um dia tiro essa dúvida Piscadela);

As amendoeiras em flor de flor branca ou flor cor-de-rosa ("tal como as tuas filhas uma meio loira e outra morena");

A posta mirandesa (um desejo reprimido há já algum tempo) e o bom vinho;

Os rios - o Zêzere, o Tua, o Sabor e o Douro (desta vez vi todos!);

E todos os momentos partilhados em família, com mimos, stresses, amuos, alegrias e parvidades!

Fez-me bem à alma por todos os motivos e mais algum... Não sei porque não o faço mais vezes, talvez porque a parte que implica sair do carro me incomoda um bocado (gosto mesmo de ficar só a disfrutar do que tenho pela frente)... Talvez seja altura de mudar...

10 de janeiro de 2010

Chuva

As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir

Há gente que fica na história
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir

São emoções que dão vida
à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder

Há dias que marcam a alma
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
não posso esquecer

A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera

Ai... meu choro de moça perdida
gritava à cidade
que o fogo do amor sob chuva
há instantes morrera

A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade






Eu tenho saudades... muitas!

6 de dezembro de 2009

It seems...

It seems everything has changed... Maybe it really did...

I've changed from one place to another and that really makes me feel good and makes me smile!

But when I'm at home everything seems a little bit awkward and sad. It seems like a different reality. I don't understand...

What I really know is that: "No one told us life is easy but the best thing to do is keep on fighting!".

27 de setembro de 2009

Debaixo dos caracóis dos seus cabelos ;)

Um dia a areia branca
Teus pés irão tocar
E vai molhar seus cabelos
A água azul do mar

Janelas e portas vão se abrir
Pra ver você chegar
E ao se sentir em casa
Sorrindo vai chorar

Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Uma história pra contar
De um mundo tão distante
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Um soluço e a vontade
De ficar mais um instante

As luzes e o colorido
Que você vê agora
Nas ruas por onde anda
Na casa onde mora

Você olha tudo e nada
Lhe faz ficar contente
Você só deseja agora
Voltar pra sua gente

Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Uma história pra contar
De um mundo tão distante
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Um soluço e a vontade
De ficar mais um instante

Você anda pela tarde
E o seu olhar tristonho
Deixa sangrar no peito
Uma saudade, um sonho

Um dia vou ver você
Chegando num sorriso
Pisando a areia branca
Que é seu paraíso

Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Uma história pra contar
De um mundo tão distante
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Um soluço e a vontade
De ficar mais um instante

Roberto Carlos