20 de abril de 2010

O Porto...

Foi desta! Fui ao Porto por opção e vi o Douro!


Depois de um dia de trabalho, três (longas) horas e meia dentro de um comboio e muita impaciência cheguei à Campanhã para poder gritar “Eu estou no Porto!”. Três anos depois de ter dito “um dia volto e vejo o rio” o desejo foi concretizado.

Na sexta-feira, ainda deu para conhecer o Teatro Sá da Bandeira e ter umas visões da Torre dos Clérigos e da casa da Música. Mas melhor do que tudo isso, mesmo sem ter chegado a tempo de ver a ATITUNA “acontecer” no festival da Tuna Feminina do ISEP, deu para estar com os amigos, para ouvir musiquitas, para dançar, para rir, sorrir, estar e ser…

E para, como já não acontecia há muito tempo, detestar a hora de ir embora.


No sábado, nada de dormir que há deveres de madrinha a cumprir. Depois do almoço tardio há Porto…. De Honra! Conheci a Faculdade de Letras (o mínimo essencial) para participar do início do festival III Letras Sentidas – a tarde de convívio. Senti-me brutalmente bem recebida e “é tão bom” ver caras conhecidas assim… Fizeram-me sentir parte da “família” e eu gostei. O festival teve lugar no estúdio 400, na Foz (até pareço uma entendida na matéria), e foi rápido porque quando nos divertimos parece sempre que o tempo passa a correr. Houve musiquitas, mimos, sorrisos e lágrimas… Para mim, não houve festa mas houve algo bem melhor do que isso… O fim de noite fez-se no “Presuntinho” (?), lá para os lados da Ribeira, e foi divinal. Rapazes (isto vai soar mal): “Que nunca vos doam os dedos!”.


Momento impagável – a minha música favorita rematada com um:


Mas é preciso morrer e nascer de novo
semear no pó e voltar a colher
há que ser trigo, depois ser restolho
há que penar para aprender a viver


e a vida não é existir sem mais nada
a vida não é dia sim, dia não
é feita em cada entrega alucinada
p’ra receber daquilo que aumenta o coração”


Como gaja lamechas que sou, como me preocupo demais e ligo a todos os detalhes, tenho agradecimentos a fazer (só porque sim, gosto de o fazer)…


Às meninas de Letras (Patroa, Mitó, Sofia, Elsa, Cátia, Inês e todas as outras que me envolveram nesta festa como se eu estivesse em casa): Obrigada por tudo, foram impecáveis comigo e eu era só turista!

Ao pessoal da Antituna: Podia viver sem vocês? Podia, mas não era a mesma coisa.


Aos músicos de sábado à noite: Houve momentos simplesmente lindos! Ia jurar que se encontram todos os dias para ensaiar e dar espectáculos magníficos assim e encantar as donzelas… Porque resulta!


Panamá, Carolina e Bruno – companheiros de jornada: Adoro a vossa companhia e a vossa paciência (ou a falta dela)!


Para terminar, visto que não são 4h12 da manhã, ninguém está a falar de acordes dissonantes e por escrito isto sai sempre afinado:


No Porto, estes dias eu FUUUUIIIII… FELIZ!

2 de abril de 2010

E nesse mesmo fim-de-semana...

Em Grândola... O I Vila Morena!

 


 

Só descobri agora, passado um mês, mas ainda assim este tipo de conquistas faz-me feliz!

 

Uma vez por ano (assim espero), vou poder juntar o útil ao agradável!

28 de fevereiro de 2010

1540 kms depois...

Há um pouco mais deste Portugal em mim!

A maluqueira familiar começou em Grândola, às seis da manhã do dia 26, sexta-feira (sim, porque o chefe deixou-me usufruir da sexta-feira) com o carro entupido de tralha e uns desejos reprimidos do tipo "não posso voltar para a cama só mais um bocadinho!?".

Primeira paragem, nas raposas (uma qualquer àrea de serviço na A23) para dar uso, pasmem-se, ao parque infantil Sorriso

Segunda paragem, Penhas da Saúde.

Não sei bem como mas dedicamo-nos a fazer um boneco de neve (era esse o propósito da viagem, o meu sobrinho nunca tinha visto a neve) e ficou lindo, brincámos, rimos, caímos, rimos mais... Estava um dia lindo, sem vento, com sol e foi mesmo muito bom!

Almoçámos por Manteigas e rumámos às Penhas Douradas e, por lá, não havia neve Triste Optámos por seguir viagem. Gouveia - Celorico da Beira - Vila Nova de Foz Côa - Vila Flor - Mirandela.

O segundo dia - Mirandela - Carrazeda de Ansiães - Parambos (a aldeia mais sportinguista de Portugal)-TUA- inversão de marcha - Macedo de Cavaleiros - Bragança - inversão de marcha - Mirandela. Passeios de carro que o mau tempo tramou-nos, mas ainda assim muito melhor do que ficar em casa.

Terceiro e último dia Triste - Mirandela - Vila Nova de Foz Côa - Celorico da Beira - Seia - Sabugueiro - "Sem correntes não pode ir à Torre, desça por ali".

Sem sol, frio horrível, vento cortante, nada de brincar na neve.

Loriga - Vasco Esteves de Cima e de Baixo (resta saber de quem) - Tortosendo - A23 - Grândola.

Para recordar...

As paisagens a perder de vista e de perder o fôlego, no Verão devem ser 50500 vezes mais espectaculares (um dia tiro essa dúvida Piscadela);

As amendoeiras em flor de flor branca ou flor cor-de-rosa ("tal como as tuas filhas uma meio loira e outra morena");

A posta mirandesa (um desejo reprimido há já algum tempo) e o bom vinho;

Os rios - o Zêzere, o Tua, o Sabor e o Douro (desta vez vi todos!);

E todos os momentos partilhados em família, com mimos, stresses, amuos, alegrias e parvidades!

Fez-me bem à alma por todos os motivos e mais algum... Não sei porque não o faço mais vezes, talvez porque a parte que implica sair do carro me incomoda um bocado (gosto mesmo de ficar só a disfrutar do que tenho pela frente)... Talvez seja altura de mudar...

10 de janeiro de 2010

Chuva

As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir

Há gente que fica na história
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir

São emoções que dão vida
à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder

Há dias que marcam a alma
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
não posso esquecer

A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera

Ai... meu choro de moça perdida
gritava à cidade
que o fogo do amor sob chuva
há instantes morrera

A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade






Eu tenho saudades... muitas!

6 de dezembro de 2009

It seems...

It seems everything has changed... Maybe it really did...

I've changed from one place to another and that really makes me feel good and makes me smile!

But when I'm at home everything seems a little bit awkward and sad. It seems like a different reality. I don't understand...

What I really know is that: "No one told us life is easy but the best thing to do is keep on fighting!".

27 de setembro de 2009

Debaixo dos caracóis dos seus cabelos ;)

Um dia a areia branca
Teus pés irão tocar
E vai molhar seus cabelos
A água azul do mar

Janelas e portas vão se abrir
Pra ver você chegar
E ao se sentir em casa
Sorrindo vai chorar

Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Uma história pra contar
De um mundo tão distante
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Um soluço e a vontade
De ficar mais um instante

As luzes e o colorido
Que você vê agora
Nas ruas por onde anda
Na casa onde mora

Você olha tudo e nada
Lhe faz ficar contente
Você só deseja agora
Voltar pra sua gente

Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Uma história pra contar
De um mundo tão distante
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Um soluço e a vontade
De ficar mais um instante

Você anda pela tarde
E o seu olhar tristonho
Deixa sangrar no peito
Uma saudade, um sonho

Um dia vou ver você
Chegando num sorriso
Pisando a areia branca
Que é seu paraíso

Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Uma história pra contar
De um mundo tão distante
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Um soluço e a vontade
De ficar mais um instante

Roberto Carlos





17 de setembro de 2009

...

Eu acredito em mim,

Eu sou a melhor da minha rua…

Eu sou feliz e faço os outros felizes com a minha inocência,

Com o meu olhar e o meu sorriso,

Eu sou grata por ter amigos e pessoas à minha volta,

Com a sua ternura e o seu carinho.


Eu sou mais solitária do que devia

Mas conheço-me a cada passo na solidão,

Eu cresço,

Eu não luto,

Eu esmoreço.

Eu procuro incessantemente algo que é difícil encontrar…

Eu atiro-me de cabeça,

Eu vivo tudo com intensidade,

Perco o rumo com facilidade.

Eu nego,

Eu desejo,

Eu fraquejo…

Eu persisto.


Eu acredito em mim!


1 de setembro de 2009

O que eu quero – Angélica T. Almstadter

Eu quero um amor que entre
pela porta da frente
De mãos vazias e a cabeça cheia
de loucuras;
Maduro nas decisões e menino o suficiente,
Pra brincar com poças d´água e chutar latas.

Um homem atrevido e livre de preconceitos
Que saiba olhar ao redor de mim,
sorrir do meu sorriso
Rir para o meu riso
Que saiba chorar, e me deixe chorar
sem censura.

Um homem que não me crive de perguntas
Que compreenda os meus silêncios,
E que tenha consigo seus segredos pra respeitar os meus
Que saiba calar e falar na hora certa.

Um homem que saiba ser amigo,
Que saiba sair e voltar assim
que a saudade bater.
Que não se guie pelos ponteiros,
Que conheça o caminho dos meus braços
Neles se aninhe, mas nunca os algeme,
Ou censure minhas escolhas.

Eu quero um homem nada apressado,
Que saiba o que quer, e aceite meu querer.
Que seja terno e selvagem no lugar
e hora certa,
Que fale o que pensa, mas pense no que fala
Que goste de ler e adube a inteligência.

Eu quero um homem maduro e menino
Que nunca me deixe constrangida,
Que não seja meu credor diário
Que tenha a alma livre por excelência,
E goste da minha essência.

Um homem que seja meu como dele serei;
Sem algemas, sem alianças e sem contratos,
Ambos do mundo,
A despeito de toda incredulidade.

14 de agosto de 2009

Não sei :)

"Afastei-me de ti, por razões que não sei explicar e não sei se um dia as vou descobrir. Penso que fui injusto, talvez até te tenha deitado abaixo, e afastei-me. E neste ano se há coisa que eu tenho sido cada vez mais, é falso contigo. Sentia-me tão próximo de ti no inicio, tão bem ao pé de ti, ao pé de todos. Nunca pensei que nos pudéssemos afastar; seria impossível e fazia doer-me o coração só de pensar nessa possibilidade. Um sorriso falso é o que te tenho dado nos últimos tempos, e não percebo o porquê, nem o porquê de estar tão injusto."



Não sei quem escreveu mas gostei...


28 de junho de 2009

Há coisas bonitas...

Sonhos meus

Esperanças vãs

Dos teus beijos

P’las manhãs

Sabor eterno

Amor intenso

Odores de corpo

E de incenso


Paixão e loucura

Desejo imoral

Por uma Deusa

D’um simples mortal


Divino é teu corpo

Eterna é a alma

Assim como o amor

Que em mim não cala


Puro é teu sangue

Longe de pecado

E eu tão humano

Da vida marcado


A esperança não morre

O sonho perdura

Eterno é o amor

Até na loucura

By Jorge Antunes